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Discreto, firme e pontual, Anastasia marca um novo estilo à frente do Governo de Minas

Discreto e pontual, Anastasia difere de políticos tradicionais

Fonte: Rodrigo Freitas

Perfil
Tucano tem Renata Vilhena, Danilo de Castro e Aécio como grandes conselheiros

Existe uma espécie de consenso de que os políticos adoram holofotes e fazem reuniões demoradas, vagas e ineficientes, do ponto de vista prático. Mas, para quem se acostumou com o estereótipo do político tradicional, o governador Antonio Anastasia (PSDB) significa exatamente a antítese desse comportamento. Discreto, o titular do Palácio Tiradentes faz de tudo para tornar sua rotina mais “eficiente” – palavra que ele gosta bastante de utilizar.

Os secretários e assessores mais próximos são unânimes ao dizerem que Anastasia é metódico, extremamente organizado e tem uma verdadeira obsessão pela pontualidade. Costuma se irritar quando é obrigado a conviver com atrasos, sejam dele mesmo – o que é incomum – ou de quem o visita na Cidade Administrativa. Se dependesse unicamente dele, nenhum evento oficial sofreria atrasos.

O governador é sempre um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair. Costuma trabalhar até 13 horas por dia. Na hora das refeições, ele tem o hábito de comer em seu próprio gabinete para ganhar tempo. Vez ou outra, segundo contam seus interlocutores, vai a um dos restaurantes da Cidade Administrativa. O tucano gosta de comida simples, e seu prato predileto é lombo assado com farofa.

EXIGÊNCIAS.No trato com os subordinados, Anastasia costuma ser firme na cobrança de metas, mas não “estoura”. A educação é uma de suas características mais marcantes. Secretários de Estado, por exemplo, precisam ter informações “na ponta da língua” em reuniões de definição e cobrança de metas. Anastasia não tem paciência com explicações vagas e prolixas.

Apesar das exigências, ele costuma ser sempre bem-humorado. “O governador tem um humor muito apurado e costuma brincar com a gente em reuniões, amenizando a dureza do dia a dia”, conta Renata Vilhena, secretária de Planejamento e Gestão, que tem total confiança de Anastasia.

Na hora de tomar decisões políticas, o tucano conta com pelo menos três grandes conselheiros: o ex-governador Aécio Neves, seu padrinho político e hoje amigo particular, o secretário de Governo, Danilo de Castro, e Renata Vilhena.

Uma curiosidade é que o governador, que lecionou direito administrativo na UFMG por muitos anos, é, ainda hoje, chamado de professor por seus assessores. O próprio Antonio Anastasia já confidenciou que gosta de ser chamado assim.

Desde cedo, segundo contam amigos, Anastasia demonstrava vocação para a administração pública. O vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), destaca sua “competência administrativa”. “Se faltava-lhe o referendo das urnas, esse ocorreu de maneira consagradora”, afirma Pinto Coelho.

Vida pessoal
Tucano não deixou de rever os amigos
Os amigos mais próximos do governador Antonio Anastasia afirmam que o sucesso político das últimas eleições não subiu à sua cabeça. Eles destacam que sua simplicidade permanece e que, mesmo com a rotina agitada de governador, ele encontra tempo para rever amigos de faculdade.

“Quando o nosso grupo do curso de direito se reúne, ele deixa de ser o governador Anastasia para ser o Antonio que a gente conheceu muitos anos atrás”, conta a advogada Célia Pimenta, que foi colega deAnastasia na universidade. Ela explica que o grupo de amigos da UFMG se reúne, ainda hoje, de duas a três vezes por ano e que, raramente, Anastasia deixa de comparecer.

Célia também destaca a obsessão por pontualidade do governador. Ainda jovens, os dois e um grupo de mais quatro amigos resolveram montar um escritório de advocacia. Com pouco dinheiro no bolso, eles compraram apenas três mesas para seis pessoas. Quem chegava primeiro ficava sempre com as mesas.Anastasia sempre estava na melhor posição do escritório porque chegava às 7h. (RF)

A “mineiridade” é sempre uma expressão que está no repertório de Antonio Anastasia. Ele faz questão de cultivar as tradições e é muito apegado à família. Os amigos próximos dizem que ele, mesmo com a agenda cheia, não consegue passar um longo tempo sem visitar a mãe, dona Ilka.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, Anastasia tem diversas imagens de santos ? algumas que ele ganhou de presente ?, reforçando o tradicionalismo e a religiosidade mineiros. Outro traço do governador é a fala carregada de sotaque. Não é raro ouvi-lo soltando um “uai”. (RF)

Certifica Minas permite avanços na defesa agropecuária mineira

Os crescentes recursos destinados ao Projeto Estruturador Certifica Minas, desenvolvido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), sofreram sucessivos aumentos desde 2007, quando eram da ordem de R$ 4.042.132,34, subindo em 2008 para R$ 11.898.965,55 e em 2009 chegou a R$ 12.834.173,10. Já em 2010, foram disponibilizados R$ 15.081.750,00.

O Certifica Minas, que tem como objetivo promover a modernização da produção agropecuária e a ampliação do agronegócio mineiro nos mercados nacional e internacional, investiu no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidagro), na interligação via internet das 248 unidades descentralizadas do IMA, na capacitação de 350 técnicos na área de inspeção de produtos de origem animal e ainda na estruturação de quatro laboratórios do Instituto.

Das ações realizadas em campo, em 2010, destaca-se o aprimoramento do sistema de defesa sanitária animal com a fiscalização de 23.874 das cerca de 352 mil propriedades produtoras de bovinos suínos e aves, o que reduz o perigo de  doenças. A rastreabilidade foi realizada em 1.110 propriedades de bovinos e bubalinos e a fiscalização e monitoramento aconteceu em 723 propriedades de soja.

Além disso, foram certificadas 1.230 propriedades de café pela IMO Control, empresa responsável pela auditoria de certificação das propriedades e que é conveniada ao Governo de Minas. Já a certificação de cachaça alcançou o número de 151 propriedades certificadas.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, explica que o Projeto Estruturador possibilitou a modernização dos processos de defesa agropecuária, melhoraria na estrutura já existente e a qualidade dos serviços prestados. “Com o Certifica Minas todos saem ganhando: os produtores rurais com mais agilidade dos processos e oportunidade de profissionalizar sua produção, os consumidores com a garantia de produtos de qualidade e boa procedência e o agronegócio mineiro com a abertura de novos mercados”, afirma.

 

Inscrições para Cursos Técnicos em Agropecuária da Epamig terminam nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (31) terminam as inscrições para os Cursos Técnicos em Agropecuária da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (Itac/Epamig), em Pitangui, no Centro-Oeste do Estado. Os cursos visam à formação de profissionais que poderão atuar na gestão do agronegócio, nas áreas do cooperativismo e na pesquisa agropecuária.

O curso, simultâneo ao ensino médio, tem duração de três anos. O candidato deve ter concluído o ensino fundamental. Já o curso pós-médio tem duração de um ano e meio e para fazê-lo o candidato tem que ter concluído o ensino médio. Os dois cursos são realizados em tempo integral. Em aulas teóricas e práticas os alunos aprendem desde a preparação do solo até a colheita; atividades relativas à avicultura: das pintainhas até a galinha de postura; produções suínas e bovinas: ordenha e manejo; apicultura: do manejo ao beneficiamento dos produtos melíferos; laticínios: produção de derivados do leite. O curso oferece também em seu conteúdo: pesquisa agropecuária; importância do custo de produção e cooperativismo.

Os estudantes utilizarão uma infraestrutura de ensino instalada em área de mais de 10 mil metros quadrados, composta por edifício-sede e núcleos de atividades agropecuárias. Estes se localizam em uma fazenda com 460 hectares onde acontecem as atividades de bovinocultura de corte e leite; laticínios – produção de iogurtes, queijos e doces; suinocultura e caprinocultura (médios animais); avicultura com animais de pequeno porte; apicultura com processamento de produtos apícolas.

Pesquisa e ensino

Há 20 anos o Itac forma técnicos em agropecuária para condução de trabalhos técnico-administrativos no agronegócio. Segundo a gerente de Ensino do Instituto, Luci Lobato, a escola tem traçado um perfil de profissional capaz de responder com eficiência e de modo crítico às exigências do mercado.

Inovação Tecnológica

Em 2010, o Itac contou com recursos do Projeto “Inovação Tecnológica aplicada ao Ensino Agropecuário”, aprovado através do Programa Parceiro Vitae de apoio ao ensino agrotécnico, gerido pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT). Serão destinados R$ 209 mil para implantação de laboratórios multimídia para escola e fazenda experimental, reestruturação do auditório com recursos multimídia, instalação de computadores na biblioteca, adaptação de sala de estudos com computadores para digitação e laboratório com configurações para o software CAD.

Segundo o coordenador do projeto, Lívio Faria Valério, no Brasil foram aprovados 17 projetos e em Minas Gerais três, sendo o Itac uma das instituições beneficiadas. “É a segunda vez que participamos desse programa. Em 2005 também obtivemos recursos para implantação de laboratórios”, afirmou o coordenador.

Inscrições

Os interessados devem apresentar os seguintes documentos: histórico escolar (original), carteira de identidade (cópia), comprovante de residência (cópia), certidão de nascimento (cópia), três fotos (3×4). As inscrições podem ser feitas através do e-mail ensinoitac@epamig.br.

Informações:

(37) 3271-4004

 

Unimontes oferece três cursos de Pós-graduação Lato sensu em fevereiro

A partir de fevereiro, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)oferecerá três cursos de Pós-graduação Lato sensu na área da saúde, coordenados pelo departamento de Enfermagem. As inscrições para os cursos de Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, Vigilância e Controle de Infecção, e Saúde da Família podem ser efetuadas até o dia 28 de janeiro. Há 35 vagas disponíveis para cada uma das especializações.

O interessado pode se inscrever diretamente no Laboratório Morfofuncional (prédio 6, campus-sede), das 14h às 17h. Conforme o edital, haverá seleção a partir da apresentação de currículo e artigo, no qual o interessado apresentará as razões pela escolha do curso. Até o dia 7, será anunciado o resultado do processo seletivo pelo portal da Unimontes. As aulas dos três cursos serão iniciadas até o dia 15 de fevereiro.

Área por área

De acordo com a professora Oneide Veloso Dias, da comissão coordenadora, o curso Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde tem como objetivo especializar e aprimorar o conhecimento dos profissionais, em especial os graduados em Ciências Biológicas e cursos afins. Entre os conteúdos relacionados para as aulas, estão: gestão da qualidade de saúde, de projetos, de logística, em pessoas e gestão em tecnologia de informação.

Já a pós-graduação em Vigilância e Controle de Infecção também é dirigida a profissionais das ciências biológicas e da saúde. Ela dará ênfase a assuntos relacionados à epidemiologia geral, bioestatística, vigilância em saúde, educação e formação de saúde, políticas e modelos de saúde e controle de infecções.

Por sua vez, o curso de pós-graduação em Saúde da Família permitirá a capacitação e atualização do conhecimento para os profissionais atuarem nos programas de mesmo nome. “Prioriza o planejamento, administração e execução de ações nas áreas de saúde coletiva”, explica a coordenadora Oneide Dias. Além de temas como epidemiologia geral, o curso abordará também as ferramentas das estatísticas em Saúde da Família, dentre outros assuntos.

Aulas e contatos

Cada pós-graduação Lato sensu terá a duração de 11 meses, com aulas em salas do prédio 6, no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, sempre às sextas-feiras (das 18h30 às 22h30) e aos sábados (das 8h às 18h). Outras informações através do telefone (38) 3229-8186, das 14h às 17h.

 

Governo Antonio Anastasia: Com a edição das leis delegadas 179, 180, 181 e 182 está organizada a estrutura orgânica do Executivo estadual

Lei Delegada 180 aprofunda a modernização administrativa com foco em indicadores e metas sociais e humanas

Com a edição das leis delegadas 179, 180, 181 e 182 está organizada a estrutura orgânica do Executivo estadual. Com a legislação, o Governo de Minas começa uma nova etapa da modernização administrativa iniciada com o Choque de Gestão (2003), seguido do Estado para Resultados (2007). A partir de 2011, o modelo mineiro de gestão pública introduz o conceito de Estado em Redes que pressupõem a participação da sociedade civil.

 
As três primeiras leis delegadas reorganizam a administração pública para implantar o modelo transversal de desenvolvimento a ser adotado nos próximos anos, enquanto a 182 que trata do grupo de direção e assessoramento do quadro de cargos em comissão e funções gratificadas da Administração Direta do Executivo estadual.

 
O Estado em Redes, definido pela Lei Delegada 180, prevê a integração dos órgãos e entidades da administração pública do Estado em sistemas setoriais que serão agrupados em quatro áreas básicas de atuação: Governança Institucional; Planejamento, Gestão e Finanças; Direitos Sociais e Cidadania; e Desenvolvimento Sustentável. Esses sistemas setoriais poderão formar redes prioritárias de integração institucional e social articuladas também com a sociedade civil e órgãos de outras esferas federativas.

 
Instrumentos como comitês temáticos, fóruns especializados de políticas públicas, conferências participativas de políticas públicas e audiências públicas, entre outros, estão previstos. Para o monitoramento da implementação do Estado em Redes foi criada a Subsecretaria de Gestão da Estratégia Governamental, no âmbito da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, que atuará de forma integrada às Assessorias de Gestão Estratégica e Inovação a serem instituídas nas secretarias. Também foi criado o Escritório de Prioridades Estratégicas que atuará como consultor na proposição de ações e políticas públicas focadas em áreas como educação, saúde e trabalho.

 

Esta etapa do processo de modernização administrativa do Estado incorpora as premissas das anteriores – o equilíbrio fiscal, a qualidade do gasto público e o foco nos resultados, com a instituição de metas e avaliação de desempenho. O modelo transversal de desenvolvimento está orientado pelas diretrizes de melhoria dos indicadores sociais, humanos, econômicos, institucionais e administrativos, além da colaboração institucional e de intersetorialidade nos âmbitos governamental e extra-governamental e da eficiência e compartilhamento da gestão, com a incorporação da participação da sociedade civil organizada.“Nos últimos anos, verificamos avanços importantes nas políticas públicas, com uma presença cada vez maior do Estado em todas as regiões de Minas. É necessário que tenhamos uma estrutura que nos permita estar mais próximos dos cidadãos para melhor atendê-los em suas demandas”, explicou a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

 
Direção e assessoramento

A Lei Delegada 182, que trata do grupo de direção e assessoramento do quadro de cargos em comissão e funções gratificadas da Administração Direta objetiva adequar o quadro de servidores aos avanços no modelo de gestão implantado que tem como foco o cidadão e a regionalização das políticas, especialmente as voltadas para as atividades fins mais prioritárias do Estado, ou seja, o atendimento de qualidade na educação, na saúde e na defesa social.

 
A estrutura de cargos será capaz de atender às demandas por pessoal até 2014, sempre procurando vincular o quadro funcional aos resultados finalísticos. São 17.580 os cargos em comissão na administração pública mineiras, dos quais cerca de 80% exercidos por servidores efetivos. Se todos os novos cargos fossem preenchidos de imediato, o impacto seria de 0,25% na folha de pagamento para 2011. Assim, o Estado se mantém nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, no que se refere a gastos com pessoal.
Entre outros objetivos, a criação de cargos visa atender às projeções de expansão do Sistema Prisional até 2014, o número atual de unidades prisionais (116) será acrescido de 144 novas unidades, totalizando 260 estabelecimentos prisionais.  Na saúde, a proposta é a ampliação do número de Centros Viva Vida, para 51. Atualmente são 24 unidades que realizam atendimento especializado nas áreas de saúde sexual e reprodutiva a gestantes e menores de um ano em situação de risco, com o objetivo de reduzir os índices de mortalidade infantil e materna.

 
As Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) são novo conceito de prestação de serviço ao cidadão. O objetivo é centralizar todos os tipos de serviços de atendimento público num único lugar, com resposta eficiente, rápida e simples às demandas da população. Em 2010, estavam em funcionamento 22 unidades e, para este ano, a previsão é de implantação de outras seis, estas pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP).

 

Reforma administrativa: Governo Anastasia vai ampliar sistema carcerário e reforçar a Defesa Social de Minas com os novos cargos comissionados

Mais de 50% dos cargos comissionados criados pelo Governo de Minas serão destinados aos servidores concursados

 
Lei 182 vai melhorar eficiência dos serviços públicos em saúde, educação e defesa social, cargos podem ser criados até 2014
A reestruturação da gestão administrativa do Governo de Minas Gerais, implementado por Antonio Anastasia, criou 1.312 cargos comissionados, só que mais de 50% deste total será preenchido por servidores concursados. A ação faz parte de uma política de valorização do servidor que prestou concurso público. As novas funções podem ser criadas até 2014 e tem a finalidade de atender a expansão dos serviços ao cidadão e de segurança pública.

 
O novo modelo de gestão implementado pelo Estado está focado no cidadão e na regionalização das políticas voltadas para o atendimento de qualidade em educação, saúde e defesa social. No sistema carcerário o número atual de unidades prisionais é de 116 e ganhará mais 144 novas unidades nos próximos quatro anos.

 
Na saúde, o Governo Antonio Anastasia quer ampliar de 24 para 51 os centros Viva Vida que realizam atendimento especializado a mulheres, gestantes e menores de um ano em situação de risco, com o objetivo de reduzir os índices de mortalidade materna e infantil.

 
As Unidades de Atendimento Integrado (UAI) também serão ampliadas. Em 2010, estavam em funcionamento 22 unidades e, para este ano, a previsão é de implementação de outras seis pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP). A área de educação também expandirá o quadro em relação ao número de diretores, secretários gerais e detentores de cargo em comissão e função gratificada.
O impacto na folha é pouco significativo ao todo vão ser R$ 54 milhões anuais quando todos os cargos estiverem preenchidos (até 2014), sobre uma despesa de pessoal total de R$ 21 bilhões, o que representa 3,8% da folha.

 
Segundo a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, o Governo de Minas vai manter a folha de pagamento dentro dos limites exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. As novas medidas estão previstas na Lei 182 que amplia o quadro de servidores comissionados em 7,8% em relação aos que atuam hoje na administração estadual.

 
“Nos últimos anos, verificamos avanços importantes nas políticas públicas, com uma presença cada vez maior do Estado em todas as regiões de Minas. É necessário que tenhamos uma estrutura que nos permita estar mais próximos dos cidadãos para melhor atendê-los em suas demandas”, disse Renata Vilhena ao jornal O Tempo. Todas as ações fazem parte da terceira etapa do processo de modernização administrativa.

 
A partir de 2011, o modelo mineiro de gestão pública introduz o conceito de Estado em Redes que pressupõem a participação da sociedade civil. A Lei Delegada 180 reorganiza a administração pública para implementar o modelo transversal de desenvolvimento a ser adotado nos próximos anos.

 
Leia mais em: Antonio Anastasia amplia Choque de Gestão de Aécio Neves e introduz conceito de Estado em Redes com participação da sociedade civil

Epamig realiza pesquisa sobre os benefícios do azeite para a saúde

Além de seu uso mais comum, tempero para salada, o azeite é uma alternativa saudável e saborosa na preparação e conservação dos alimentos. Há pesquisas que mostram desde suas propriedades medicinais, como no combate ao câncer de mama, até as melhores maneiras de armazená-lo.

O pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Elifas Nunes, desenvolve projeto de pesquisa sobre plantas medicinais, aromáticas e condimentares. Ele aponta resultados que comprovam os benefícios do azeite para o organismo. Os estudos indicam que o óleo atua no bom funcionamento do sistema digestivo, no controle da pressão arterial e no auxílio na absorção de cálcio, podendo ser usado no combate à osteoporose.

“O azeite contém antioxidantes que retardam o envelhecimento. Elimina os radicais livres que promovem uma série de doenças e inibe a formação de trombos nos vasos sanguíneos pela oxidação do colesterol ruim LDL e VLDL, que quando oxidados ficam aderidos às paredes dos vasos sanguíneos, formando os bloqueios para a passagem do sangue”.

Duas colheres diárias de azeite extravirgem seria a dosagem ideal para alcançar todos os efeitos positivos, além de prevenir o aumento de gordura. “O consumo diário de duas colheres é recomendado pela literatura para evitar o efeito de acumulação de gorduras no abdômen”, aponta.

De acordo com a legislação brasileira (Resolução Anvisa/RDC nº482/99), o azeite de oliva é definido como sendo o óleo comestível obtido diretamente do fruto da Olea Europaea (oliveira) através de processos tecnológicos adequados. A resolução diz que a acidez do azeite extravirgem deve ser de até 1,0 g / 100 g. Segundo o pesquisador da Epamig, Adelson de Oliveira, o consumidor deve verificar no rótulo do produto o percentual de acidez e condições nutricionais, como quantidade de gorduras monoinsaturadas, que fazem bem à saúde, antes de comprar. “Quanto mais baixa a acidez, melhor a qualidade do azeite”, afirma.

O Brasil consome menor quantidade de azeite se comparado a países europeus, como Espanha e Itália, que têm o consumo per capita de 12 kg de azeite por ano, e Grécia, de 26 kg. Aqui, cada brasileiro consome, em média, 200 ml ao ano. E todos de fabricação no exterior.

Olivicultura em Minas Gerais

Em Maria da Fé, a Epamig implantou o Núcleo Tecnológico Azeitona e Azeite, onde são desenvolvidas pesquisas há mais de três décadas sobre o comportamento de uma coleção de clones de oliveira, com resultados promissores. Alguns deles têm se destacado com florescimento e produções regulares de frutos, indicando a necessidade de realização de estudos sobre o comportamento de diferentes variedades da espécie.

Além do estudo da oliveira no Sul de Minas, experimentos também estão sendo realizados na Zona da Mata, em Barbacena, e no Vale do Jequitinhonha, em Leme do Prado. Recentemente, também foi iniciado o cultivo de oliveiras no Alto Paranaíba, em Araxá. As pesquisas têm como objetivo avaliar o desempenho vegetativo e o comportamento frente às principais pragas e doenças que atacam as variedades de oliveira nas condições edafoclimáticas de cada região.

De acordo com o presidente da Epamig, Baldonedo Arthur Napoleão, a maior preocupação ao assumir a direção da empresa, em 2003, foi revitalizar e estruturar a Fazenda Experimental de Maria da Fé, de forma que ela pudesse exercer seu papel de indução e apoio ao desenvolvimento da cultura da oliveira em Minas Gerais. “O Brasil é um dos maiores consumidores de azeitona do mundo e importamos tudo o que consumimos. Temos consciência de que estamos abrindo uma nova e promissora oportunidade de negócio para os produtores rurais mineiros. Mais uma vez, a Epamig está fazendo história”, ressalta.

Em 2009, foi criada a Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira, que utiliza tecnologia desenvolvida pela Epamig para o cultivo de oliveiras e produção de azeite. São os pioneiros no país. Há planos para que o produto produzido na Fazenda Experimental de Maria da Fé esteja no mercado já no mês de abril, mas nas prateleiras dos supermercados só em 2012. Será o primeiro azeite extravirgem nacional a ser comercializado.

O azeite produzido pela Epamig foi testado na Europa e bem avaliado por consumidores na Espanha e na Itália, onde foram feitas análises em laboratórios especializados. Os números da produção nacional ainda são modestos. A produção estimada para 2015 é de 800 toneladas de azeite, o que equivale a 1,6% da importação brasileira em 2010 (50 mil toneladas de azeite).

Preparo de alimentos

A melhor forma de administrar o azeite é na forma natural, ou seja, sem aquecimento prévio, preservando todas as características originais e nutricionais do produto. É ideal para temperar saladas e vegetais, pois facilita a absorção da vitamina A contida nos legumes e verduras.