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Associação vai entrar na Justiça contra presidente dos Correios

Após a denúncia contra os Correios, a ADCAP anunciou uma ação de improbidade administrativa contra o presidente da estatal, Wagner Pinheiro.

Escândalo dos Correios

Fonte: O Tempo

Após vídeo, associação de servidores dos Correios entrará na Justiça

De acordo com a associação, a ação seria por improbidade administrativa, já que a denúncia fala em um suposto uso da máquina pública a favor do PT

DA REDAÇÃO

Após a denúncia de que os Correios estariam auxiliando e fazendo campanha para candidatos do PT, a Associação dos Empregados de Nível Superior e Técnico dos Correios (ADCAP) anunciou, na tarde desta quarta-feira (1º), que irá entrar com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente da estatal, Wagner Pinheiro.

De acordo com a associação, a ação seria por improbidade administrativa, já que a denúncia fala em um suposto uso da máquina pública a favor do PT. A reportagem tentou entrar em contato com a ADCAP para obter mais detalhes, mas nenhum telefonema foi atendido.

O vídeo se tornou público na última terça-feira (30), onde o deputado estadual Durval Ângelo (PT) aparece afirmando que a campanha de Dilma só chegou ao atual patamar porque ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios‘. Em sua defesa, o petista divulgou uma nota de esclarecimento a respeito do episódio, onde afirma que o apoio dos funcionários da estatal se deu fora do horário do expediente, o que não caracteriza nenhum tipo de ação ilegal.

“Não há qualquer adesão da empresa Correios, mas de pessoas que como quaisquer outras, têm o direito constitucional de, como cidadãs, se engajarem politicamente” mostra trecho do comunicado.

A reunião teria sido realizada na última quinta-feira. “..Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do (FernandoPimentel (candidato do PT ao governo de Minas) e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios”, disse deputado.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos CorreiosWagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o jornal teve acesso. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dosCorreios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

Também em nota, os Correios alegaram que a denúncia não pode ser tratada como uma ‘ação da empresa.

“As alusões feitas na matéria sobre participação de pessoas ligadas aos Correios em atividades político-partidárias jamais podem ser entendidas como atuação da empresa. Ao que nos consta, a referida reunião de que trata a matéria ocorreu no período noturno e fora dosCorreios e não utilizou qualquer recurso da instituição. Portanto, não diz respeito à empresa”, declara a estatal.

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Pimenta da Veiga sobe o tom contra candidato petista

Pimenta da Veiga subiu o tom das críticas no debate desta terça ao seu principal adversário, Fernando Pimentel, que evitou o embate direto com o tucano.

Debate na TV Globo

Fonte: Estado de Minas

Debate com troca de acusações

Flávia Ayer

O candidato ao governo de Minas Pimenta da Veiga (PSDB) subiu o tom das críticas no debate desta terça ao seu principal adversário, Fernando Pimentel (PT), que evitou o embate direto com o tucano. O debate realizado pela  TV Globo Minas teve momentos tensos, com ataques pessoais, e quem começou a artilharia pesada foi Pimenta, que chamou o adversário de mentiroso e tolo. Pimentel reagiu e lamentou os ataques do tucano, a quem classificou de falso e arrogante. Antes disso, Pimenta já tinha abandonado temas tradicionais, comoeducaçãosaúde e corrupção, e atacado o petista, lembrando sua “carreira fracassada” como político – ao perder vaga para o Senado para Aécio Neves e Itamar Franco – e como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior por três anos no governo Dilma, quando, segundo ele, foi registrada a maior queda na produção industrial.

O confronto entre os candidatos tucano e petista ficou mais duro no segundo bloco, num debate sobre a dívida pública. “Você mente. Você mente”. Você é tolo”, disse Pimenta da VeigaPimentel também elevou o tom e lamentou o rumo do debate. Ele afirmou que a “falsa exaltação foi recomendada pelo marqueteiro” e classificou a postura de Pimenta de “espetáculo lamentável”. “Estamos aqui discutindo um novo olhar para Minas Gerais”. E ainda completou: “Ele poderia ter poupado a gente disso. Fez isso a campanha toda e vai terminar de forma lamentável”.

As críticas do tucano tiveram início quando ele lembrou aos eleitores que, ao disputar o Senado em 2010, Pimentel foi derrotado com a metade dos votos de Aécio Neves. O petista se defendeu lembrando que é tratado com carinho até hoje pelos moradores de BH, onde se reelegeu prefeito. Garantiu ainda, como auxiliar de Dilma, ter ajudado a defender a indústria e os empregos na equipe de ministros. “Ele foi ministro do desenvolvimento e o desenvolvimento do Brasil está em recessão. A indústria voltou aos níveis da década de 1950 e o comércio exterior está com o pior rombo em 30 anos”, rebateu Pimenta da Veiga.

ENERGIA Na troca de farpas, Pimentel afirmou que Minas vive um problema grave em relação à energia elétrica, que disse ser a mais cara do país, com ICMS de 30% sobre o consumo. “Estamos assistindo fábricas e empresas deixarem Minas. Isso tem que ser revisto. Sem causar prejuízo à Cemig, vamos reduzir o imposto, porque em estados como o Rio de Janeiro o ICMS é de 18%”. Pimenta redirecionou a crítica à administração petista, alegando que foi o governo federal que desorganizou a lógica do mercado de energia elétrica, o que teria causado prejuízo de R$ 70 bilhões para os estados. E acrescentou: “Em Minas, o consumidor de baixa renda se beneficia do programa Tarifa Reduzida, que impede a cobrança de imposto ao menor consumo.” Teve como resposta o desdém de Pimentel: “É muito reduzido o número de beneficiários, porque basta ter uma geladeira, um chuveiro elétrico e uma lâmpada acesa, para não merecer o benefício”.

Sobraram críticas até mesmo para os eleitores. Num bate-bola entre Fidélis Alcântara (PSOL) e Tarcísio Delgado (PSB) sobre corrupção, o socialista disse que só existem políticos ruins porque há eleitores ruins. Delgado questionou Fidélis sobre o assunto e citou escândalos envolvendo PT e PSDB. Segundo o candidato do PSOL, as manifestações de julho demonstraram que os eleitores estão cansados dessa situação. “Enquanto não desatrelar política do mercado, não vai mudar”, afirmou, ao defender o financiamento público de campanha. Aproveitando a deixa, Tarcísio cobrou então maior exigência dos eleitores. “Não seria a hora de o eleitor ser mais exigente e investigar a vida do candidato? Enquanto não tivermos eleitores melhores, não teremos políticos melhores”, comentou. (Com MCP)

Deputado do PT diz que campanha de Dilma e Pimentel tem ‘dedo forte dos petistas dos Correios’

Durval Ângelo afirmou que a presidente Dilma só chegou a 40% das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Ações ilícitas para conquistar votos

Fonte: Estadao de S.Paulo

Em vídeo, deputado diz que ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios’ na campanha de Dilma

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à ‘contribuição’ da empresa; imagens foram obtidas pelo ‘Estado’.

Clique aqui para assistir o vídeo

Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a “40%” das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”. Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” O deputado diz, ainda, que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo”. E prossegue: “Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto.”

O deputado diz, na gravação, ter uma “parceria antiga com gigantes que representam os Correios” e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais, Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. ‘”…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.””

O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: “Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando.”

Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.

Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que “os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato”. Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira – a sede dos Correios fica em Brasília. “A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela.” A assessoria informou que “durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios.”

O deputado Durval Ângelo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: “A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo”.

A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. “É algo corriqueiro na campanha”, afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. “Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado”, afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.