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Inscrições para Cursos Técnicos em Agropecuária da Epamig terminam nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (31) terminam as inscrições para os Cursos Técnicos em Agropecuária da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (Itac/Epamig), em Pitangui, no Centro-Oeste do Estado. Os cursos visam à formação de profissionais que poderão atuar na gestão do agronegócio, nas áreas do cooperativismo e na pesquisa agropecuária.

O curso, simultâneo ao ensino médio, tem duração de três anos. O candidato deve ter concluído o ensino fundamental. Já o curso pós-médio tem duração de um ano e meio e para fazê-lo o candidato tem que ter concluído o ensino médio. Os dois cursos são realizados em tempo integral. Em aulas teóricas e práticas os alunos aprendem desde a preparação do solo até a colheita; atividades relativas à avicultura: das pintainhas até a galinha de postura; produções suínas e bovinas: ordenha e manejo; apicultura: do manejo ao beneficiamento dos produtos melíferos; laticínios: produção de derivados do leite. O curso oferece também em seu conteúdo: pesquisa agropecuária; importância do custo de produção e cooperativismo.

Os estudantes utilizarão uma infraestrutura de ensino instalada em área de mais de 10 mil metros quadrados, composta por edifício-sede e núcleos de atividades agropecuárias. Estes se localizam em uma fazenda com 460 hectares onde acontecem as atividades de bovinocultura de corte e leite; laticínios – produção de iogurtes, queijos e doces; suinocultura e caprinocultura (médios animais); avicultura com animais de pequeno porte; apicultura com processamento de produtos apícolas.

Pesquisa e ensino

Há 20 anos o Itac forma técnicos em agropecuária para condução de trabalhos técnico-administrativos no agronegócio. Segundo a gerente de Ensino do Instituto, Luci Lobato, a escola tem traçado um perfil de profissional capaz de responder com eficiência e de modo crítico às exigências do mercado.

Inovação Tecnológica

Em 2010, o Itac contou com recursos do Projeto “Inovação Tecnológica aplicada ao Ensino Agropecuário”, aprovado através do Programa Parceiro Vitae de apoio ao ensino agrotécnico, gerido pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT). Serão destinados R$ 209 mil para implantação de laboratórios multimídia para escola e fazenda experimental, reestruturação do auditório com recursos multimídia, instalação de computadores na biblioteca, adaptação de sala de estudos com computadores para digitação e laboratório com configurações para o software CAD.

Segundo o coordenador do projeto, Lívio Faria Valério, no Brasil foram aprovados 17 projetos e em Minas Gerais três, sendo o Itac uma das instituições beneficiadas. “É a segunda vez que participamos desse programa. Em 2005 também obtivemos recursos para implantação de laboratórios”, afirmou o coordenador.

Inscrições

Os interessados devem apresentar os seguintes documentos: histórico escolar (original), carteira de identidade (cópia), comprovante de residência (cópia), certidão de nascimento (cópia), três fotos (3×4). As inscrições podem ser feitas através do e-mail ensinoitac@epamig.br.

Informações:

(37) 3271-4004

 

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Emater-MG estimula criação de tilápias em cativeiro no Estado

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) vai distribuir, no primeiro semestre de 2011, 37 conjuntos de tanques-rede para criação de tilápias, o que irá beneficiar 175 famílias, com recursos do Programa Minas Sem Fome. Em um ano, a expectativa é de que esses equipamentos resultem na produção de 210 toneladas de peixe. Aproximadamente 60% devem ser consumidos pelas famílias de criadores e o restante será comercializado, o que vai proporcionar renda extra para os produtores.

A instalação dos tanques nas comunidades selecionadas tem acompanhamento técnico da Emater-MG, que faz o treinamento dos produtores para a criação de peixes em cativeiro. Além da doação dos tanques e de parte da ração para as tilápias, a empresa, executora do Minas Sem Fome, oferece toda a tecnologia para a implantação dos equipamentos, povoamento dos tanques com os alevinos (filhotes) e acompanhamento da produção, até a despesca (retirada dos peixes no ponto de consumo), que ocorre a cada seis meses.

Os alevinos e parte da ração necessária para o desenvolvimento dos peixes são obtidos por meio de parcerias com as prefeituras municipais e com recursos dos produtores, reunidos em associações ou cooperativas. A articulação é feita de acordo com a estratégia do Minas Sem Fome, programa estruturador do Governo de Minas Gerais, com o objetivo de garantir a produção de alimentos e geração de renda para os produtores rurais, em projetos sustentáveis de horticultura, fruticultura e criação de animais, além de beneficiamento de produtos em agroindústrias artesanais de alimentos.

O coordenador estadual de Pequenos Animais da Emater-MG, Dirceu Alves Ferreira, ressalta que a atividade exige cuidados constantes por parte dos produtores, por isso é tão importante oferecer capacitação para os piscicultores. “A qualidade da água precisa ser monitorada diariamente, para que esteja sempre em condições ideais para o desenvolvimento das espécies. Além disso, quinzenalmente é feita a análise do crescimento dos peixes e os ajustes na quantidade de ração. A piscicultura em cativeiro é uma atividade aparentemente simples, mas envolve acompanhamento diário”, afirma.

Desde 2007, quando a Emater-MG iniciou as ações de piscicultura do Minas Sem Fome, 1.300 pessoas já foram beneficiadas diretamente com a implantação dos tanques rede, que estão em plena produção. “Os projetos são sustentáveis, ou seja, uma vez que a família é incluída no programa, ela tem condições de garantir seu próprio alimento e ainda gerar renda para dar continuidade à produção. E todos os projetos têm licenciamento ambiental”, ressalta o coordenador da Emater-MG.

Segundo o especialista, a tilápia vem se tornando um dos peixes mais consumidos do Brasil. Dirceu enumera algumas qualidades do peixe apreciadas pelos consumidores. “Por ser retirada dos tanques ainda na fase juvenil, a tilápia criada em cativeiro praticamente não tem gordura e, como não tem acesso ao fundo dos reservatórios, fica sem gosto de terra.”

Para os produtores, conta pontos o fato de ser um peixe adaptado à criação em sistema de confinamento, com índice de aproveitamento de 97% em relação aos alevinos lançados nos tanques, desde que seguidas as recomendações técnicas.

“Nós trabalhamos somente com tilápias revertidas sexualmente. Com essa tecnologia, evitamos que os animais se reproduzam no cativeiro, o que evita superpopulação e garante condições ideais para o crescimento dos animais. Os alevinos são colocados no tanque com 30 gramas e seis meses depois os produtores retiram os peixes com aproximadamente 600 gramas cada”, explica Dirceu Alves.

Além da implantação dos cativeiros, a Emater-MG estimula e orienta grupos de produtores para a instalação de unidades de processamento (frigoríficos), onde os peixes são tratados e conservados com o objetivo de agregar valor à produção e alcançar novos mercados.

No município de Elói Mendes, no Sul de Minas, famílias da Associação Comunitária da Barra, que iniciaram a criação de tilápias em 2007, já dispõem de 35 tanques-rede. O faturamento médio de cada família, a cada despesca (semestral), chega a R$ 1.300,00. Com planejamento na produção, a tilápia é comercializada na feira de produtores do município realizada aos sábados. Outros clientes são os supermercados e açougues da região.

 

Minas e São Paulo reduzem a criminalidade, mas são discriminados por Lula

Ex-secretário do Governo Aécio Neves diz que faltou mais repasses e investimentos para a ampliação das prisões

Mesmo sendo responsáveis pela queda de homicídios no Brasil durante o governo Lula, Minas Gerais e São Paulo, estados governados pela oposição, foram perseguidos e receberam investimentos menores em segurança pública do que os governos petistas. É o que revela reportagem publicada quarta-feira (22.12) pelo jornal “Valor Econômico”.

Durante o ano passado, os dois estados que juntos somam cerca de 30% da população do país, receberam somados recursos financeiros federais através do Pronasci menores do que recebeu a Bahia governador pelo PT. O índice de homicídios dolosos por 100 mil habitantes recuou da faixa de 28,5 em 2002 para 25,8 em 2008, segundo dados compilados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O cientista social Luiz Flavio Sapore, da PUC mineira, que foi secretário-adjunto de segurança pública em Minas no primeiro mandato do ex-governador Aécio Neves (2003-2007), disse que faltou mais repasses e investimentos para a ampliação das prisões. “Temos um déficit de 200 mil vagas no sistema penitenciário. E o governo federal respondeu a isso com baixos repasses e a construção de quatro penitenciárias que abrigam menos de mil presos”.

 

Ibope registra virada de Antonio Anastasia sobre Hélio Costa, sucessor de Aécio Neves pode ganhar no 1º turno

FonteEstado de São Paulo

Na virada mais expressiva da rodada de ontem da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo nas disputas estaduais, o candidato do PSDB à sucessão em Minas Gerais, Antonio Anastasia, subiu 8 pontos e chegou a 35% das intenções de voto, contra 33% atribuídos a Helio Costa (PMDB) – que tinha 38% na pesquisa anterior, feita entre 18 e 20 de agosto.

Vanessa Portugal (PSTU) e Zé Fernando Aparecido (PV) têm 1% cada e os demais não pontuaram. Brancos e nulos somaram 6% e os indecisos chegam a 24%. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A situação de empate técnico entre Costa e Anastasia se repete na pesquisa sobre segundo turno: o tucano teria 37% das preferências, contra 36% de Costa. Na conta dos votos válidos, segundo o Ibope, o tucano está hoje a um ponto mais um voto de vencer no primeiro turno: tem 49% das intenções, contra 46% do rival do PMDB. A rejeição do peemedebista é de 9%, contra 8% do tucano.

A pesquisa para o e 21% dados a Fernando Pimentel (PT). A pesquisa ouviu 1.806 eleitores, está registrada no TRE/MG sob protocolo 65090/2010 e no TSE sob protocolo nº 26113/2010.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100828/not_imp601646,0.php

Projeto de modernização do Mineirão concebido no Governo Aécio Neves foi aprovado pelo Conselho de Meio Ambiente

O projeto de modernização do Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), concebido no Governo Aécio Neves, foi aprovado, nesta quarta-feira (19), peloconcebido no Governo Aécio Neves (Comam) de Belo Horizonte. O Conselho emitiu parecer favorável ao início das obras das etapas 2 e 3 que visam à preparação final do Mineirão para receber os jogos das copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014). O início das obras da segunda fase está previsto para julho deste ano e a terceira etapa das obras de modernização para janeiro de 2011.

O projeto de modernização do estádio foi apresentado pelo Governo de Minas e aprovado pelo Conselho Municipal, apresenta a adoção de dispositivos de controle ambiental e inovações tecnológicas sustentáveis. Os estudos indicados buscam soluções para reduzir o impacto das intervenções sobre o meio ambiente, durante a construção e ao longo de todo seu ciclo de vida.

Esse trabalho, desenvolvido pelo escritório Gustavo Penna Arquitetos & Associados, conta com equipe de profissionais especialistas em diversas áreas (água, sistemas prediais, resíduos e conforto ambiental). A construção de um estádio sustentável é uma demonstração pública de responsabilidade socioambiental alinhada à nova realidade mundial.

Ações mitigadoras e compensatórias

Várias ações estão previstas para minimizar o impacto das obras do Mineirão. Essas ações ficarão sob a responsabilidade do Governo de Minas, devendo ser adotadas pelo consórcio de empresas responsável pelas obras de modernização do estádio.

O estudo de viabilidade da obra esclarece, por exemplo, que todos os efluentes de esgoto dos lavatórios serão encaminhados a uma Estação de Tratamento de Efluentes. Além disso, está previsto monitoramento periódico para atestar a qualidade da água.

Outra ação prevista é a realocação de árvores e espécies vegetais jovens situadas no entorno do Mineirão, que deverão ser retiradas para a realização das intervenções. Em especial as espécies de grande porte e também as mais sensíveis, como as palmeiras imperiais, requerem reaproveitamento imediato. Essas poderão ser destinadas prioritariamente para as falhas de arborização nos canteiros centrais da avenida Antônio Carlos e para a orla da Lagoa da Pampulha, mediante consulta prévia à Secretaria de Administração Regional Municipal – Pampulha, como recomenda o parecer do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

O projeto de modernização também vai apoiar a produção de mudas, que serão possivelmente destinadas à arborização da capital mineira. Nas ações compensatórias, previstas no plano de mitigação, foi sugerida a implantação no Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte de estruturas físicas destinadas à implementação do projeto Centro de Conservação da Flora e da Arborização Urbana e de uma Clínica Fitossanitária. Pelas características do projeto, deverão ser produzidas cerca de 7.000 mudas.

O plano de preservação e replantio das espécies deverá, ainda, priorizar o próprio Mineirão como local de destino final para a maioria dos exemplares após a realização das obras.

Comunicação e informação

Outra ação a ser desenvolvida é a realização de campanhas educativas. O público-alvo das ações de conscientização são os pedestres, motoristas e condutores de máquinas e as ações deverão ser realizadas para alertar sobre as condições e características da obra, além de ser instalado no próprio Mineirão um centro de referência para atender às demandas de informação da população.

Também estão previstas ações para manter os operários, que vão atuar nos canteiros de obras, informados, principalmente em relação aos aspectos relacionados à segurança do trabalho. Essas campanhas devem apontar os riscos inerentes às atividades da obra e as respectivas medidas de prevenção, além de instruções sobre a importância da utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva. O registro das sugestões e críticas da sociedade, bem como o retorno e a descrição das medidas adotadas com o intuito de sanar problemas que caso surjam, também estão contemplados no Plano de Mobilização e Comunicação Social.

Cronologia da aprovação do projeto

22/09/2009: O Governo de Minas encaminha à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (SMMA) protocolo com o Formulário de Caracterização de Empreendimento (FCE).

24/03/2010: A BHTrans expede parecer favorável à concessão da Licença de Implantação (LI), desde que atendidas algumas condicionantes.

03/02/2010: A Copasa informa sobre as condições de recebimento de esgoto sanitário e abastecimento de água.

31/03/2010: A Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana (Smaru), por meio do Parecer para fins de Licenciamento Ambiental, posiciona-se favorável à concessão da Licença de Implantação ao empreendimento.

03/03/2010: O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) e o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município (CDPCM-BH) aprovam por unanimidade o projeto, sem ressalvas.

22/03/2010: A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) posiciona-se favorável à concessão da Licença de Implantação.

07/04/2010: Protocolo dos pareceres, do Relatório de Impacto Ambiental e Plano de Controle Ambiental para análise pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

27/04/2010: O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresenta o parecer favorável ao Projeto de Modernização do Mineirão.

29/04/2010: A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realiza vistoria no Mineirão.

19/05/2010: As etapas 2 e 3 das obras do projeto de Modernização do Mineirão recebem Licença de Instalação (LI) do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

Governo Anastasia: Detentas do Presídio de São Joaquim de Bicas produzem vestidos de noiva

Vestidos brancos para noivas e para damas de honra são as principais peças que cinco detentas do Presídio de São Joaquim de Bicas II estão aptas a produzir. Elas concluíram este mês o curso de costura que teve três meses de duração. O certificado foi entregue como prova de que o grupo já domina todas as etapas do processo de produção dos vestidos. O curso é fruto de uma parceria entre a Diretoria de Trabalho do Governo Antonio Anastasia, órgão ligado à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a empresária Maria do Rosário Elias, a professora Hildete Veríssimo e a unidade prisional.

A solenidade de entrega dos certificados aconteceu no refeitório do Presídio de Bicas II, com a presença do subsecretário de Administração Prisional, Genilson Zeferino, do diretor geral do presídio, Anderson Leite, e de representantes das diretorias de trabalho e de ensino da Seds, além de detentas convidadas pelas formandas, de representantes da Comissão de Direitos Humanos e demais pessoas diretamente envolvidas com o curso.

Na avaliação do subsecretário Genílson Zeferino, cursos de capacitação para atividades das mais diversas áreas são fundamentais para ampliar a chance de reinserção dos presos no mercado de trabalho, após o cumprimento de suas penas “Essa capacitação é imprescindível para a ressocialização e deve servir como uma lanterna para iluminar o futuro dessas pessoas, que com certeza contam com gente que nelas acreditam”.

Peças delicadas

As aulas que tornaram as presas aptas para cortar e costurar começaram em janeiro deste ano e foram finalizadas em abril. A professora Hildete diz que algumas internas já dominavam determinadas técnicas, mas foi preciso trabalhar com calma, uma vez que a confecção de vestidos de noiva exige muita dedicação. “Todas as alunas formandas estão capacitadas a trabalhar por conta própria. Elas aprenderam a fazer peças de noivas e de damas de honra, que são muito delicadas e cheias de detalhes. Portanto, estão prontas para produzir qualquer tipo de roupa”, garante.

A detenta Ladymeia Cristo, uma das cinco que conseguiram o certificado, conta que no início tudo o que ela e as colegas visualizavam eram apenas um monte de pano branco. “Agora, somos capazes de confeccionar quatro diferentes modelos de vestidos. Lá fora, quando a gente acabar de cumprir nossas penas, só vai fica sem trabalhar quem quiser”, comemora.

De acordo com Hildete, os primeiros contatos com as internas a deixava tensa. Ela confessa que chegava a ter medo de ficar sozinha com as alunas, problema que logo foi superado. Hoje ela considera cada uma das formandas como se fossem suas filhas e que, inclusive pretende manter o contato com todas.

A turma de cinco presas foi a primeira a ser capacitada em um curso de costura no Presídio de São Joaquim de Bicas II. A parceria com a empresária Maria do Rosário permitirá a montagem de uma alfaiataria na ala masculina, para produzir também ternos. Rosário disse que seu intuito é formar costureiras e costureiros profissionais. “Quando venho para cá não digo e nem sinto que estou indo para uma unidade prisional, mas para uma fábrica”, concluiu.

Governo Aécio Neves criou Projeto Fala Comigo que promoveu uma nova política de comunicação com presos em unidades prisionais

Catatau, catu ou falante. Até pouco tempo, esses eram os nomes dados aos recados que os presos enviavam para a direção das unidades prisionais. Desde novembro de 2009, a prática começou a ser deixada de lado. O motivo foi a implantação do Projeto Fala Comigo, desenvolvido pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), na gestão Aécio Neves e que institucionalizou e padronizou a comunicação nos presídios e penitenciárias de Minas Gerais.

De acordo com o subsecretário Administração Prisional, Genilson Zeferino, os detentos estão sempre em busca de criar diálogos, com o objetivo que alguém o acuda, o que não acontecia, de fato, antes da implementação do projeto. Esses pedidos de ajuda e outras solicitações eram escritos em pedaços de papel, como tiras de saco de pão, e entregues aos agentes. “Uma das formas de negligenciar os presos é silenciá-lo”, explica.

Genilson Zeferino conta que, no percurso entre as celas e a sala da administração das unidades, muitas vezes os bilhetes eram extraviados, calando essas reivindicações e criando uma instabilidade do sistema prisional. O Projeto Fala Comigo chegou para reverter essa situação e dar voz aos presos. O projeto se baseia na Lei de Execução Penal (LEP), que garante a comunicação dos detentos durante o período de acautelamento. Como ressalta o subsecretário, a iniciativa visa por em prática a ideia de humanização do sistema prisional, defendida pela Secretaria de Estado de Defesa Social.

Dinâmica

Uma ou duas vezes por semana – de acordo com a necessidade de cada unidade – são distribuídos pelos agentes penitenciários os formulários destinados à comunicação dos presos. Nele, os detentos devem indicar o nome, número de registro no Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), cela, destinatário, histórico do crime cometido, artigo, pena atribuída e solicitação que deseja fazer. Na mesma semana, o pedido deve ser lido pelo responsável, respondido e devolvido ao preso.

Genilson Zeferino destaca que além de garantir que a comunicação seja efetivada, a padronização tem tornado esse processo mais curto. O subsecretário também chama a atenção para a relevância de o preso ter que informar certos dados na hora de escrever seu recado. “Ao fazer o pedido e ter que indicar qual crime cometeu e a pena a ele imposta, o preso é convidado a refletir sobre os motivos que o levaram ao ambiente prisional”, ressaltou.

A iniciativa tem sido bem aceita pelos detentos. Em alguns formulários, guardados por Genilson Zeferino, ao invés de solicitações, detentos parabenizam o projeto. Entre os diretores das unidades, o Fala Comigo também tem sido elogiado, devido aos bons resultados atingidos. Para o subsecretario, o mérito do projeto está no fato de que ele é uma eficaz ferramenta para o gerenciamento de problemas.

Mesmo sem o espaço adequado, a nova política tem sido praticada em todos os presídios e penitenciárias de Minas. Algumas unidades do Estado encontravam dificuldades para imprimir os formulários. Esse obstáculo já está com os dias contados com base na parceria firmada entre a Suapi e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade vai patrocinar a confecção dos formulários, garantindo a sua circulação em todas as 113 unidades administradas pela Seds.