• Agenda

    setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30  
  • Categoria

  • Arquivo

  • Blog Aécio Neves

  • Anúncios

Agropecuária: Aécio destaca importância de instituições de pesquisa

Aécio: “Pretendo resgatar de forma definitiva a Embrapa como o mais vigoroso instrumento de pesquisa do Brasil.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves destaca importância de instituições de pesquisa no setor agropecuário

 “Pretendo resgatar de forma definitiva a Embrapa como o mais vigoroso instrumento de pesquisa do Brasil”

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (06/08), de sabatina na Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), em Brasília. Ao lado do candidato à Vice-Presidência, Aloysio NunesAécio destacou a importância das instituições de pesquisa no setor agropecuário, em especial, da Embrapa.

“Pretendo resgatar de forma definitiva a Embrapa como o mais vigoroso instrumento de pesquisa do Brasil. A Embrapa é a nossa joia da coroa. Se na década de 1970 ela fez o que fez no cerrado, vamos agora falar da segunda geração da Embrapa”, disse.

O candidato à Presidência anunciou que pretende criar plataformas de pesquisa nos seis biomas brasileiros – cerrado, mata atlântica, caatinga, floresta amazônica, pantanal e pampa – com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das universidades e institutos de pesquisa, com o objetivo de aprofundar conhecimentos.

“Vamos discutir nossos potenciais em cada um desses biomas. O aproveitamento da água, do solo, flora, fauna, clima. Isso está em nossas mãos, e pode se transformar, no futuro, no nosso mais valioso ativo”, ressaltou.

Direitos trabalhistas no campo

Um dos temas discutidos durante a sabatina foi a segurança jurídica. Aécio defendeu uma maior atenção do governo federal ao cumprimento dos direitos dos trabalhadores rurais, assim como acontece com os trabalhadores urbanos.

“Esse entrave gera insegurança e muitas vezes custos adicionais a quem trabalha. Tenho dito que a primeira medida do meu governo será a apresentação de um projeto de simplificação do sistema tributário, focando principalmente nesse emaranhado de impostos indiretos que tornam, além da altíssima carga tributária, a própria estrutura de pagamento desses impostos extremamente onerosa”, afirmou.

Sob fortes aplausos, ele reafirmou ainda um compromisso com a desoneração total dos investimentos e das exportações. “Não haverá qualquer tipo de tributação às exportações agropecuárias no governo, até porque é um tiro no pé. No jargão futebolístico que o ex-presidente gostava muito, é jogar contra o patrimônio”, acrescentou.

Reforma agrária

Aécio definiu ainda a reforma agrária como uma prioridade. Segundo ele, em seu governo, as fazendas invadidas não serão desapropriadas por um prazo de dois anos, em “respeito ao direito de propriedade”. A alternativa a ser buscada será transformar os assentamentos do país em geradores de renda.

“Distribuir a terra simplesmente não significa gerar renda. Posso usar até a expressão de um ministro do governo, que dizia que os assentamentos no Brasil viraram favelas rurais. O que temos que fazer é garantir aos pequenos produtores a renda necessária para que vivam bem e com qualidade”, avaliou.

E completou: “Apenas nos últimos três governos, do Fernando Henrique, do Lula e da atual presidente, 72 milhões de hectares foram distribuídos para reforma agrária. Dos 72 milhões, apenas 2,5 milhões foram distribuídos no governo da presidente Dilma. E a área plantada de grãos no Brasil ocupa 55 milhões de hectares. É preciso dar uma atenção adequada à ocupação no campo, mas com o viés da renda. Esses cidadãos precisam de dignidade”.

Anúncios

Gestão Antonio Anastasia: agricultura familiar do Norte de Minas ganha incentivos através de acordo com Pronaf-Semiárido

BELO HORIZONTE (19/01/12) – Os secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e de Desenvolvimento dos Vales Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, assinaram, nesta quinta-feira (19), um Acordo de Cooperação com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), representado pelo seu superintendente estadual, João Mendes Batista, com o objetivo de aumentar a inserção de agricultores familiares do Norte de Minas, Vales do Mucuri e do Jequitinhonha no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinado ao semiárido.

A solenidade foi realizada na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em Belo Horizonte. Também assinaram o acordo, o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Maurilio Guimarães, e o vice-diretor geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Roberto Drapiuna.

A Seapa é responsável pela elaboração do acordo, que propõe intensificar as atividades desenvolvidas por esses órgãos em prol dos agricultores familiares das regiões mais secas do Estado. Espera-se, com essa cooperação, que 1.500 empreendedores familiares rurais sejam beneficiados pelo Pronaf-Semiárido em Minas Gerais.

“O mais importante é realizar um trabalho educativo, que estimule o pequeno empreendedor rural a crescer, fazendo com que ele crie uma expectativa de vida melhor e agregue valor ao seu trabalho”, enfatizou Elmiro Nascimento, durante a solenidade. O secretário lembrou ainda que a parceria vai além das entidades representadas no acordo, incluindo também o trabalho das prefeituras, sindicatos e associações rurais.

De acordo com o termo, cabe à Emater-MG, o trabalho direto com o agricultor. Os técnicos da empresa deverão se envolver mais nos processos dos agricultores que recorrerem ao Pronaf-Semiárido. A ideia é que, além de assistência técnica no campo, eles acompanhem os pequenos empreendedores rurais na parte burocrática junto ao BNB.

Entre as metas estabelecidas para a empresa estão maior agilidade na emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) dos agricultores, o preenchimento dos documentos requeridos pelo Banco, a elaboração dos planos de ação dos agricultores, assim como o acompanhamento dos empreendimentos já implantados.

Assim como o secretário, o presidente da Emater-MG, Maurilio Guimarães, lembrou a necessidade do trabalho de extensão com o agricultor familiar. “A Emater-MG deve focalizar os produtores que tenham interesse e aptidão para produzir, para que com o tempo eles se desenvolvam e aprendam a caminhar sozinhos”.

O superintendente do Banco do Nordeste do Brasil, João Mendes Batista, explicou que o banco mais do que liberar recurso tem o papel de administrar para que não haja o mau uso do dinheiro disponibilizado ao Pronaf. “Monitorar os empreendimentos implantados, assim como analisar os projetos encaminhados ao banco é o mais importante para que se tenha resultado na linha de crédito.”

A Secretaria de Desenvolvimento dos Vales Mucuri, Jequitinhonha e do Norte de Minas (Sedvan) foi formada em 2003 com o objetivo de criar alternativas para as regiões mais secas do Estado. Com a construção de barraginhas e cisternas, os agricultores dessas áreas têm conseguido atingir resultados melhores na produção. Segundo Gil Pereira, o acordo vai colaborar para que haja um salto no Índice de Desenvolvimento Humano dessas regiões.

De acordo com o termo firmado hoje, a Sedvan vai apoiar o trabalho, por meio do Idene, que ficará responsável por indicar comunidades e produtores atendidos em seus projetos que devam ser inseridos no Pronaf-Semiárido.

Plano Agrícola

Nesta quinta-feira (19), o governador Antônio Anastasia lançou, no Palácio Tiradentes, o Plano Agrícola do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O objetivo é a liberação de R$ 1,55 bilhão, até 2015, por meio de financiamento contratado pelos agricultores e produtores dessas regiões junto ao BNB.

Serão contemplados 167 municípios situados na área de atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), sendo 165 municípios daquelas regiões, além de Arinos e Formoso, localizados no Noroeste do Estado.

Agricultura em Minas cresce mais do que a do Brasil e atinge índice de 17,9%

Produção agrícola, crescimento econômico, política agrícola

Fonte: Estado de Minas

Faturamento do agronegócio mineiro vai chegar a R$ 21,6 bi. Segundo as últimas projeções, do Ministério da Agricultura, alta será de 17,9% em relação a 2010. No país, expansão será de 11,2%

Minas na frente do Brasil

Dados de outubro confirmam que o desempenho mineiro está maior que o do Brasil. O faturamento do agronegócio do estado – Valor Bruto da Produção (VBP) – vai atingir R$ 21,6 bilhões, segundo projeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como referência dados de outubro. O crescimento é de 17,9% em relação à renda apurada em 2010. Para o Brasil a previsão é de um VBP agrícola de R$ 204,2 bilhões, aumento de 11,2%.

Desde 2005, início da série analisada, o VBP agrícola de Minas Gerais teve uma taxa de crescimento médio anual de 8,1%, enquanto para o Brasil a taxa foi de 6,4%. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), no ranking dos produtos com maior crescimento da renda agrícola em Minas Gerais, o café apresenta uma projeção de R$ 11,1 bilhões, seguindo portanto com uma estimativa de aumento de 30% em relação a 2010. O crescimento da receita vem sendo motivado pelo aquecimento das cotações no mercado interno e externo.

“O café responde sozinho por mais da metade do VBP mineiro e o seu crescimento contribui de maneira significativa na receita agrícola gerada pelo estado”, diz João Ricardo Albanez, superintendente de Política e Economia Agrícola da secretaria. “Já a cana-de-açúcar, com VBP previsto de R$ 3,4 bilhões, tem estimativa de crescimento de 22,7%.”

A receita estimada para o milho, no estado, deve alcançar R$ 2,7 bilhões, neste caso um aumento de 46,6%. “A produção mineira do grão é estimulada atualmente pelo aumento da demanda nos mercados interno e externo, com a consequente valorização dos preços”, explica Albanez.

Segundo o novo levantamento, o valor da produção do feijão em grão, no estado, deve alcançar R$ 1 bilhão. Crescimento de 1,1% em relação a 2010. A nova estimativa mostra que, em Minas, o algodão é o produto que apresentou maior evolução, alcançando R$ 156 milhões, crescimento de 167,4%. Essa projeção é devida principalmente ao expressivo crescimento da produção no estado. Além disso, a elevação dos preços, neste ano, contribuiu para o aumento da receita do produto.

Albanez explica que o VBP é calculado com base no volume de produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do país. Para realizar o estudo, são utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Ministério da Agricultura divulga mensalmente a estimativa do valor da produção para o ano corrente, que pode ser corrigido de acordo com as alterações de preço e a previsão de safra anunciadas ao longo do levantamento.

Próxima safra
Já está em curso a pesquisa de campo para realização do terceiro levantamento da safra de grãos 2011/2012, que será divulgado em 8 de dezembro. Mais de 50 técnicos da Conab estão envolvidos na busca dos dados sobre área, produtividade e produção das principais zonas agrícolas do país, devendo finalizar a coleta na semana seguinte. Segundo a área de Informações do Agronegócio, o levantamento não terá mais os intervalos da intenção de plantio dos primeiros. Na pesquisa do mês passado, a produção ficou entre 157,202 e 160,522 milhões de toneladas, dentro do intervalo de -3,5% e -1,5% frente à safra passada, de 162,955 milhões de toneladas.

Aécio Neves diz que Governo do PT sofre de imobilismo e que máquina pública passa por ‘violento aparelhamento’

Aécio Neves diz que governo permanece paralisado por denuncias e cobra rigor nas investigações

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

“Estamos terminando o nono ano de um mesmo governo.  Falta coragem política para enfrentar as grandes reformas”, diz senador

O senador Aécio Neves reiterou, neste sábado (20/08), as críticas de imobilismo feitas ao governo federal.  Em entrevista, o senador afirmou que o governo chega ao final do ano sem realizar as reformas que o país aguardava e sem tomar medidas efetivas de controle sobre a estrutura administrativa dos órgãos e ministérios.

Aécio Neves disse que a faxina prometida pelo governo ainda não ocorreu e atribuiu os desvios e irregularidades denunciados pela imprensa  ao atual aparelhamento do Estado, somado à ausência de controles internos.

“Nenhum dos instrumentos que o governo dispõe, através da Controladoria-Geral da União, das auditorias prévias, tem servido para que a chamada faxina ocorra. Na verdade, o governo reage às notícias de jornal, o que não dá a certeza de que há sinceridade efetiva para se mudar o modus operandi do governo. Tudo isso é conseqüência do violento aparelhamento da máquina pública, jamais visto na história do Brasil”, afirmou o senador.

E  acrescentou:  “O que lamento é que, em oito meses, não apenas a queda dos ministros parece o principal, mas a incapacidade do governo de agir. Onde estão as grandes reformas? O governo hoje se satisfaz em dizer que está afastando A ou B, como se isso fosse programa de governo. Não é. O Brasil precisa de muito mais”, disse Aécio, para quem falta coragem política ao governo: “Estamos terminando o nono ano de um mesmo governo, com as mesmas figuras. Falta coragem política para enfrentar as grandes reformas”.

CPI 

O senador  voltou a defender a investigação rigorosa das denúncias feitas pela imprensa nos Ministérios da Agricultura, Turismo, Casa Civil e Transportes,  e que levaram à substituição de quatro ministros este ano.

Segundo Aécio Neves, a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso dependerá  do posicionamento da base do governo. Ele destacou que o comportamento da bancada federal do PSDB, hoje na oposição, não repete o do PT no passado.

“Aqueles que querem efetivamente a investigação irão assinar a CPI. E nós, do PSDB, diferente do PT no passado, teremos a responsabilidade de fazer uma investigação correta, responsável. Portanto, não há o que temer. Aqueles que querem efetivamente as investigações, e virar essa página triste da história do Brasil, não devem temer a CPI”, disse.

O senador participou nesta manhã, em Belo Horizonte,  do ato de criação do PSDB Sindical de Minas Gerais, um órgão de atuação partidária integrado por filiados das centrais sindicais Força Sindical, Nova Central Sindical e UGT.

“Estamos recebendo sindicalistas da maior expressão, que vêm formalmente se somar conosco no PSDB, dando a demonstração que o PSDB tem um projeto de País, um projeto que passa pela questão social, pelos interesses do trabalhador”, afirmou.

Análise de solo é medida que ajuda aumentar produtividade

Economia e mais produtividade. O caminho para obter esse resultado começa antes do plantio, com uma análise de solo realizada em laboratórios especializados. Os resultados vão indicar as necessidades minerais das áreas destinadas ao plantio e às pastagens. A partir daí, é possível melhorar as condições do solo com aplicação de calcário para corrigir a acidez e também fornecer a quantidade certa de nutrientes para cada tipo de cultura.

“Assim, os produtores evitam o desperdício, pois não precisam gastar demais em calagem e em adubo, e investem apenas o necessário para ter uma boa produção”, resume o engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em Coronel Xavier Chaves, Leonardo Calsavara.

Com esses argumentos e um trabalho intensivo de orientação técnica, o extensionista conseguiu a adesão de 48 produtores à 1ª Campanha Municipal de Análise de Solo, realizada em 2010. As análises abrangeram cerca de 45% da área cultivada do município, localizado no Campo das Vertentes. Enilton de Oliveira Resende, um dos participantes, obteve em sua produção de silagem um salto de menos de 30 para 55 toneladas, em apenas uma safra.

“Além de conhecer as necessidades da terra e fazer a correção de solo sugerida, ele aplicou técnicas de manejo diferenciadas, como escolha de sementes mais indicadas para a área e menor espaçamento entre as plantas”, explica Leonardo Calsavara, que utiliza a propriedade de Enilton como unidade de referência tecnológica, em projeto desenvolvido com a parceria da Embrapa.

O escritório local da Emater-MG em Coronel Xavier Chaves já está recebendo amostras para a 2º Campanha de Análise de Solo, para a safra 2011/2012. Além de material impresso com as vantagens da correção de solo e orientações técnicas, Leonardo ressalta que sempre inclui o tema nos dias de campo e nas reuniões de produtores.

Durante a campanha, os produtores do município podem enviar as amostras para o escritório local da Emater-MG. Os técnicos encaminham o material para laboratórios de análise e, com os resultados, fazem a interpretação dos dados, que embasam as recomendações para a correção da acidez do solo (com aplicação de calcário) para a adubação, de acordo com as necessidades de cada cultura e tipo de solo.

Segundo Calsavara, os resultados do último ano mostraram que o solo no município apresenta baixo teor de fósforo, potássio e alto teor de alumínio. “O alumínio prejudica o desenvolvimento vegetativo e produtivo. Com aplicação de calcário (composto de cálcio e magnésio), é possível corrigir esse excesso. E as carências são supridas pela adubação em quantidade adequada”, explica.

O extensionista recomenda que após um ano da aplicação do calcário seja realizada nova análise. Se necessário, é feita outra correção com calcário e só depois a adubação. “É como um check up do solo, que deve ser feito a cada dois anos, no caso das culturas de milho, e todos os anos para olericultura (verduras), por exemplo”.

O custo de cada exame no município fica entre R$ 12 e R$ 17. O extensionista da Emater-MG garante que vale a pena o investimento. “Sem a análise de solo, não se pode quantificar as necessidades do solo e aí se corre o risco de aplicar adubo demais, o que representa desperdício de recursos, ou a menos, o que influi negativamente na produtividade”, justifica.

A Campanha de Análise de Solo de Coronel Xavier Chaves tem apoio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), da Associação Rural e Comunitária de Coronel Xavier Chaves e da prefeitura, que subsidiou, em 2010, a compra de calcário, cobrando apenas o custo do frete. Foram doados até 10 toneladas por produtor, que recebe o calcário direto na propriedade.

Ele alerta que, para atingir bons resultados na análise de solo, é preciso seguir alguns cuidados na retirada das amostras de terra, por isso foi feito um folheto explicativo para a campanha. “É importante seguir as recomendações corretamente, pois se o agricultor erra na coleta tem um resultado que talvez não corresponda à realidade”.

Para tirar dúvidas, os produtores de Coronel Xavier Chaves podem procurar o escritório da Emater-MG. O telefone é: (32) 3357-1248. Nos demais municípios de Minas Gerais, os produtores podem procurar a unidade da Emater-MG mais próxima ou consultar o Plantão Técnico da empresa, que fica em Belo Horizonte, pelos telefones (31) 3349-8120 e (31) 3349-8140.

Diversificação de atividades rurais melhora renda em São Sebastião da Vargem Alegre

Bovinocultura de leite, piscicultura e cafeicultura. Estas são as principais atividades incentivadas pela Associação dos Produtores Rurais de São Sebastião da Vargem Alegre (Aprussva), na Zona da Mata. A entidade, que existe desde 2003, acaba de completar três anos de reinauguração em nova sede. Com projetos e recursos públicos e da iniciativa privada, a Aprussva conta com o suporte e parceria daEmpresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da regional Cataguases. A entidade também tem a parceria da prefeitura e a diversificação das atividades rurais tem sido o foco das ações.

O extensionista do escritório local da Emater, José Libério Pinto, que acompanha de perto as iniciativas, afirma se tratar de “um modelo” de associativismo que tem gerado renda e agregado valor na produção. O leite produzido no local, por exemplo, ganhou em qualidade, após ser coletado e comercializado pela Associação. “O leite era inferior, pois era conservado em latões, o que aumentava o teor de bactérias. O preço pago aos produtores de R$ 0,60 o litro deixava a desejar”, relembra Libério. Ele acrescenta que, atualmente o produto alcança R$ 0,75 por litro graças a cuidados que incluem além do resfriamento nos tanques adequados, a pesagem eletrônica e as análises do leite realizadas em laboratório da própria Aprussva.

O presidente da Associação, Claudinei Aparecido de Oliveira, informa que mais de 90 produtores do município garantem os cinco mil litros de leite coletados diariamente pela entidade. A maior parte é vendida para uma empresa de laticínio e o restante para uma fábrica de iogurte e de picolé de São Sebastião da Vargem Alegre.

A Associação, segundo o líder rural, conta com quatro tanques de resfriamento de leite. Dois deles foram comprados com recursos próprios, outro doado pela prefeitura e o quarto emprestado pelo laticínio comprador. Segundo Aparecido, os planos para o final deste ano incluem a retomada da fabricação de derivados lácteos como queijos e outros. “Já promovemos inclusive um curso de qualidade de leite”, explica.

O estímulo à bovinocultura leiteira inclui também um projeto de inseminação artificial das vacas, que já conta com a participação de 20 produtores locais, treinados em cursos. Uma empresa patrocinadora da Associação doou um botijão de estocagem de sêmen e as primeiras crias nasceram.

“Algumas das fêmeas inseminadas já geraram bezerras com a genética voltada para maior aptidão leiteira”, conta Libério. Um dos beneficiados foi o produtor Maurício Martins, que fornece 200 litros de leite ao dia para a Associação e parece não ter do que se reclamar. “O valor que recebo do leite é controlado e justo”, diz. Martins, que também complementa a renda com a produção de café e de eucalipto, e que, já investiu não apenas na melhoria genética do gado, mas também em equipamentos e infraestrutura, pensa até em diversificar mais ainda. “A minha ideia é investir também no futuro em turismo rural”, revela.

Tilápias e café

A produção de tilápias também está mobilizando o interesse de produtores de São Sebastião da Vargem Alegre. De acordo o presidente da Aprussva, mais de dez associados já estão investindo na piscicultura. Muitos aderiram após visitas a municípios vizinhos que já exploram a atividade e após ouvir palestras ministradas por técnicos da Emater-MG.

“Alguns estão criando peixes para consumo próprio e outros para vender”, informa Claudinei Aparecido. O produtor João Barbosa faz parte de grupo que está adotando a criação de tilápias, apesar de ter na cafeicultura a atividade principal. “A piscicultura me ajuda a ter uma boa renda complementar”, admite. Como ele só iniciou no ano passado, a primeira despesca aconteceu neste ano, com 2.200 quilos do peixe. A produção foi comercializada a R$ 6,00 o quilo.

A qualificação do café produzido no município é outra vertente do trabalho da Associação de Produtores Rurais de São Sebastião da Vargem Alegre, já que a maioria dos associados pratica a cafeicultura. Por isso, os produtores são orientados a adotar práticas como análise de solos e seleção dos vários tipos de cafés. A iniciativa vem animando a compra de equipamentos e os produtores pensam em contratar um degustador profissional de café para ajudar na tarefa, segundo Claudinei.

Atualmente a Emater de Muriaé e o Campus Rio Pomba do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet) realizam um curso de qualificação de café com 25 participantes. O curso, com duração de um ano, tem como alunos principalmente filhos de produtores.

IMA inicia certificação do algodão produzido em Minas Gerais

Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) inicia neste mês, a certificação de origem e qualidade do algodão em pluma mineiro. O processo de certificação acontecerá sempre entre os meses de maio e setembro, datas em que acontece a safra do algodão no Estado.

O objetivo é atestar a qualidade e garantia de procedência do algodão inserido no Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). Além disso, propiciar parcerias com o setor produtivo do algodão, já que as indústrias têxteis que comprarem o produto certificado terão uma desoneração tributária.

O Proalminas é coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) e busca incentivar a modernização da produção agrícola do algodão, além de estimular a indústria têxtil. Minas Gerais possui 29 mil hectares de área plantada de algodão, sendo que a região Noroeste é a maior produtora, com 15,4 mil hectares.

O coordenador do Proalminas, João Ricardo Albanez, explica que o algodão mineiro consumido pela indústria deve ter certificado de origem e qualidade. “A certificação é realizada como forma de cumprir a legislação vigente. Além de valorizar o produto de Minas Gerais, contempla também o produtor que recebe 9% a mais no preço do algodão”, completa.

O IMA credenciará o laboratório Minas Coton, localizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para realização das análises de fibras, além de análises visuais do produto. Os laudos emitidos pelo laboratório serão encaminhados ao Instituto para a emissão do certificado de origem e qualidade do algodão. O laboratório Minas Coton presta serviços sob a certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Através do certificado que será emitido pelo IMA e encaminhado às unidades de beneficiamento estaduais o setor têxtil, no ato da compra do algodão, obterá a desoneração tributária sob o imposto de operações relativas à circulação de mercadorias e sob as prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações (ICMS). Atualmente, o Estado conta com 18 unidades de beneficiamento, sendo 11 algodoeiras e sete cooperativas.

Parte do recurso dessa desoneração irá para o “Fundo de Algodão” que por sua vez, beneficiará os produtores com investimentos em pesquisas, assistência técnica e logística. O “Fundo de Algodão” é administrado conjuntamente pela iniciativa pública, representada pela Seapa-MG, e privada, através da Associação Mineira dos Produtores de Algodão de Minas Gerais (Amipa).

De acordo com o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, a certificação do algodão proporcionará uma maior garantia de mercado ao produtor. “Ele terá mais competitividade devido à qualidade e valor agregado ao produto, certificado como genuinamente mineiro e de acordo com as normas de qualidade definidas pelos principais setores de consumo”, informa.

Rodrigues Neto lembra ainda que os programas que o Estado vem desenvolvendo para aprimorar a qualidade dos produtos agropecuários agregam não só valor, mas também confiança no consumo de produtos mineiros.

Certificação

O IMA é responsável pela certificação de origem e qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais produzidos em Minas Gerais.

Além de certificar a origem do algodão, o IMA também atua na certificação de produtos como, cachaça, café, queijo minas artesanal, produtos hortigranjeiros orgânicos, café sem agrotóxico e na rastreabilidade bovina.

Os interessados nestes serviços poderão procurar a Gerência de Certificação do Instituto, através do sitewww.ima.mg.gov.br.