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Aécio Neves cobra debate de propostas para saída da crise no Brasil

Senador ressaltou que governo Dilma é o responsável por apontar saída para a crise.

“Não podemos fazer aquilo que a presidente não vem fazendo”, afirmou Aécio.

Brasil sem rumo

Fonte: PSDB

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Aécio disse disse que os partidos de oposição permanecerão cobrando do governo federal a responsabilidade pela crise econômica. Reprodução.


Aécio diz que oposição quer discutir propostas realistas para o país, mas que governo Dilma é o responsável por apontar saída para a crise

“Nós, da oposição, não somos e jamais seremos contra o Brasil. Propostas exequíveis, realistas serão analisadas por nós com todo o interesse e boa vontade, mas não podemos – até porque perdemos a eleição – subir a rampa do Palácio do Planalto e começar a governar. Não podemos fazer aquilo que a presidente não vem fazendo”, afirmou Aécio Neves, em entrevista nesta quarta-feira (10/09), ao falar sobre o agravamento da crise brasileira a partir do rebaixamento do país, ontem, pela Standard & Poor’s, uma das três principais agências do mundo de classificação de risco.

O presidente do PSDB disse que os partidos de oposição permanecerão cobrando do governo federal a responsabilidade pela crise econômica, que irá piorar a partir da perda pelo Brasil do selo de bom pagador. Com isso, o país perderá ainda mais investimentos e empregos.

“A responsabilidade pela situação por que passa o Brasil, e que irá se agravar, é exclusiva deste governo. É responsabilidade do governante, daquele que foi eleito, ter desgastes quando for necessário, principalmente desgastes em razão de erros cometidos por eles próprios. Não esperem que seja o Congresso a apontar o caminho dos cortes. Apresentem as propostas. Vamos debatê-las intensamente aqui no Congresso Nacional pensando no Brasil”, afirmou Aécio, que reunirá no Senado, na semana que vem, os principais economistas do PSDB para debater a economia brasileira.

O senador disse que o rebaixamento da nota do Brasil era esperado em razão da incapacidade do governo federal em recuperar as condições de governabilidade necessárias para retomada da confiança dos investidores e da sociedade.

Aécio Neves disse que as oposições não aceitarão que a presidente Dilma Rousseff cobre da sociedade a responsabilidade pelos erros cometidos pela equipe de governo, ao propor mais impostos.

“Não há como aceitar que o governo busque cobrar da sociedade brasileira, novamente, a partir de aumento de carga tributária, um esforço que ele não fez internamente. O ministro (da Fazenda) disse ontem que a presidente usou da sua popularidade para tomar medidas corretivas. Não é verdade. É o oposto. A presidente da República não quis perder popularidade para vencer as eleições e nos colocou nessa crise extremamente profunda”, afirmou.

Impeachment

O presidente tucano disse que o movimento lançado hoje na Câmara dos Deputados em favor do impeachment da presidente da República é uma iniciativa da sociedade e tem a participação de deputados dos partidos de oposição e não do PSDB em especial.

“Esse é um movimento da Câmara dos Deputados, do conjunto de partidos de oposição, não do PSDB em especial, e ele parte de um sentimento da sociedade de que este governo perdeu as condições de governabilidade. É um movimento legítimo, que se sustenta em previsões constitucionais, mas não deve ser um movimento de um partido político, muito menos um movimento do PSDB. É um movimento da sociedade, e, enquanto parte da sociedade, parlamentares do nosso partido, como de outros partidos de oposição, vão participar dele”, disse.

Caos anunciado

Aécio Neves voltou a cobrar da presidente Dilma ter escondido dos brasileiros a realidade do país durante a campanha eleitoral. Ele lembrou que as oposições apontaram os erros cometidos pelo governo do PT desde o primeiro semestre do ano passado.

“Vivemos hoje o caos anunciado há muito tempo. A presidente quer passar a impressão de que só soube do agravamento da crise após as eleições. Isso não é verdade. Falta com a verdade a presidente da República, porque já no primeiro semestre de 2014 já tínhamos uma queda de receita em relação ao primeiro semestre do ano anterior, de 2013, o que por si só já justificaria uma reorganização das despesas públicas. O que fez a presidente da República? Ampliou os gastos. É por isso que não há mais confiança em relação ao governo. A presidente Dilma privou o Brasil de um debate sério em relação a aquilo que precisava ser feito”, afirmou o senador.

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Recessão é pior do que se previa

É a pior recessão que o país atravessa em mais de duas décadas, sem que se consiga enxergar qualquer lume no fim do túnel.

Prévia divulgada pelo Banco Central na semana passada, cobrindo o período até maio, mostra que a situação do país é bem ruim.

Fonte: ITV 

recessao-brasil

Brasil: crise tem se revelado mais grave do que se previa e anuncia-se agora mais extensa do que se temia. Divulgação

 

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Sinais da crise

A penúria econômica tem se revelado mais grave que o previsto e anuncia-se mais extensa do que se temia. O Brasil será sócio de um seleto clube de 16 países com recessão este ano

É mais que sabido que as perspectivas para a economia brasileira para este ano não são nada boas. Mas a crise tem se revelado mais grave do que se previa e anuncia-se agora mais extensa do que se temia. É a pior recessão que o país atravessa em mais de duas décadas, sem que se consiga enxergar qualquer lume no fim do túnel.

Assim como o primeiro, o segundo trimestre foi perdido em termos de atividade econômica. Ainda não se conhecem os dados oficiais do IBGE, que só virão a público em fins de agosto, mas a prévia divulgada pelo Banco Central na semana passada, cobrindo o período até maio, mostra que a situação do país é bem ruim.

Nos cinco primeiros meses do ano, o PIB brasileiro ficou 2,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, a queda é de 1,7%. De janeiro a maio, houve três quedas mensais e duas altas – a última em maio, de irrisório 0,03%.

Na decomposição do paradeiro, constata-se que todos os setores estão andando para trás, algo que há muito tempo não ocorria no país. A indústria – também não é novidade – derrete, com baixa de quase 9% na produção registrada no ano; há 44 meses, o emprego no setor cai. As vendas do varejo diminuem 2%, indicando a penúria da crise no bolso dos consumidores. E os investimentos, tanto públicos, quanto privados, minguam.

Com isso, a aposta predominante é de que a economia brasileira recue até 2% neste ano. O resultado fará com que o Brasil seja um dos poucos países do mundo a registrar recessão, de acordo com levantamento feito pelo FMI. Trata-se de seleto clube do qual ninguém gostaria de ser sócio.

Ele é composto por: Guiné Equatorial (-15,4%), Serra Leoa (-12,8%), Venezuela (-7%), Ucrânia (-5,5%), Vanuatu (-4%), Rússia (-3,4%), Belarus (-2,3%), Iêmen (-2,2%), Brasil (-1,5%), Libéria (-1,4%), Moldávia (-1%), Armênia (-1%), Brunei (-0,5%), Sérvia (-0,5%), Argentina (-0,3%) e Guiné (-0,3%).

Diante do tamanho do estrago deste ano, um grupo de bancos e consultorias ouvidos por O Estado de S. Paulo na semana passada passou a projetar recessão também no ano que vem, com queda de até 0,6% no PIB.

Na prática, o país se ressente das escolhas equivocadas dos governos petistas, iniciadas por Lula e aprofundadas com Dilma. A correção de rumos em marcha não se mostra capaz de modificar as perspectivas para melhor, uma vez que se baseia num arrocho fiscal rudimentar, calcado no corte de benefícios sociais, diminuição de investimentos públicos e aumento de impostos.

A economia brasileira clama por reformas que oxigenem o ambiente de negócios no país, ampliem a participação do investimento privado nas necessárias obras de infraestrutura e reatem as empresas sediadas aqui às cadeias de produção de caráter global. Trata-se de uma agenda que, sem sombra de dúvida, os governos do PT não têm atributos para cumprir.

Governadores do sudeste estão dispostos a aliviarem efeitos da crise

Governadores anunciaram que pretendem ir à Brasília conversar com Dilma Rousseff e os presidentes da Câmara e do senado.

Eles divulgaram uma carta com seis pontos para tentar contornar a crise.

Fonte: O Globo

GOVERNADORES

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, recebeu nesta terça-feira no Palácio Guanabara os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Paulo Hartung (ES). Reprodução.

Governadores do Sudeste definem estratégia para evitar demissões e contornar a crise econômica

Estados querem mudanças em legislação e investimentos em setores da economia

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), se reuniram nesta terça-feira no Palácio Guanabara para definir estratégias para enfrentar a crise econômica no Sudeste e evitar que 600 mil trabalhadores percam o emprego este ano. Os governadores anunciaram que pretendem ir à Brasília conversar com a presidente Dilma Rousseff e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. Eles divulgaram uma carta com seis pontos para tentar contornar a crise.

— Nós estamos preocupados, e ressaltamos o ajuste. Ninguém quer fugir. Estamos fazendo um grande esforço em todos os estados para nos adequarmos e ajudarmos o governo federal também em suas metas, mas também estamos muito preocupados com o emprego. Todos nós queremos ter uma pauta de crescimento econômico e geração de emprego e renda — disse Pezão, em coletiva de imprensa, após a reunião.

Na carta, os governadores listaram os principais objetivos: aplicação das mesmas condições dadas aos Programas de Concessões da União aos programas dos estados; apoio federal para acesso aos fundos garantidores; troca de experiências em parcerias público-privadas (PPP); prioridade em investimentos de infraestrutura, logística, construção civil e saneamento básico; aumento de exportações e ampliação do crédito; e intensificar a cooperação em segurança pública.

— A grande preocupação é com a retração da atividade econômica. Nós estamos perdendo mais de 100 mil empregos por mês. Podemos chegar ao fim do ano com mais 600 mil desempregados — disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Ele afirmou que é preciso adotar uma agenda positiva para gerar novos empregos:— Os estados e as prefeituras são grandes incentivadores do crescimento econômico. A reunião serviu para definir o que se pode fazer para preservar o emprego e gerar novos empregos. Uma das propostas é exportação. Aproveitar a desvalorização do real, o câmbio, para o grande esforço exportador. A segunda é infraestrutura e logística. Isso gera muita obra: metrô, trem, rodovias, portos, construção civil, que é altamente empregadora. Falamos dos financiamentos do BNDES nas mesmas condições para as PPPs estaduais, como são as PPPs federais.

Sobre as exportações, foi citado o incremento ao Proex, programa da União no qual o Banco do Brasil presta apoio às exportações brasileiras, seja por meio de financiamentos ou pela cobrança de juros mais baixos, levando em conta a taxa cobrada no mercado internacional.

Os governadores também querem ter “garantia soberana” para fazer empréstimos externos, ter acesso, por exemplo, aos recursos do BID. Alckmin disse ainda que os governadores vão tentar ainda mudar a legislação para garantir investimentos em saneamento. As empresas de saneamento pagariam o PIS/Cofins, mas esse dinheiro iria para um fundo que serviria apenas para investimento em água e esgoto.

— Hoje se paga PIS/Cofins sobre saneamento. Não queremos extinguir o PIS/Cofins. Mas esse recurso todo precisa ser investido em saneamento. Sem redução de tarifa nem custeio, mas investimento. Então, nós teríamos emprego e mais saneamento no país, nos nosso estados. E melhor saúde. Então é um esforço grande no saneamento básico. O recurso vai virar investimento.

Para Fernando Pimentel, a reunião demonstra o “empenho em trabalhar juntos”: governos, Executivo e Legislativo.

— São sugestões para somar esforços ao governo federal e conseguir preservar trabalho e renda para os brasileiros. É uma sugestão, um conjunto de propostas, mostra uma afinidade grande dos governadores do Sudeste nessa direção — disse.

PETROBRAS

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, disse que o corte de 37% em investimentos da Petrobras não foi discutido na reunião, mas ressaltou que a decisão da estatal afeta não só o seu estado, mas como o Brasil inteiro. Sobre o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Pezão disse que haverá parceiros para terminar a obra.

— Nós acreditamos na Petrobras. Eu confio muito e acho que foi um ajuste momentâneo — disse o governador do Rio.

Sem dinheiro, Governo de Minas corta repasse de recursos a prefeituras

Sem poder mexer na maior parte dos gastos fixos, está cortando basicamente investimentos, despesas financeiras e repasses aos municípios.

Houve queda 11% nos repasses aos municípios no primeiro semestre do ano frente ao mesmo período de 2014.

Fonte: Hoje em Dia

Belo Horizonte_MG, 11 de Fevereiro de 2010  Governo de Minas Gerais Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais Foto: Leo Drumond / NITRO

Despesas primárias do governo subiram 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Reprodução.

Sem dinheiro, governo de Minas corta repasses para prefeituras

Diante da crise e da expectativa de queda continuada da arrecadação, o governo estadual vem apertando o cinto como pode. Mas, sem poder mexer na maior parte dos gastos fixos, está cortando basicamente investimentos, despesas financeiras (empréstimos) e repasses aos municípios.

No primeiro quadrimestre, as despesas primárias do governo subiram 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de R$ 19,167 bilhões para R$ 23,041 bilhões, o que mostra a dificuldade de se cortar gastos.

No entanto, houve queda 11% nos repasses aos municípios no primeiro semestre do ano frente ao mesmo período de 2014, o que já traz impactos diretos em áreas como a educação. É o caso dos alunos com necessidades especiais que deixaram de receber o benefício da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade) e enfrentam dificuldades para frequentar a sala de aula.

A situação se torna mais grave quando é contabilizado o reajuste salarial de 31,78% dos servidores da educação, que já foi aprovado pela Assembleia Legislativa e deverá impactar as contas públicas em cerca de R$ 4 bilhões entre 2015 e 2019.

Funcionalismo

Hoje, a folha de pagamentos é um dos maiores custos do governo estadual. No primeiro quadrimestre do ano, os gastos com pessoal cresceram 17,1% e devem alcançar R$ 42,7 bilhões até o fim do ano, o que preocupa analistas de contas públicas. “O que pode acontecer é a retenção de pagamentos. O governo pode deixar de pagar direitos trabalhistas, precatórios e promoções para não deixar de pagar os salários dos servidores”, analisa o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Wertson Brasil.

Para o professor de Auditoria Governamental da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBS), Cláudio Nascimento Alfradique, o Estado dificilmente conseguirá compensar a arrecadação perdida.

“A saída é cortar custos e buscar melhorar a qualidade dos serviços prestados gastando menos. Minas não é o único Estado a enfrentar dificuldades financeiras e um dos motivos é a queda na arrecadação de ICMS. O pior de tudo é a redução dos investimentos, que alimenta esse ciclo vicioso”, avalia.

Municípios reduzem custos para equilibrar as contas

No primeiro semestre de 2015, o valor total repassado aos municípios mineiros foi R$ 714 milhões menor que o transferido pelo Estado no mesmo período do ano passado. Conforme prevê a Constituição, os estados devem repassar aos municípios 25% da receita arrecadada com ICMS, 25% da parcela do IPI transferida pela União aos estados – proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados –, e 50% da receita arrecadada com o IPVA.

Para tentar driblar a queda na arrecadação, as prefeituras estão apertando as contas e diminuindo custos básicos, desde economia com água, luz, telefone e combustível, até demissão de servidores e redução de expediente e salários, como mostrou o Hoje em Dia no último dia 12.

“Na verdade, não temos muito o que fazer a não ser lamentar. Temos obrigações já assumidas, baseadas em uma arrecadação prevista. A partir do momento que o governo não reconhece isso, os prefeitos é que pagam a conta”, afirma o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Antônio Júlio (PMDB). Depois de um atraso iniciado em agosto de 2014, os débitos para obras do Programa Caminhos de Minas e de manutenção de estradas feitas no ano passado estão quase quitados. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot), Emir Cadar, 90% dos pagamentos atrasados às empreiteiras foram feitos. Desde dezembro, todas as obras de infraestrutura em rodovias no Estado estavam paralisadas. Por enquanto, apenas 22 foram retomadas. “Ainda é pouco para voltarmos a empregar. O setor já demitiu 50% do efetivo e continuamos desempregando a cada dia”, disse Emir.

Melhoria de gestão

Para reduzir despesas e aumentar receitas, o governo informou, por meio de nota, que fará, até 2017: “auditorias para melhorar a gestão da folha de pagamento, simplificação dos regimes tributários, padronização da tributação do ICMS, concessão de 28,7 mil km de estradas à iniciativa privada, recuperação de créditos da dívida ativa e intensificação da fiscalização quanto à cobrança de tributos e cerco à sonegação”.

Estado retoma parte das transferências para escolas

O repasse de recursos que beneficiam alunos com necessidades especiais em Minas, interrompido desde outubro do ano passado, começou a ser pago este mês. No entanto, as parcelas de janeiro a junho de 2015 ainda não têm data para chegar a cerca de 280 famílias que dependem da chamada bolsa Caade.

O convênio, antes celebrado entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e a Loteria Mineira para o envio de recursos a esses alunos, foi cancelado, segundo a Loteria Mineira.

A Secretaria de Direitos Humanos, agora responsável pelo programa, informou que não há legislação específica que regulamente o pagamento das bolsas e que “defende a criação de uma política pública permanente e efetiva para atender pessoas com deficiência”.

Questionado sobre os pagamentos dos valores referentes às bolsas deste ano, o governo informou que um grupo de trabalho será criado para propor uma legislação que normatize a política pública e que esse grupo definirá como será feita a transição do programa.

Enquanto isso, o atraso compromete o aprendizado dos alunos, já que muitos deixaram de frequentar as aulas por falta de recurso para pagar as mensalidades, e também as escolas particulares especializadas, que acabam tendo que lidar com a inadimplência. Muitas instituições optaram por acolher os alunos mais carentes que não têm condições de pagar.

“Temos 15 alunos bolsistas, alguns não estão estudando. Uma minoria consegue pagar, conseguimos negociar com alguns pais o pagamento de R$ 200 reais. Outros, mais carentes, são bolsistas há muito tempo e não estamos cobrando mensalidade, pois sabemos que não podem pagar”, conta Delma Miranda, uma das diretoras de uma escola especializada em alunos com necessidades especiais que fica no bairro Serra, região Centro-Sul da capital.

Para a dona de casa Vera Lúcia Correa, mãe de Quésia, de 19 anos, que tem síndrome da trissomia 8, a solução foi fazer uma rifa entre amigos para ajudar a pagar a escola. A filha passou a frequentar apenas três dias da semana para não ter que parar de estudar.

“A mensalidade é bem maior que os R$ 400 repassados pelo Estado, mas ajuda, contamos com o valor da bolsa há 16 anos. Agora, sem receber, demos prioridade para a escola e ela deixou de fazer fisioterapia e fonoaudiologia”, contou Vera Lúcia.

Falta diálogo

Uma audiência conjunta das comissões de Assuntos Municipais e Regionalização e de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi realizada nessa segunda (29) na Assembleia Legislativa para discutir o atraso. “O problema é que não disseram para os pais se as bolsas iriam acabar ou não, então eles acreditaram que continuariam recebendo os repasses. Se existe o desejo de cessar esse auxílio, que seja dito. Ficar sem resposta é inadmissível”, disse o deputado Fred Costa (PEN), que solicitou a reunião.

45% da receita total do estado são comprometidos com a folha de pagamentos dos servidores. O limite prudencial é de 46,55%
839 milhões de reais FOI A REDUÇÃO de receita de ICMS repassada aos municípios neste ano, na comparação com o primeiro semestre de 2014

Gestão Deficiente: sem dinheiro governo Pimentel corta repasse de prefeituras

Oposição esclarece os fatos sobre Cidade Administrativa

A Assessoria Técnica do bloco parlamentar de oposição Verdade e Coerência da ALMG já identificou uma série de dados e falsos raciocínios presentes no diagnóstico feito pelo governo PT em várias áreas.

Oposição esclarece os fatos

Fonte: Jogo do Poder

Governo do PT mente sobre economia da Cidade Administrativa e não apresenta fonte dos números divulgados

A Assessoria Técnica do bloco parlamentar de oposição Verdade e Coerência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais já identificou uma série de dados e falsos raciocínios presentes no diagnóstico feito pelo governo PT em várias áreas.

Cidade Administrativa

O PSDB se manifestou sobre a má fé do diagnóstico divulgado pelo governo do PT que, deliberadamente, esconde dos mineiros a economia gerada pela criação da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.

Honrando a tradição de transparência e responsabilidade com que o Estado foi governado nos últimos anos, trazemos a público dados oficiais que comprovam a economia gerada pela criação da Cidade Administrativa em diversas áreas.

A base de cálculo que atesta essa economia foi avaliada por auditoria externa e independente de uma das maiores empresas de auditoria do mundo, a BDO Trevisan.

Histórico

A Cidade Administrativa foi criada para atender a quatro desafios:

Garantir mais eficiência no atendimento às demandas dos municípios e da população;
Gerar economia aos cofres públicos;
Garantir melhores condições de trabalho aos servidores;
Induzir de forma planejada o desenvolvimento de uma das principais áreas da Região Metropolitana, o Vetor Norte.

Para a Cidade Administrativa foram transferidos os órgãos ligados à Administração do Estado, enquanto os órgãos de atendimento ao cidadão como Detran, delegacias de polícia, estruturas de saúde, entre outras, permaneceram em outras regiões.

A má fé do diagnóstico do PT

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

O diagnóstico do PT foi feito com base em raciocínio que expõe a deliberada má fé. Primeiro, ignoram os outros itens de economia da Cidade Administrativa e se fixam nos aluguéis. Segundo, calculam esse item de forma equivocada.

O cálculo de economia precisa ser feito considerando bases iguais, ou seja comparando o custo das mesmas estruturas e órgãos antes e depois da implantação da Cidade Administrativa. Isso significa comparar os gastos que o governo tinha em 2009, antes da inauguração da Cidade Administrativa e os que passou a ter, com as mesmas estruturas, a partir de 4 de março de 2010 quando foi inaugurada a CA.

Em absoluta má fé, o governo do PT comparou apenas gastos realizados depois da inauguração da Cidade Administrativa, gerando uma comparação que não tem o menor sentido para mostrar a economia gerada pelo complexo administrativo.

A comparação feita entre gastos de aluguéis de 2010, após a inauguração da Cidade Administrativa, e os de hoje, gera flagrante distorção e compara apenas realidades existentes após a inauguração do complexo, o que não demonstra a economia obtida.

Além desse erro básico, o diagnóstico do PT comete outros dois erros, com o claro objetivo de informar, equivocadamente, a opinião pública e enganar os mineiros.

O aumento do valor de aluguéis eventualmente ocorrido depois de 2010 pode ser explicado de duas formas:

Primeiro, por eventuais e naturais reajustes nos valores de contratos. Segundo, pela ampliação ou criação de novos serviços antes não existentes.

Por exemplo, se nos últimos anos foram alugadas novas áreas para instalação de novas delegacias de polícia, em locais onde a população demanda o serviço, trata-se de novas despesas de aluguel que não guardam nenhuma relação com a economia propiciada pela Cidade Administrativa. Trata-se de expansão de serviços que, certamente, vai gerar nova despesa de aluguel.

A partir do raciocínio usado pela atual administração a pergunta correta deve ser: quanto o Estado estaria pagando hoje de aluguel se não estivesse sediado na Cidade Administrativa?

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Documentos comprovam a economia:

Como demonstração da economia de R$ 447 milhões já obtida pela Cidade Administrativa, anexamos a planilha que demonstra a redução de gastos propiciada ano a ano. Observe-se que o item aluguel (também pode ser encontrado de forma isolada no SIAFI) inclui aqui outras despesas correlatas como IPTU, por exemplo.

Cálculo de economia com a mudança para a Cidade Administrativa
2011 a 2014

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Governo Pimentel mente sobre Cidade Administrativa construída por Aécio

Artigo Aécio Neves: 100 dias do segundo governo Dilma

Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção.

No PT, acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados.

Fonte: Folha de S.Paulo 

PT e a corrupção: 100 dias, artigo Aécio Neves

Aécio: “A presidente mantém o cargo, mas renunciou ao governo. O resultado é um país sem rumo, imerso em desafios.” Foto: Omar Freire/Imprensa MG

100 dias

ARTIGO AÉCIO NEVES

Diz o provérbio popular que não há nada tão ruim que não possa piorar. Esse parece ser o lema dos cem primeiros dias do segundo governo Dilma, tal a capacidade que este tem de gerar a cada dia indicadores e projeções que agravam o cenário de crise econômica e paralisia política que assombra o país. Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, por si só uma mancha que envergonha o país, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção.

É a constatação de que o país foi levado às cordas, de forma irresponsável por motivações políticas menores: a manutenção de um projeto de poder a qualquer preço. A ruína é ética, econômica, política. O PT conseguiu, em poucos anos, o que parecia impossível: quase destruiu a nossa maior empresa, protagonizou os maiores escândalos de malversação dos recursos públicos da história do país, desorganizou todo o sistema elétrico, promoveu a desindustrialização e postergou um programa mínimo de investimentos na infraestrutura.

Empresas e famílias estão sofrendo com a alta dos custos financeiros. Em março, houve o maior saque líquido de recursos da caderneta de poupança em um único mês em toda a série histórica do BC, desde 1995. Foi o mês que registrou também a pior inflação dos últimos 12 anos, e o desemprego avançou em todas as regiões.

Não estamos diante apenas de um governo inapto à boa gestão. O que estamos assistindo é o fim melancólico de um ciclo de poder, com um legado que promete ser terrível. Nada mais simbólico deste ambiente do que uma presidente da República que terceiriza as suas principais responsabilidades.

A economia está nas mãos de um fiador e a política entregue a um partido que não é o seu. Ao abrir mão de gerir as duas áreas sobre as quais se fundamentam todas as decisões da administração, o que se constata é que a presidente mantém o cargo, mas renunciou ao governo. O resultado é um país sem rumo, imerso em desafios.

A verdade é que enquanto surfou na herança bendita do governo do PSDB e foi beneficiado por circunstâncias externas, o governo do PT conseguiu apresentar alguns resultados ao Brasil. Mas, quando começou a agir como o que de fato ele é, trouxe o país para o poço em que nos encontramos hoje.

O que é espantoso é que o PT continua como dantes, impávido, incapaz de esboçar qualquer autocrítica que reconheça a sua enorme responsabilidade pelo descalabro em que se encontra o Brasil. Acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio artigo Folha: o Governo Dilma e a fuga da realidade

Aécio: “Governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética.”

São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.”

Fonte: Folha de S.Paulo 

Aécio artigo Folha: o Governo Dilma e a fuga da realidade

Aécio: “desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.” Foto: Renato Cobucci

ARTIGO AÉCIO NEVES

Os brasileiros

Após nove meses de ausência provocada pela campanha presidencial, agradeço à Folha o convite para retornar a este que é um dos mais importantes espaços da imprensa brasileira.

Como já fiz antes, recebo esta responsabilidade como uma oportunidade para refletir sobre o Brasil, respeitando as diferenças de pensamento e os princípios democráticos, sem, no entanto, me omitir diante dos graves problemas que dominam o quadro político nacional.

Certo é que, desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.

Há hoje, dispersa, uma sensação preponderante de que o país vai mal e piora. São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.

Fatos consumados, como o aumento do preço da energia, da gasolina, de impostos e dos juros; o flagrante descrédito internacional; a inflação que torna mais custosa a sobrevivência; a precariedade dos serviços públicos, em especial da segurança e do atendimento à saúde, além da tentativa de, sem qualquer diálogo com a sociedade, cortar direitos dos trabalhadores –medida feita justamente pela presidente que disse que jamais o faria– geram forte indignação e tornam o cenário ainda mais delicado.

A esta altura, o governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética. Ao final, são problemas demais e providências de menos, confirmando a ausência de rumo.

A inquietação e o temor pelo futuro se traduzem no risco evidente da perda de conquistas importantes, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. Está claro que as grandes causas nacionais foram deixadas pelo caminho.

As oposições no país têm consciência dos seus deveres, enormes e intransferíveis. Sabem que é crucial impedir que se fragilizem as instituições e que se coloquem em risco a democracia, a liberdade e os direitos de cada cidadão.

Nunca as atenções estiveram tão voltadas para o mundo político, mas a verdade é que quem estiver olhando só para ele não terá uma visão completa da realidade.

Um outro protagonista está assumindo, cada dia mais, um papel relevante: o sentimento do povo brasileiro, que começa a transbordar nas conversas em casa, nas ruas, no trabalho.

Ele reflete inquietude, que pode gerar mais participação e responsabilidade coletiva. Sinaliza a existência de um povo se apropriando do que lhe pertence: o seu presente e os rumos do seu futuro.

Neste trecho de história, diante de tudo o que está acontecendo, essa é a melhor notícia.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.