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Minas Sem Fome incentiva pecuária leiteira no Assentamento Betinho, no Norte de Minas

Arquivo/Emater-MG
Tanque ajudará a manter a qualidade do leite e valorizará produto
Tanque ajudará a manter a qualidade do leite e valorizará produto

BOCAIÚVA (24/01/12) – A pecuária leiteira do Assentamento Betinho, no município de Bocaiúva, região Norte, ganhou um novo estímulo. Recentemente a Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de Taboquinha recebeu um tanque de resfriamento de leite com capacidade para armazenar mil litros, beneficiando 32 famílias. O equipamento vai ajudar a manter a qualidade do produto e na comercialização.

O tanque foi doado pelo programa Minas Sem Fome, uma iniciativa do Governo de Minas, executada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), por meio da Emater–MG, com apoio das prefeituras. Em contrapartida, a Associação construiu o local para sua instalação.

O objetivo é implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares. O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando a melhoria de suas condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater–MG é responsável pela mobilização dos agricultores, compra e distribuição dos insumos e assistência técnica.

A extensionista da empresa, Maria Fernanda Brandão, acrescenta que o programa estimula a produção de leite e a agregação de valor, adequando o produto ao padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o técnico da Emater–MG, José Alexandre Queiroga, a implantação do tanque também tem como objetivo, despertar o interesse das famílias em trabalhar em grupo. “Essa ação vai gerar renda, promovendo a inclusão das famílias assentadas no processo produtivo, além de fortalecer o associativismo, por meio de atividades coletivas”, explica.

Produção

Jair Copertino é morador do Assentamento Betinho desde 1998. Ele sempre trabalhou com pecuária de leite. Sua propriedade produz 35 litros por dia e o produto é fornecido a um laticínio. Antes, o leite era armazenado e entregue em latões, o que trazia problemas. “Muitas vezes o leite azedava”, diz Copertino.

De acordo com o pecuarista, a utilização de latões  também pode comprometer a qualidade do leite, desvalorizando o produto no mercado. “Isso é prejuízo para a gente”, conta. Com o tanque de resfriamento, ele acredita que tudo vai melhorar. “O tanque vai ajudar a manter a qualidade do leite e, com isso, o nosso produto será mais valorizado”, afirma.

Para Copertino, a aquisição é um estímulo a mais para os pecuaristas do Assentamento Betinho investirem na atividade.

Fonte: Agência Minas

Gestão Antonio Anastasia: agricultura familiar do Norte de Minas ganha incentivos através de acordo com Pronaf-Semiárido

BELO HORIZONTE (19/01/12) – Os secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e de Desenvolvimento dos Vales Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, assinaram, nesta quinta-feira (19), um Acordo de Cooperação com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), representado pelo seu superintendente estadual, João Mendes Batista, com o objetivo de aumentar a inserção de agricultores familiares do Norte de Minas, Vales do Mucuri e do Jequitinhonha no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinado ao semiárido.

A solenidade foi realizada na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em Belo Horizonte. Também assinaram o acordo, o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Maurilio Guimarães, e o vice-diretor geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Roberto Drapiuna.

A Seapa é responsável pela elaboração do acordo, que propõe intensificar as atividades desenvolvidas por esses órgãos em prol dos agricultores familiares das regiões mais secas do Estado. Espera-se, com essa cooperação, que 1.500 empreendedores familiares rurais sejam beneficiados pelo Pronaf-Semiárido em Minas Gerais.

“O mais importante é realizar um trabalho educativo, que estimule o pequeno empreendedor rural a crescer, fazendo com que ele crie uma expectativa de vida melhor e agregue valor ao seu trabalho”, enfatizou Elmiro Nascimento, durante a solenidade. O secretário lembrou ainda que a parceria vai além das entidades representadas no acordo, incluindo também o trabalho das prefeituras, sindicatos e associações rurais.

De acordo com o termo, cabe à Emater-MG, o trabalho direto com o agricultor. Os técnicos da empresa deverão se envolver mais nos processos dos agricultores que recorrerem ao Pronaf-Semiárido. A ideia é que, além de assistência técnica no campo, eles acompanhem os pequenos empreendedores rurais na parte burocrática junto ao BNB.

Entre as metas estabelecidas para a empresa estão maior agilidade na emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) dos agricultores, o preenchimento dos documentos requeridos pelo Banco, a elaboração dos planos de ação dos agricultores, assim como o acompanhamento dos empreendimentos já implantados.

Assim como o secretário, o presidente da Emater-MG, Maurilio Guimarães, lembrou a necessidade do trabalho de extensão com o agricultor familiar. “A Emater-MG deve focalizar os produtores que tenham interesse e aptidão para produzir, para que com o tempo eles se desenvolvam e aprendam a caminhar sozinhos”.

O superintendente do Banco do Nordeste do Brasil, João Mendes Batista, explicou que o banco mais do que liberar recurso tem o papel de administrar para que não haja o mau uso do dinheiro disponibilizado ao Pronaf. “Monitorar os empreendimentos implantados, assim como analisar os projetos encaminhados ao banco é o mais importante para que se tenha resultado na linha de crédito.”

A Secretaria de Desenvolvimento dos Vales Mucuri, Jequitinhonha e do Norte de Minas (Sedvan) foi formada em 2003 com o objetivo de criar alternativas para as regiões mais secas do Estado. Com a construção de barraginhas e cisternas, os agricultores dessas áreas têm conseguido atingir resultados melhores na produção. Segundo Gil Pereira, o acordo vai colaborar para que haja um salto no Índice de Desenvolvimento Humano dessas regiões.

De acordo com o termo firmado hoje, a Sedvan vai apoiar o trabalho, por meio do Idene, que ficará responsável por indicar comunidades e produtores atendidos em seus projetos que devam ser inseridos no Pronaf-Semiárido.

Plano Agrícola

Nesta quinta-feira (19), o governador Antônio Anastasia lançou, no Palácio Tiradentes, o Plano Agrícola do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O objetivo é a liberação de R$ 1,55 bilhão, até 2015, por meio de financiamento contratado pelos agricultores e produtores dessas regiões junto ao BNB.

Serão contemplados 167 municípios situados na área de atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), sendo 165 municípios daquelas regiões, além de Arinos e Formoso, localizados no Noroeste do Estado.

Governo de Minas: pesquisa aborda ações da Emater-MG para conservação do solo e da água

 

FUNILÂNDIA (18/01/12) – Conservar o solo e a água. Esse é o objetivo de um projeto desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em parceria com outras instituições no município de Funilândia, região Central. O trabalho tem ajudado a melhorar, por exemplo, a infiltração de água no solo e a evitar erosões. Além de visar a preservação ambiental, o projeto despertou o interesse do setor acadêmico e foi tema de uma pesquisa do curso de engenharia ambiental do Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm).

O projeto de monitoramento de conservação do solo e da água em Funilândia foi implantado em 2008. A iniciativa é desenvolvida em parceria da Emater-MG com prefeitura, Câmara Municipal, Ruralminas, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Grupo de Pesquisa em Recursos Hídricos (GPRH) da Universidade Federal de Viçosa e Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Jequitibá. O trabalho desenvolvido no município tem como objetivo a revitalização da bacia do ribeirão Jequitibá, que deságua no rio das Velhas, um dos mais importantes afluentes do rio São Francisco.

O primeiro passo para a implantação do projeto foi orientar os agricultores sobre a importância de se preservarem o solo e a água. O trabalho de educação ambiental da Emater envolveu quatro comunidades do município. Os produtores participaram de palestras e cursos.

Além da educação ambiental, outras ações também foram realizadas, como a construção de terraceamentos e bacias de captação de águas pluviais e de enxurradas. Além de evitar erosões, assoreamento de rios e melhorar a infiltração de água no solo, os terraceamentos e, principalmente, as bacias de captação contribuem para a conservação das estradas rurais. O cercamento de nascentes é outra ação do projeto de preservação do solo e da água no município. A medida é necessária para evitar, por exemplo, que o local seja pisoteado por animais.

O trabalho de conservação do solo e da água em Funilândia tem um diferencial. Com o auxílio de aparelhos apropriados, foi possível saber o volume de água captado pela bacia e o quanto infiltrou no solo. Depois de coletados, os dados foram analisados com o auxílio de um software. “Para isso, nós contamos com a ajuda do GPRH da Universidade Federal de Viçosa, que cedeu os equipamentos instalados nos terraços e bacias de captação, para verificar o volume de água que infiltra no solo”, explica o extensionista da Emater-MG Adenilson de Freitas.

De acordo com o técnico, esse tipo de verificação é pouco comum em projetos como o desenvolvido em Funilândia. Neste caso, a iniciativa foi dele e permitiu um monitoramento sistematizado das ações realizadas e propor novas medidas. As ações desenvolvidas no município de Funilândia estão inseridas no Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. A iniciativa é dos governos federal e estadual, e executada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paranaíba (Codevasf), em parceria com a Emater-MG.

Pesquisa

O projeto desenvolvido em Funilândia despertou o interesse do setor acadêmico. A pesquisa “Educação Ambiental e Monitoramento de Práticas Mecânicas de Conservação do Solo e da Água” foi realizada pelo extensionista da Emater-MG e aluno do curso de engenharia ambiental da Unifemm, Adenilson de Freitas, orientado pela professora Marília Queiroz de Rezende.

O trabalho acadêmico teve como proposta demonstrar a eficiência das práticas mecânicas para a conservação do solo e da água, associada à educação ambiental. Para isso, ele analisou as ações desenvolvidas no projeto de conservação do solo e da água em Funilândia. Segundo Freitas, a captação de água de chuvas e enxurradas melhorou a recarga do lençol freático. “O monitoramento das bacias de captação demonstraram resultados satisfatórios, sendo capazes de armazenar e infiltrar 12,3% do total precipitado”.

Outro ponto importante destacado pela pesquisa foi o trabalho de conscientização dos produtores rurais. De acordo com Freitas, apesar de os agricultores se preocuparem com a poluição dos rios, eles não conheciam as práticas de conservação. “Por isso, o trabalho de educação ambiental é muito importante. Sem essa orientação, não é possível alcançar bons resultados na preservação do meio ambiente”, explica. Freitas ainda lembra que é fundamental a continuidade e manutenção das ações realizadas, como a construção de bacias de captação e terraços para a preservação da microbacia do ribeirão Jequitibá. No geral, o trabalho acadêmico demonstrou a importância de práticas mecânicas associadas à educação ambiental para a conservação do solo e da água.

Reconhecimento

A pesquisa de Adenilson de Freitas ficou em terceiro lugar na categoria Estudante de Nível Superior do 10º Prêmio Ouro Azul,  no fim de 2011. O prêmio é uma realização dos Diários Associados em parceria com Furnas Centrais Elétricas. A iniciativa tem como objetivo valorizar ideias viáveis para revitalização e conservação dos recursos hídricos. Nesta edição do Furnas Ouro Azul, foram inscritos 72 projetos em sete categorias.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Programa Minas Leite já supera meta de mil propriedades rurais atendidas

BELO HORIZONTE (04/01/12) – O Programa Estadual da Cadeia Produtiva do Leite (Minas Leite), criado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), já atende a 1.036 propriedades de agricultores familiares do Estado. Em 2011,  houve um crescimento de 62% em relação ao volume de fazendas incluídas até o ano anterior, segundo informou o coordenador do programa pela secretaria, Rodrigo Puccini Venturin.

“A expansão atual é devida principalmente à expressiva adesão dos produtores do Sul de Minas, região tradicionalmente voltada para o cultivo de café”, explicou Venturin. Para participar do Minas Leite, os produtores devem fazer sua inscrição em uma das unidades da Emater-MG, vinculada à secretaria, comprovando a condição de agricultores familiares. Esses produtores têm acesso a um conjunto  de boas práticas que possibilitam o aumento de produção e a melhoria da qualidade de leite com sustentabilidade.

Segundo Venturin, os benefícios do programa se destinam aos produtores de todo o Estado, respeitando as particularidades regionais. “Além da Emater, que responde pela execução do Minas Leite, o programa conta com a participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), principalmente no desenvolvimento de pesquisas que possibilitam a indicação do gado leiteiro mais apropriado para cada uma das regiões envolvidas”, explicou o coordenador.

“É o caso do Sul de Minas, onde a  inclusão de novas propriedades leiteiras foi decisivo para a superar a meta de mil fazendas atendidas pelo programa em 2011.” Cada propriedade assistida pelo Minas Leite serve de referência para outras dez fazendas vizinhas, criando uma efeito multiplicador de boas práticas. Elas também são utilizadas como locais para realização de cursos e dias de campo.

Alta produção

Segundo o  coordenador técnico da Emater-MG em Alfenas, Marcelo Rodrigues Martins, “até 2010 havia menos de 30 propriedades integradas ao Minas Leite e, atualmente, são cerca de 100 unidades em 29 municípios da região”.  A média de produção atualmente é de 186 litros/dia por fazenda, um aumento da ordem de 20% em relação a 2010. Já a redução de custos na produção alcança 15%, como consequência principalmente da melhor utilização da ração concentrada e da utilização do pasto no período chuvoso, práticas que os extensionistas enfatizam no acompanhamento das atividades.

“Os produtores são escolhidos com rigor, porque suas propriedades passam a ser utilizadas como bancos de escola, ou referência para os demais, e atendem também aos técnicos interessados em avaliar as práticas adotadas para o aumento da produção sustentável de leite”, acrescenta Martins.

Ele ainda observa que os dias de campo do Minas Leite são muito importantes para a difusão das boas práticas de produção. “Os encontros possibilitam a troca de informações entre técnicos e produtores e a apresentação de resultados. O Minas Leite é um programa voltado principalmente para a gestão, sendo o primeiro passo o levantamento dos recursos da fazenda, depois o diagnóstico e a definição das metas”, resume. A orientação básica, na parte da alimentação, é a produção a pasto, com os animais em piequetes rotacionados para possibilitar a recuperação das áreas de pastagem.

Ao mesmo tempo, o programa recomenda princípios de economia, como a utilização dos recursos gerados na propriedade, a produção de silagem e alimentos com alto volume de fibras no próprio local para o gado consumir no período de seca. “Os produtores também recebem orientação para desenvolver o sistema integrado de lavoura, pastagem e floresta (ILPF), que possibilita o bem-estar animal, que leva ao aumento da produtividade e contribui para a diversificação da renda das fazendas.

De acordo com Martins, a Emater está buscando o apoio das cooperativas da região  para o desenvolvimento dos produtores de leite e os contatos são promissores. Ele acrescenta que  os trabalhos do Minas Leite na região Sul têm a parceria da Universidade Federal de Alfenas (Unifenas), principalmente na aplicação de conhecimentos sobre a adequação econômica e ambiental das propriedades. O trabalho tem o suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais  (Fapemig).

Liderança mineira

Minas Gerais é o maior produtor de leite do país, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produz 8,4 bilhões de litros,  representando 27,3% do total produzido no Brasil. Minas possui  7,4 milhões de fêmeas, sendo 5,4 milhões cabeças em lactação, o maior plantel do país.

Fonte: Agência Minas

Governo levará assistência técnica a 4 mil famílias de assentados em 29 municípios

Sessenta e quatro assentamentos da reforma agrária em Minas Gerais receberão assistência técnica da Emater-MG, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG). A Empresa foi uma das vencedoras da Chamada Pública aberta pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e vai atender, ao todo, 4.077 famílias em 29 municípios.

O edital, publicado pelo Incra em setembro, previa a seleção e contratação de empresas para o atendimento de 32 lotes (áreas geográficas para prestação de serviços). A Emater–MG participou do processo de seleção para dez lotes, vencendo todos. A avaliação consistiu na análise de documentação prévia, regularidade jurídica e fiscal e propostas técnicas. O resultado foi divulgado no fim de outubro. O contrato entre Emater–MG e Incra deve ser assinado ainda neste mês e os trabalhos serão iniciados em 2012.

Os assentamentos que receberão atendimento da Emater–MG pertencem às regiões Central, Norte, Triângulo Mineiro, Noroeste e Alto Paranaíba. O trabalho desenvolvido pela empresa inclui diversas ações que seguem as orientações do manual do Incra de Assistência Técnica, Social e Ambiental (Ates). Serão realizadas visitas para o diagnóstico das unidades produtivas, assistências técnicas, reuniões temáticas, encontros de planejamento, elaboração de projetos para crédito do Pronaf e organização de associações.

“A participação das famílias assentadas é um pressuposto da Metodologia Participativa de Extensão Rural para o Desenvolvimento Sustentável (Mexpar), que norteia a ação da Emater–MG. Assim, os projetos a serem desenvolvidos em cada assentamento deverão ser discutidos e definidos pelas famílias assentadas”, explica a coordenadora estadual de Reforma Agrária da Emater–MG, Márcia Campanaro.

A assistência técnica nos assentamentos será dividida em etapas. Primeiro, serão apresentadas as metas para cada assentamento e como será prestado o serviço. Em seguida, uma agenda de atividades que norteará o trabalho vai ser elaborada junto com os assentados. O próximo passo é fazer um diagnóstico do assentamento.

A partir daí, se dará o desenvolvimento das demais ações, que irão permitir a organização do assentamento e o desenvolvimento de atividades produtivas, ambientais e sociais. O replanejamento e a avaliação das ações acontecerão a cada trimestre, até o fim do contrato. Para prestar o serviço, a Emater–MG conta com uma equipe de 50 extensionistas das áreas de agropecuária e bem-estar social.

Para Márcia Campanaro, a experiência acumulada na prestação de serviços a assentamentos de reforma agrária foi um dos fatores que fizeram com que a Emater–MG tivesse todas as propostas aprovadas. Segundo ela, foi decisivo também o fato de a Empresa “contar com profissionais multidisciplinares e que estão sendo constantemente capacitados, possuir infraestrutura física e operacional para o desenvolvimento das atividades e dispor de equipe técnica específica para apoiar a elaboração de Planos de Desenvolvimento de Assentamento”.

Emater na Reforma Agrária

Em 2004, o Ministério do Desenvolvimento Agrário criou o Programa de Assistência Técnica, Social e Ambiental (Ates), que visa promover o desenvolvimento sustentável entre as famílias assentadas da reforma agrária. Desde 2005, a Emater–MG participa do programa Ates.

Para garantir atendimento de qualidade aos assentados, a Empresa criou o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural na Reforma Agrária. Atualmente, a Emater–MG presta assistência a 8.320 famílias. São 150 assentamentos assistidos em 75 municípios.

“Temos implementado processos capazes de promover o acesso dos assentados ao conhecimento e às tecnologias necessárias ao desenvolvimento dos projetos produtivos, adequados às potencialidades locais e especificidades dos grupos e comprometidos com a inclusão social e a sustentabilidade ambiental”, diz Márcia Campanaro.

A coordenadora ressalta ainda o empenho da Empresa para o fortalecimento do associativismo entre os assentados e a inserção dos produtos produzidos por eles em diferentes espaços de comercialização, possibilitando a viabilização econômica dos assentamentos.

Programa da Secretaria de Agricultura incentiva a produção de trigo em Minas

O Programa de Desenvolvimento da Competitividade da Cadeia do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), criado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), terá mais condições de atender aos seus objetivos, porque as entidades estaduais vinculadas ao agronegócio agora podem aumentar a sua participação nas ações.  O novo cenário foi criado pelo Decreto Estadual 45.756 de 7 de outubro de 2011, que oficializa o programa.

De acordo com o coordenador do Comtrigo, Lindomar Antônio Lopes, o fortalecimento da atuação das instituições vinculadas à secretaria – Emater-MGIMA e Epamig – no programa é um avanço de fundamental importância. “Além disso, o decreto amplia também as condições para a realização de parcerias com as entidades do setor privado com o objetivo de desenvolver trabalhos de apoio à cadeia do trigo no Estado”, afirma.

O principal propósito do programa é ajudar os produtores a desenvolver o cultivo do trigo durante a entressafra de outros grãos tradicionais. Segundo Lopes, “o aumento da produção desse cereal de inverno pode ser um excelente reforço à geração de emprego e de renda no campo, especialmente para o agricultor familiar”.

Lopes acrescenta que a Seapa intensificou, nos últimos anos, o trabalho para fortalecimento do setor de trigo no Estado. As ações são realizadas  com a participação da Emater-MG, IMA e Epamig e com a parceria das entidades dos produtores e indústrias. “Esse trabalho foi muito importante para a obtenção de um ajuste nas relações entre os elos da cadeia do trigo. Os agricultores trabalham atualmente com variedades de trigo predefinidas para atender às linhas de produção específicas das indústrias”, ressalta o coordenador.

Lopes diz que a oficialização do Comtrigo coincide com um momento de boas expectativas quanto à geração, em Minas Gerais, de novas tecnologias, com ênfase no desenvolvimento de cultivares de trigo adaptadas às condições de solo e clima do Estado. A Estação Avançada do Trigo da Embrapa deve iniciar atividades no próximo ano, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em parceria com a Epamig e a participação das entidades do setor.

Mais cereal de qualidade

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a dependência do Brasil em relação ao trigo importado, principalmente da Argentina, ainda é muito grande. “Por isso, é importante estimular a produção, pois inclusive no caso de um expressivo aumento da oferta, sempre haverá mercado com preço remunerador, principalmente se os produtores mineiros tiverem a preocupação de melhorar cada vez mais a qualidade do trigo”, explica.

As indústrias de trigo do Estado consomem cerca de 900 mil toneladas do cereal por ano. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção mineira de trigo alcançou 90 mil toneladas em 2011. O volume é 6% superior ao registrado no ano passado, mas ainda atende a apenas cerca 10% da demanda.

Segundo o IBGE, a região do Alto Paranaíba segue liderando a produção de trigo em Minas, com 60,7% da safra total do Estado, sendo os municípios de Perdizes, Rio Paranaíba e Romaria os maiores destaques, com safras de 15,4 mil toneladas, 9,1 mil toneladas e 7,5 mil toneladas, respectivamente.

Cenário do trigo em MG – safra 2011

Produção: 90 mil toneladas (+ 6%)

Maior produtor: Alto Paranaíba: 57,6 mil toneladas

Demanda das indústrias: 900 mil toneladas

Produção de trigo ganha reforço em Minas

O Programa de Desenvolvimento da Competitividade da Cadeia do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), criado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), terá mais condições de atender aos seus objetivos, porque as entidades estaduais vinculadas ao agronegócio agora podem aumentar a sua participação nas ações.  O novo cenário foi criado pelo Decreto Estadual 45.756 de 7 de outubro de 2011, que oficializa o programa.

De acordo com o coordenador do Comtrigo, Lindomar Antônio Lopes, o fortalecimento da atuação das instituições vinculadas à secretaria – Emater-MGIMA e Epamig – no programa é um avanço de fundamental importância. “Além disso, o decreto amplia também as condições para a realização de parcerias com as entidades do setor privado com o objetivo de desenvolver trabalhos de apoio à cadeia do trigo no Estado”, afirma.

O principal propósito do programa é ajudar os produtores a desenvolver o cultivo do trigo durante a entressafra de outros grãos tradicionais. Segundo Lopes, “o aumento da produção desse cereal de inverno pode ser um excelente reforço à geração de emprego e de renda no campo, especialmente para o agricultor familiar”.

Lopes acrescenta que a Seapa intensificou, nos últimos anos, o trabalho para fortalecimento do setor de trigo no Estado. As ações são realizadas  com a participação da Emater-MG, IMA e Epamig e com a parceria das entidades dos produtores e indústrias. “Esse trabalho foi muito importante para a obtenção de um ajuste nas relações entre os elos da cadeia do trigo. Os agricultores trabalham atualmente com variedades de trigo predefinidas para atender às linhas de produção específicas das indústrias”, ressalta o coordenador.

Lopes diz que a oficialização do Comtrigo coincide com um momento de boas expectativas quanto à geração, em Minas Gerais, de novas tecnologias, com ênfase no desenvolvimento de cultivares de trigo adaptadas às condições de solo e clima do Estado. A Estação Avançada do Trigo da Embrapa deve iniciar atividades no próximo ano, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em parceria com a Epamig e a participação das entidades do setor.

Mais cereal de qualidade

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a dependência do Brasil em relação ao trigo importado, principalmente da Argentina, ainda é muito grande. “Por isso, é importante estimular a produção, pois inclusive no caso de um expressivo aumento da oferta, sempre haverá mercado com preço remunerador, principalmente se os produtores mineiros tiverem a preocupação de melhorar cada vez mais a qualidade do trigo”, explica.

As indústrias de trigo do Estado consomem cerca de 900 mil toneladas do cereal por ano. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção mineira de trigo alcançou 90 mil toneladas em 2011. O volume é 6% superior ao registrado no ano passado, mas ainda atende a apenas cerca 10% da demanda.

Segundo o IBGE, a região do Alto Paranaíba segue liderando a produção de trigo em Minas, com 60,7% da safra total do Estado, sendo os municípios de Perdizes, Rio Paranaíba e Romaria os maiores destaques, com safras de 15,4 mil toneladas, 9,1 mil toneladas e 7,5 mil toneladas, respectivamente.

Cenário do trigo em MG – safra 2011

Produção: 90 mil toneladas (+ 6%)

Maior produtor: Alto Paranaíba: 57,6 mil toneladas

Demanda das indústrias: 900 mil toneladas

Carne de bovino confinado garante oferta em Minas Gerais

Em Minas Gerais, a carne de bovinos submetidos a confinamento começa a chegar ao mercado neste mês. Mas a produção por meio desse sistema, no Estado, prossegue até dezembro para garantir a oferta da carne de 200 mil animais durante o período de seca, segundo avaliação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

“O confinamento consiste em manter os animais em piquetes ou currais, onde recebem ração e água”, explica o coordenador estadual de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires. “Adotado em Minas Gerais há cerca de 30 anos, o sistema substitui a estocagem de carne congelada, que era mantida pelo governo federal em décadas passadas, na entressafra do boi.”

Segundo Ávila Pires, o número de bois confinados em Minas Gerais equivale a cerca de 7% do total registrado no país nas mesmas condições. “Levantamento realizado pela Emater mostra que o custo da engorda do gado confinado em Minas Gerais, no período de 70 dias, foi de R$ 70,00 por arroba, enquanto a cotação do produto no Estado está próxima de R$ 100,00 a arroba”, acrescenta.

Ávila Pires observa que as vendas atuais ajudam na recomposição da renda do produtor diante da redução do preço da carne bovina. No primeiro trimestre de 2011, a cotação do produto, no Estado, alcançou R$ 100,00 e no segundo trimestre o preço caiu por causa da grande oferta de bois. “O mercado começou a mostrar recuperação com o início do período de frio e pastos secos, um cenário marcado pela menor oferta de carne”, ressalta o coordenador.

Ele ainda observa que os pecuaristas mineiros têm a expectativa de boas condições para prosseguir com a engorda dos bois, agora com a previsão de uma safra, no Estado, de 6,4 milhões de toneladas de milho, volume cerca de 6% superior ao registrado no ano passado. Ávila Pires enfatiza que o grão responde por 80% da composição da ração para o gado confinado.

O pioneiro de Frutal

O produtor Adalberto José de Queiroz, de Frutal, no Triângulo Mineiro, está iniciando mais uma etapa do confinamento de seu gado de corte, desta vez com cerca de 12 mil cabeças, e para 2012 está programada a destinação de 40 mil animais. Um dos pioneiros do confinamento no Brasil, ele utiliza essa alternativa de manejo do gado desde 1979, ano em que o sistema foi lançado no país a partir de Minas Gerais.

No primeiro ano, Queiroz confinou apenas cem bois, com o objetivo de utilizar como alimento dos animais uma parte da cana plantada na propriedade para atender ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool). “Desistimos de participar do programa do álcool diante da falta de energia elétrica para montar uma usina e, com o início do confinamento, resolvemos o problema de utilização da cana, garantindo assim a engorda bois sem interrupção no período de pastagem escassa ou inexistente”, explica o produtor.

A experiência, segundo o pecuarista, foi bem-sucedida. No ano seguinte Queiroz aumentou o número de animais confinados para 1.000 e a escalada continua, agora com a ajuda de três filhos, todos engenheiros agrônomos, que facilitam também a agregação de tecnologia a outros segmentos da produção da fazenda.

De acordo com Queiroz, “o custo-benefício do confinamento mostra que esta é uma boa alternativa principalmente para os criadores que podem produzir em escala, isto é, trabalhar com a engorda de um grande volume de animais para obter renda inclusive nos períodos de baixa cotação da carne”.

Produção familiar

Pecuaristas que dispõem de pequenos rebanhos também estão adotando o sistema de confinamento dos animais com a perspectiva de obter renda para expandir a atividade e melhorar a renda. É o caso de Emílio Giaretta, que introduziu o sistema em 2011 na Fazenda dos Martins, localizada em Córrego do Gordura, no município de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. De acordo com Daniel Marçal, filho do proprietário, desde junho um lote de 70 animais resultantes de cruzamento entre Nelore e Gir recebe no curral a silagem produzida na propriedade de acordo com uma programação que deverá possibilitar o acréscimo de quatro arrobas por animal no período de até 60 dias.

Daniel diz que o custo de produção é mantido sob controle porque uma parte dos componentes da ração é produzida na propriedade. “A arroba do boi gordo na região tem a cotação média de R$ 95,00, sendo o custo de produção da ordem de R$ 60,00”, explica. Segundo o pecuarista, a fazenda ainda conta com um lote de 60 animais que já estão na agenda para serem confinados em 2012.

Pecuária forte

Minas Gerais, segundo maior rebanho bovino do país, atrás do Mato Grosso, tem 22,4 milhões de cabeças ou 10,9% do total brasileiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa para este ano é de uma produção de 1 milhão de toneladas de carne bovina no Estado, em função do abate anual de 20% do rebanho, de acordo com cálculos de Ávila Pires.

Cultivo consorciado cresceu 80% desde 2008 em Minas

O número de propriedades rurais mineiras que aderiram à Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) cresceu 80% desde 2008, quando o sistema foi lançado no Estado. Segundo osecretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Elmiro Nascimento, “nas 442 propriedades já incluídas predominam as práticas recomendadas pela Conferência de Copenhague, realizada em março de 2010, quando o governo brasileiro assumiu o compromisso de implantar, nesta década, a produção consorciada em 4 milhões de hectares, entre outras iniciativas para reduzir os efeitos da emissão de carbono”.

O sistema ILPF consiste na concentração, na mesma área, do cultivo de grãos, fibras, madeira, carne, leite e desenvolvimento da agroenergia. Os produtores que aderem às práticas recebem da Seapa, por meio da vinculadaEmater-MG, um pacote tecnológico (calcário, adubos, sementes de milho e braquiária), em volumes de acordo com a demanda definida pelo extensionista local para cada projeto. De posse dos insumos e contando com a orientação do extensionista, os agricultores têm condições de iniciar a produção consorciada.

De acordo com o secretário, os números relativos à expansão das unidades de cultivo consorciado em Minas Gerais mostram que a adoção do sistema, além de contribuir para o combate ao aquecimento global, garante resultados satisfatórios para os produtores. “A integração dá ao agricultor mais condições para aumentar a renda e fazer melhorias na propriedade”, acrescenta.

As atividades produtivas das propriedades mineiras incluídas no sistema ILPF são desenvolvidas em áreas constituídas principalmente por pastagens degradadas. De acordo com Nascimento, “este aspecto é muito importante se considerarmos que Minas Gerais tem aproximadamente 25 milhões de hectares de pastagem e cerca de 50% apresentam algum grau de degradação.” Ele observa que o cultivo de diversas espécies vegetais e a criação de bovinos, de forma integrada, possibilitam maior produção por área com sustentabilidade. O secretário ainda diz que o sistema possibilita a renovação do solo, o aproveitamento de adubação e dos resíduos da lavoura.

Segundo o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário e da Silvicultura da Seapa, Guilherme Mendes, as  propriedades que aderem ao sistema são reconhecidas como Unidades Demonstrativas (UDs) de integração e utilizadas como vitrines tecnológicas para pesquisadores, extensionistas e agricultores acompanharem o desenvolvimento do sistema. “O acompanhamento dessas unidades é tarefa dos técnicos da Emater-MG presentes em 804 dos 853 municípios do Estado. Eles orientam os produtores em todas as etapas da integração desde a busca do financiamento específico para as atividades”, enfatiza.

Mendes ainda observa que o trabalho dos extensionistas inclui a elaboração de projetos e assistência técnica em ILPF, além da realização de eventos, como dias de campo, palestras e outros. “Em todas as oportunidades os técnicos ressaltam a importância da preservação ambiental nos projetos de integração”, explica.

Diversificação da renda

Introduzido no município de Coronel Xavier Chaves, no Campo das Vertentes, em 2009, o sistema ILPF alcançou naquele ano 4 hectares e agora é desenvolvido em 30 hectares, informa o extensionista local Leonardo Calsavara. Ele acredita que o cultivo consorciado pode ajudar a melhorar o cenário da produção no município porque diversifica a renda dos agricultores. “É uma alternativa economicamente viável, socialmente correta e ambientalmente sustentável para o agricultor, que não fica restrito a uma única cultura”, explica.

Uma unidade de ILPF foi criada na Chácara das Gabirobas, onde quatro hectares são utilizados para o plantio direto de milho para silagem, pastagem e eucalipto para produzir mourão, carvão, poste e toras destinadas a serraria. De acordo com o Calsavara, o sistema foi implantado pela Emater, em parceria com a Embrapa Gado de Leite e financiamento da Fundação Bunte.

O agricultor familiar Vanderlei dos Reis Souza, proprietário da chácara, informa que atualmente a área de pastagem ocupa 4,5 hectares e resiste bem ao período de seca porque tem a proteção da sombra das árvores, que garante conforto térmico aos vinte animais da propriedade. “No inverno, as árvores fazem uma barreira natural que reduz a incidência de ventos frios diretamente nos animais”, acrescenta o produtor.

Além disso, de acordo com Souza, o sistema de ILPF possibilita a produção ininterrupta de alimento para o gado na Chácara Gabirobas. Para este ano está prevista uma produção de silagem superior às 40 toneladas obtidas na propriedade em 2010. O cultivo de eucalipto ocupa 8,5 hectares, sendo que em meio hectare a madeira já pode ser retirada. “Uma parte da madeira pode ser vendida para ser utilizada como escora em obras e outra parte será utilizada na propriedade”, informa o produtor.

Os produtores interessados em aderir ao sistema de ILPF devem procurar a unidade da Emater-MG em seu município.

Epamig realiza dia de campo sobre cultivo de limão Tahiti em Mocambinho

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realizará, nesta quarta-feira (29), dia de campo sobre a cultura da lima ácida Tahiti (limão Tahiti), na Fazenda Experimental da empresa, em Mocambinho, município de Jaíba, no Norte do Estado.

Palestras direcionadas a produtores rurais, técnicos e demais interessados vão abordar o cultivo em altas densidades, adubação da limeira com nitrogênio e potássio, irrigação, pragas e doenças. Os participantes também poderão conhecer os experimentos conduzidos pela Epamig em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Fazenda de Mocambinho, desde 2009, como porta-enxertos da lima ácida Tahiti e cultivar IAC-5 (Citrus latifolia Tanaka).

A região Norte é a principal produtora de limão Tahiti do Estado. Zilton Camilo do Carmo, gerente da Fazenda Experimental de Mocambinho, diz que nos últimos quatros anos essa cultura se consolidou no Jaíba. “Com mais de 2.500 hectares de área plantada, o Jaíba está exportando para a Europa”, informa. A produção também é distribuída no mercado interno, sobretudo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Estados do Nordeste.

O dia de campo lima ácida Tahiti é realizado em parceria com a UFV, Emater-MG e Embrapa Mandioca e Fruticultura. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento.