• Agenda

    setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30  
  • Categoria

  • Arquivo

  • Blog Aécio Neves

  • Anúncios

Pimenta: Dilma tentou fazer o mineiro de bobo

Pimenta da Veiga diz que a presidente Dilma tentou transferir ao governo estadual a responsabilidade pela não realização da obra.

Eleições em Minas

Fonte:  Pimenta45

Pimenta da Veiga afirma que Dilma tenta fazer mineiro de bobo

Candidato a governador diz também que descaso do governo federal é o que impede realização da obra do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Ao reafirmar o compromisso de lutar pela expansão do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o candidato ao Governo de Minas Pimenta da Veiga disse, nesta quinta-feira (21/08), na Capital, que a presidente Dilma Rousseff tentou “fazer o mineiro de bobo” quando, novamente, buscou transferir ao governo estadual a responsabilidade pela não realização da obra. “Eu me surpreendo com a presidente da República vir aqui para faltar com a verdade com os mineiros. É grave, porque o metrô sempre foi de responsabilidade do governo federal. Fico sempre muito incomodado quando tentam fazer o mineiro de bobo. Acho que bobo é quem acha que o mineiro é tolo”, lamentou.

Para Pimenta da Veiga, a decisão do governo federal de não construir sequer um metro de metrô em Belo Horizonte no decorrer de longos 12 anos confirma o descaso dos petistas comMinas Gerais. Ele lembrou que depois de inúmeras tentativas frustradas de negociação, o Governo do Estado, ciente da necessidade de acelerar o processo, tomou a frente das negociações.

Mas foi só em abril de 2013 que o Governo de Minas conseguiu assinar convênio, tomando para si a responsabilidade de elaboração do projeto de engenharia. O projeto foi concluído e entregue à União em maio deste ano, rigorosamente no prazo estabelecido pela Caixa Econômica Federal. A instituição solicitou, então, detalhamento de parte dos orçamentos apresentados, o que está sendo feito pelos técnicos do governo mineiro.

“A pergunta é a seguinte: por que nos 12 anos anteriores não foi feito o metrô? Não foi feito o projeto pelo próprio governo federal?”, questiona Pimenta. Ele lembra que a última ampliação do metrô em Belo Horizonte foi feita pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Quando nós (governo federal do PSDB) fizemos o metrô não ficamos pedindo para ninguém fazer o projeto. O governo federal queria fazer, então fez o projeto e fez o metrô. Agora, este governo do PT não quis fazer o metrô e ficou buscando argumentos para não fazer”, defendeu.

 Pimenta disse mais: “A linha 2 do Barreiro tem projeto pronto há muitos anos. Se ela (presidente Dilma) quisesse ter construído, poderia ter construído, pelo menos, essa linha”.Pimenta destacou também a importância da vitória do candidato Aécio Neves nas eleições presidenciais para que, juntos, possam garantir a tão sonhada e necessária ampliação do metrô.

Diminuir distâncias

Pimenta da Veiga fez as declarações depois de reunião com sua equipe de campanha. Na entrevista, ele ressaltou o compromisso de fazer mais investimentos do Estado nas regiões mais pobres, como o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri, com objetivo de reduzir ainda mais as desigualdades sociais em Minas. “O aumento do IDH foi muito expressivo (nos últimos anos) e nós queremos fazer (com) que essa diferença seja cada vez menor”, lembrou.

Pimenta da Veiga destacou que a estratégia de ouvir o cidadão para a elaboração do Plano de Governo está dando bons resultados. “Recentemente, ouvi uma sugestão de um mineiro que já adotamos no nosso programa. Nos primeiros dias de Governo vou enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa determinando que todas as novas escolas construídas estejam preparadas para o ensino em tempo integral. Por isso é que é bom andar pelo Estado, conversar com as pessoas”, destacou.

Anúncios

Pimenta abre redes sociais para identificar propostas

Pimenta abriu as mídias digitais para coletar sugestões de cidadãos interessados em participar da construção de sua plataforma política.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Canal aberto para eleitor na internet

Campanha de Pimenta da Veiga ao governo do estado vai usar redes sociais para ouvir sugestões e expectativas dos mineiros

O candidato do PSDB ao governo de MinasPimenta da Veiga, abriu ontem as mídias digitais para coletar sugestões dos cidadãos interessados em participar da construção de sua plataforma política. Pelo site oficial, aplicativo para smartphones e pelo Facebook, por meio do qual serão organizados fóruns temáticos ao longo de agosto, os eleitores poderão encaminhar as suas expectativas.

“Estamos iniciando um processo técnico de ouvir toda a população. É por isso que eu tenho viajado tanto, ouvido tanto e estimulado as pessoas para que participem conosco, e também porque eu considero que governar é delegar”, declarou. Segundo Pimenta, o plano de governo não é uma “peça publicitária”, mas será um “roteiro” a ser seguido caso eleito. “As prioridades quem define é a população”, afirmou, agendando para 8 de setembro o lançamento oficial do documento.

O plano de governo do tucano será coordenado por Paulo Paiva, professor da Fundação Dom Cabral e ex-ministro do Trabalho e do Planejamento e Orçamento no governo deFernando Henrique Cardoso e pelo advogado e gestor público Thiago Bregunci. De acordo com o candidato, uma rede de colaboradores e especialistas de áreas consideradas prioritárias, entre eles professores, médicos, engenheiros e economistas, participarão na estruturação das áreas temáticas.

Para Paulo Paiva as sugestões indicadas pelos eleitores precisarão ser transformadas em como fazer. “Acho que esse vai ser o trabalho de quem está coordenando o plano de governo”, assinalou. “O nosso desafio nessa equipe é tentar conciliar os sonhos de todos os mineiros com os princípios e a competência do nosso futuro governador”, acrescentou o ex-ministro.

Ao lado do candidato ao Senado Antonio Anastasia (PSDB) e do seu vice, Dinis Pinheiro(PP), Pimenta elegeu o que chamou de “dois propulsores” do estado: “São muitos nítidos. Um é a infraestrutura e outro é uma verdadeira revolução que pretendemos fazer na educação”, prometeu. Ele apontou ainda a diversificação e dinamização da economia do estado e os investimentos sociais na saúde e na segurança pública como estruturadores de seu projeto. “Podemos dizer que vai ser um governo moderno, que vai aproveitar tudo que foi feito, que vai avançar muito”, disse o tucano.

CRESCIMENTO Em crítica à condução da política econômica pelo governo Dilma Rousseff,Paulo Paiva afirmou que Minas Gerais sofre os efeitos negativos do que chamou de “uma taxa de juros muito alta, uma inflação muito alta e um crescimento baixo”. Segundo ele, o Brasil precisa crescer e não aumentar tributos, que considerou, já serem elevados. “Quase 40% do que se produz nesse país é arrecadado pelo governo e 70% disso vai para o governo federal”, sustentou. “Esse, eu acho que é o principal desafio, que transcende a Minas Gerais, mas é fundamental indicá-lo”, acrescentou.

Eleições: Aécio e Alckmin reforçam união por um novo Brasil

Tucanos defenderam o valor da união na construção de um novo projeto para o Brasil e ampliação das conquistas dos governos tucanos em SP.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio e Alckmin reforçam união em defesa de um novo projeto para o Brasil

O presidente nacional e candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, e o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, reforçaram neste domingo (29/06) o valor da união na construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil e de ampliação das conquistas dos governos tucanos em São Paulo.

Aécio esteve com o governador de São Paulo na convenção estadual do PSDB, realizada na capital paulista. Ao lado das principais lideranças do partido, como o ex-governador José Serra e o líder no SenadoAloysio Nunes, o candidato a presidente elogiou a gestão de Alckmin a frente do Palácio dos Bandeirantes.

“São Paulo oferece aos brasileiros o mais qualificado governador de nossa história recente. Homem público exemplar, cuja liderança e apoio a nossa candidatura, incontestável em suas manifestações, haverá de inspirar os paulistas e de orientar o apoio de muitos brasileiros”, disse Aécio Neves durante discurso.

O candidato a presidente afirmou ainda que as administrações do PSDB no estado são um exemplo a ser seguido por outros gestores públicos. Aécio disse também que São Paulo será decisivo na eleição presidencial.

“Aqui está se decidindo não apenas o futuro de São Paulo, mas também o futuro do Brasil. É daqui, do vigor do trabalhador paulista e dos exemplos de administrações sérias e responsáveis como foram as de Franco MontoroMário CovasJosé Serra e é de Geraldo Alckmin que políticos de todos o Brasil hão de se inspirar para resgatar a relação perdida entre representantes e representados”, destacou.

Aécio Neves voltou a defender mais recursos federais para estados e municípios. A defesa da Federação é uma bandeira antiga do PSDB e foi renovada durante encontro político realizado ano passado, em Poços de Caldas (MG), com a presença de várias lideranças nacionais, como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Queremos resgatar no plano federal a capacidade de construirmos um novo projeto, generoso com a Federação, permitindo que possa haver financiamento adequado à saúde pública, que vem diminuindo nos 11 anos de PT, e para que possamos estabelecer no Brasil uma efetiva política nacional de segurança, no lugar da criminosa omissão do governo federal em um tema tão urgente a todos os brasileiros”, criticou Aécio.

Alckmin

Lançado como candidato do PSDB à reeleição ao governo estadual, o governador Geraldo Alckmin iniciou seu discurso na convenção destacando a trajetória de Aécio Neves na vida pública.

Aécio encarna a esperança de mudança duradoura para a vida do país. Hábil negociador, democrata, líder natural, Aécio simboliza o que há de melhor na política brasileira e o que há de mais eficiente na defesa do interesse público. Estamos todos juntos, Aécio, nesta caminhada em que o grande vencedor será o povo brasileiro”, afirmou Alckmin.

Em seu discurso, Alckmin disse que inicia a campanha pela reeleição com muita tranquilidade, porque a gestão do PSDB em São Paulo é aprovada continuamente pela população. “Estamos tranquilos, porque somos um time testado e aprovado de quatro em quatro anos. São Paulo não quer esperteza nem arrogância”, afirmou, em um recado claro aos adversários.

O governador também criticou o improviso da gestão em governos petistas. “Não existe atalho nem jeitinho da vida pública. Foi sem atalho que chegamos até aqui. Nosso legado está aí para quem quiser ver. Nós da social democracia servimos para melhorar a vida das pessoas. O que temos a oferecer é o nosso trabalho e a nossa história”, ressaltou Alckmin.

2014: FHC e Alckmin defendem candidatura de Aécio em Poços de Caldas

2014: FHC e Alckmin defenderam pela primeira vez publicamente que o senador Aécio seja o candidato do PSDB na disputa presidencial.

2014: Aécio Neves presidente

Fonte: Folha de S.Paulo

FHC e aliados de Serra declaram apoio a Aécio para a Presidência

Alckmin pede para senador mineiro ‘servir ao povo brasileiro’ 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São PauloGeraldo Alckmin, defenderam ontem pela primeira vez publicamente que o senador mineiro Aécio Neves seja o candidato do PSDB na disputa pela presidencial de 2014.

“Chegou o momento, Aécio, de assumir a responsabilidade. A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou injusto. É o momento, e o momento é seu”, disse Fernando Henrique em encontro do PSDB em Poços de Caldas (MG).

Nos bastidores, ele já vinha orientando Aécio a se portar como candidato, mas essa foi a primeira vez que o tucano defendeu a candidatura do mineiro em evento público.

“É a esperança que nos traz hoje, Aécio, aqui a Minas, para dizer a você: percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro. […] Com a sua juventude, a sua experiência, sua competência para servir ao povo brasileiro”, disse Alckmin.

O paulista é do mesmo Estado que o ex-governador José Serra, que insiste no desejo de ser o candidato indicado pelo PSDB para disputar a Presidência e tem percorrido o país numa tentativa manter seu nome na disputa.

Além de Alckmin e FHC, também defenderam abertamente a candidatura de Aécio o senador Aloysio Nunes (SP), aliado histórico de Serra, o governador Antonio Anastasia (MG) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

“Ouvir aqui o que ouvi do governador Geraldo Alckmin na verdade só me faz dizer de forma absolutamente clara: o PSDB está pronto no ano que vem para apresentar ao Brasil uma nova proposta”, disse Aécio.

PSDB realizou ontem na cidade mineira o encontro partidário “Federação Já, Poços de Caldas +30“, com críticas à concentração de receitas na União e em defesa da “autonomia e fortalecimento” de Estados e municípios.

O encontro também fez homenagem aos 30 anos da Declaração de Poços de Caldas, documento assinado pelos então governadores Tancredo Neves (MG) e Franco Montoro (SP), no qual se comprometeram com a campanha pelas eleições diretas para presidente.

(PATRÍCIA BRITTO E MARINA DIAS)

Aecio: 2014 – senador discute nova agenda para o PSDB

Aecio: 2014 – senador discute com FHC renovação do PSDB e fortalecimento do partido para as eleições presidenciais.

Aecio: 2014

Aécio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

\"

Fonte: O Tempo

Aecio discute a renovação do PSDB com ex-presidente

São Paulo. Potencial candidato do PSDB à Presidência em 2014, o senador Aecio Neves desembarcou em São Paulo, anteontem, logo depois da derrota do tucano na disputa pela Prefeitura de São Paulo, para discutir a renovação do partido.

Aecio não participou da campanha de Serra no horário eleitoral na TV nem de atividades de rua. Segundo tucanos, o próprio grupo de Serra dispensou a presença de Aecio, com quem disputa poder dentro e fora do partido. Sobre sua ausência durante a campanha paulistana, Aecio disse: “Tenho consciência das minhas limitações em São Paulo”.

O senador esteve em São Paulo para uma reunião com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o objetivo de avaliar a saúde da oposição após as eleições municipais.

Além de discutir a necessidade de adoção de uma nova agenda para o PSDB, os dois fizeram um balanço dos resultados eleitorais em busca de um discurso que mitigue o impacto da vitória de Fernando Haddad na capital paulista.

A eleição de Artur Virgílio em Manaus, de ACM Neto em Salvador e de Jonas Donizete (PSB) em Campinas (SP) são apontados como paliativos para a oposição. Aecio pediu votos para esses três candidatos.

“O resultado superou nossas expectativas”, disse Aecio, ao fazer a análise do desempenho do PT, que perdeu em outras capitais do Brasil, Aecio afirmou que, à exceção de SP, “o PT caminha de forma célere para os grotões”. Segundo ele, um roteiro típico dos partidos tradicionais.

“Não há partido hegemônico. No PSDB, não nos incomodamos tanto com o crescimento do PSB, que parece incomodar o PT”, disse o senador.

Em São Paulo, ele também visitou o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, que se recupera de cirurgia. Apesar dos elogios públicos ao candidato derrotado pelo PSDB, Aecio falou com Serra apenas pelo telefone.

Em toda a sua história, o PSDB lançou apenas três nomes – Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra – como candidatos nas eleições majoritárias de São Paulo, se considerados apenas o governo estadual e a Prefeitura da capital – exceção feita a Fábio Feldman, que disputou a prefeitura em 1992. “Diante de tal cenário, 2012 não era o momento de o partido lançar novas lideranças na cidade, com o objetivo de, no mínimo, oxigenar-se?”, questiona o cientista político e professor do Insper Humberto Dantas.

Eduardo Campos pede paz e adia debate de 2014

Recife. Após sair como um dos principais vencedores da eleição municipal deste ano, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, procurou dar sinais de distensão ao PT.

Em Olinda, o socialista falou em “desmontar o palanque” e em “paz política”, reafirmando a condição de aliado da presidente Dilma Rousseff. Ele não deixou de citar a “força política” da sigla que lidera ? que, segundo ele, deve ser usada para “aquilo que interessa ao país, a paz política”..

No caso do PSB, o exercício da “paz política” implica apoio a gestões de PT e PSDB pelo país. Como a de Fernando Haddad (PT), vencedor na capital paulista, e a do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que ajudou a eleger Jonas Donizette (PSB) em Campinas.

Apesar do tom cordial, Campos criticou candidatos que tomaram posse “de véspera”. “A discussão sobre 2014 deve ficar para o tempo certo. Assistimos, nestas eleições gente que tomou posse na véspera e foi desmentida nas urnas”.

Aecio: 2014 – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=214746,OTE&IdCanal=1

Entrevista do senador Aécio Neves a rádio Itatiaia: encontro entre os ex-presidentes FHC e Luiz Inácio Lula da Silva

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves considerou uma demonstração de maturidade política do Brasil a visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez, nessa terça-feira (27/03), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de um tratamento contra um câncer. Para o senador Aécio, o gesto de solidariedade de Fernando Henrique representa o desejo dos brasileiros de que Lula se recupere.Aécio Neves frisou que os embates numa democracia devem se dar no campo político e não em questões pessoais. O senador lembrou ainda que ele próprio telefonou ao ex-presidente, recentemente, desejando-lhe rápido restabelecimento e ressaltou que, mesmo divergindo de Lula politicamente e discordando de determinadas ações de seu governo, considera-o um amigo e reconhece o papel que ele teve para a democracia brasileiraSenador Aécio, o que representa esse encontro entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique?

Na verdade, um gesto de cidadania. Um gesto que demonstra a maturidade política do Brasil. Enquanto assistimos diariamente o combate pequeno, rasteiro, de ataques pessoais, acusações de toda ordem, assistimos ao gesto de um estadista em homenagem a outro estadista. Almocei na segunda-feira com o presidente Fernando Henrique, quando ele nos disse que estaria com o ex-presidente Lula nesta terça-feira, e ele próprio estava muito emocionado. Em determinados momentos, temos que nos despir da nossa condição de líderes partidários ou mesmo de representantes de determinados projetos para sermos aquilo que essencialmente somos, seres humanos.  Capazes de, sinceramente, demonstrarmos solidariedade. E essa solidariedade demonstrada pelo ex-presidente Fernando Henrique pessoalmente é de todos nós, que queremos o ex-presidente Lula em plenas condições de saúde para que possamos, valorizando a democracia, enfrentarmos e travarmos os embates sempre no campo político, jamais no campo pessoal. Portanto, Fernando Henrique, com esse gesto, representa o sentimento de todos nós, do PSDB.

O senhor também já falou com o ex-presidente Lula?

Falei com o ex-presidente Lula e tenho por ele um respeito enorme. Temos uma relação de amizade construída ao longo de 20 anos de militância política. E tenho uma característica, que talvez seja também a do presidente Lula, eu não considero alguém, por estar apenas em outro campo político, meu inimigo. Ao contrário, o ex-presidente Lula tem todas as virtudes, por isso governou o País. Posso discordar de ações do seu governo, mas jamais deixarei de considerar e de respeitar o papel extremamente relevante que ele teve na construção da democracia no Brasil.

Aécio oposição: “Qual é o PT de verdade?

Gestão Pública, Gestão do PT deficiente

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

O PT e as privatizações

Toda mudança para melhor deve ser saudada. Por isso, devemos reconhecer como positiva, ainda que com o atraso de uma década, a privatização dos aeroportos.

Porém, uma pergunta é inevitável: por que, afinal, esperamos tanto? O governo, por inércia, permitiu que se instalasse o caos nos aeroportos e só reagiu diante da aproximação da Copa, alimentando a ideia de que só age sob pressão e tem na improvisação uma de suas marcas.

Talvez isso explique terem privatizado sem exigir garantias mínimas compatíveis com operações desse porte. Pouco parece importar se há entre os vencedores crônicos inadimplentes em outros mercados ou mesmo quem não tivesse condições de conseguir financiamento junto ao mesmo BNDES, em operação de muito menor porte.

Privatizaram fingindo não privatizar e ignoraram a oportunidade de buscar contrapartidas óbvias que pudessem garantir, em um mesmo lote, a modernização de aeroportos mais e menos rentáveis. Prevaleceu a lógica do maior ágio e do interesse comercial dos grupos privados em detrimento das populações de regiões onde os investimentos serão menos atrativos.

Por tudo isso, é desleal o ataque histriônico do PT às privatizações do governo FHC. Desleal porque em nenhum momento o programa de concessões ou privatizações foi interrompido. São as leis brasileiras que obrigam o uso de concessões em determinados serviços e não a ideologia petista, como tentam fazer crer, em risível contorcionismo verbal, alguns líderes do partido.

No governo FHC também foram feitas concessões como na área de energia elétrica. Da mesma forma que nos aeroportos, ao final do prazo de outorga os ativos retornarão à União. Aliás, é exatamente o que se discute agora -a renovação ou não de outorgas concedidas naquele período.

O episódio da privatização dos aeroportos, no qual serão usados recursos públicos do BNDES e dos fundos de pensão, prática demonizada pelo PT, que neles via um mero instrumento de financiamento do lucro privado, traz à tona uma outra indagação cada vez mais comum entre os brasileiros: afinal, o que pensa e qual é o PT de verdade? O do discurso ou o da realidade? O que lutou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer e o Plano Real ou o que os elogia hoje?

O PT dos paladinos da ética ou o do recorde de ministros derrubados por desvios? O que ataca as privatizações ou o que as realiza? O que, na oposição, defende de forma indiscriminada todo tipo de greve ou o que, no governo, reage a elas?

No mais, vale registrar: a insistência do PT em comparar modelos de privatização é bem vinda. Até porque não deixa de ser divertido ouvir o PT discutir quem privatiza melhor.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.