• Agenda

    setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30  
  • Categoria

  • Arquivo

  • Blog Aécio Neves

  • Anúncios

No país da burocracia, artigo de Antonio Anastasia

Senador Antonio Anastasia diz que burocracia é uma porta em que temos que atravessar. Ela inviabiliza e impede o país de crescer.

Quanto tempo não perdemos no Brasil com processos desnecessários e ultrapassados?!

Fonte: PSDB

A burocracia é, hoje, a porta que temos de atravessar, diz Anastasia. Reprodução.

A burocracia é, hoje, a porta que temos de atravessar, diz Anastasia. Reprodução.

Vontade de mudar o rumo da história, de acreditar que a vida da gente pode, sim, ser um mundo fantástico, desses de livro. Uma fantasia. Um mundo que Alice quis conhecer.

Tomando uma poção mágica, Alice, de Lewis Carroll, que acaba de completar 150 anos de publicação, acredita em um outro mundo. E para isso diminuiu seu tamanho. Quis entrar pela porta pequena. Tomo emprestadas as metáforas.

Ao contrário, hoje, temos que nos transformar em “gigantes” para entrar por uma, duas, três portas. Vivemos o inverso do mundo de Alice. Não um sonho, um pesadelo.

A burocracia é, hoje, a porta que temos de atravessar. Ela inviabiliza, dificulta, paralisa, impede-nos de crescer. Ao invés de gatos, chapeleiros, relógios, cartas, temos papéis e exigências, xerox, cópias, firmas reconhecidas, cartórios, filas, senhas…

Um mundo sem cor, sem graça, carimbado por avalistas, recheado de fiadores. Certidão de nascimento, de casamento, de separação e de bons antecedentes. Nada consta do Tribunal de Justiça. Do Tribunal Regional Federal. Do TRT, TST, TRE, TSE, STM, CNJ, no Superior Tribunal de Justiça. E do Supremo também.

Título de eleitor. Comprovante de votação nas últimas cinco eleições. Carteira de Trabalho, de motorista, de Identidade. Número de PIS. PASEP. Passaporte. Cópia. Autentica. Comprovante de endereço? Só luz ou água. Fotos 3 x 4. Camisa preta. Fundo branco. Sem sorrir…

O coelho que atrai Alice lembra que o tempo urge. Mas quanto tempo não perdemos no Brasil com processos desnecessários e ultrapassados?!

A realidade

Vivemos uma burocracia negativa e exagerada, que atrapalha a vida nacional. O país da burocracia e do papel. Do carimbo e da autenticação. Herança dos tempos da Coroa portuguesa que, infelizmente, permanece incrustada na administração pública brasileira até hoje.

Colocamos em um altar a ‘papelada’, na linguagem singela do nosso cidadão comum. Isso tornou-se um tormento. Gera atraso, aborrecimento, prejuízos para os cidadãos e para o país.

Tivemos em determinado momento esforços importantes com a figura do ministro Hélio Beltrão para um processo de desburocratização. Passado tanto tempo ainda não conseguimos incutir na sociedade, especialmente nas áreas governamentais, o gosto pela simplicidade. Tudo é complicado e exige confirmações infindáveis. Não temos confiança nas relações entre governo e o cidadão

Enquanto não superarmos isso, na busca de uma administração pública mais enxuta, mais leve e mais simples, dificilmente poderemos avançar. Mudar essa realidade não pode ser um sonho ou uma quimera. Não podemos mais aceitar que a porta emperrada nos impeça de prosseguir.

Simplificar, desburocratizar, tirar as amarras, verdadeiros nós górdios, é dever do Estado que pretende ser eficiente, catalisador do crescimento. É um esforço que se faz urgente. Para o bem de nossas empresas, de nossa economia, de nossos trabalhadores, de nossa qualidade de vida e da nossa paciência.

O tempo urge. “Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu”, o Chapeleiro falou, “não usaria a palavra desperdício para se referir a ele. Ele não é qualquer um”. Siga o coelho branco.

Leia mais

Anúncios

Dilma sofre derrota na Câmara. Foi apenas a primeira…

Após ser reeleita, Dilma sofre a primeira grande derrota na Câmara que pode ser o prenúncio do que vai encontrar pela frente.

Decreto 8.243/2014 criaria a Política Nacional de Participação Social

Fonte: O Globo 

Câmara derruba decreto de Dilma que regulamenta os conselhos populares

Governo tentou obstruir votação, mas não conseguiu. Proposta ainda precisa ser aprovada no Senado

A Câmara aprovou na noite desta terça-feira a proposta que susta o decreto da presidente Dilma Rousseff que regulamenta os conselhos populares. Tendo em mãos a promessa da oposição de obstrução das votações da Câmara enquanto não fosse votada a matéria, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou a sessão extraordinária para votá-la, contrariando o governo federal. Tentando evitar o pior, o governo obstruiu o processo de votação para tentar inviabilizar derrubada, mas não conseguiu.

Henrique Alves fez questão de conduzir com mãos de ferro a votação, cobrando pressa nas manifestações e encaminhamentos dos líderes contrários à medida. Agora, a derrubada do conselhos ainda terá que ser votada pelo Senado.

— Essa derrota é educativa. É para mostrar que o discursos do diálogo, de conversa com o Congresso Nacional, não pode ficar só na teoria, tem que acontecer na prática — afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Nos bastidores, líderes aliados atribuíram a atitude do presidente da Câmara à derrota sofrida no último domingo, quando perdeu a eleição para o governo do Rio Grande do Norte com a ajuda dada pelo PT e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu adversário, Robinson Faria (PSD). Uma das expressões mais repetidas no dia em conversas reservadas, para classificar a atitude de Henrique, foi que ele voltou para a Câmara, “com sangue nos olhos” e sem dar espaço para conversas ao líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), que queria evitar a votação do decreto.

Henrique negou que tenha agido em retaliação ao que aconteceu na eleição. Disse que há três meses ele tinha avisado que a votação do decreto era uma de suas prioridades e apenas estava cumprindo a promessa. Ele sustentou que a oposição deixou claro que não votaria nada antes da votação do decreto.

— Se eu aceitar passivo, essa Casa não vota mais nada até o final do ano. Essa questão tem que ser decidida no voto. Quem tiver votos para ganhar, parabéns. Quem não vencer, tem que respeitar o resultado. Como presidente eu já disse, há três meses, que o decreto seria uma pauta prioritária — disse o presidente da Casa antes da votação, negando a retaliação ao PT. — Seria desinformação, que se pensasse assim. Há três meses tenho incluído o decreto como item prioritário na pauta.

Mesmo ciente de que seria derrotado, o governo não quis abrir mão e retirar o decreto do Congresso Nacional, o que evitaria a derrota em plenário. Há três meses, antes do início da campanha eleitoral, Henrique Alves sugeriu que a presidente Dilma Rousseff retirasse o decreto e mandasse a proposta por meio de projeto-lei com a medida. O governo não aceitou. Segundo aliados, o governo não queria mostrar fraqueza. A mesma proposta foi feita por aliados depois da eleição já ganha por Dilma, mas o governo continuou irredutível.

Mais cedo, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS) disse que os que querem derrubar o decreto de Dilma deveriam garantir o quórum na votação. A oposição, com a ajuda de partidos da base aliada, entre eles o PMDB, conseguiu aprovar a urgência do decreto. Na votação desta terça, é necessária a presença de pelo menos 257 deputados em plenário. O decreto é aprovado por maioria simples.

— Se eles (oposição) querem derrubar o decreto, que coloquem o número de votos necessários — disse Fontana.

O decreto 8.243/2014, da presidente Dilma Rousseff, cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e diz que o objetivo é “consolidar a participação social como método de governo” que determina aos órgãos governamentais, inclusive as agências de serviços públicos, promover consultas populares.

Na prática, a proposta obriga órgãos da administração direta e indireta a criarem estruturas departicipação social. O decreto lista nove tipos de estruturas que devem ser utilizadas: conselhos de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública; e ambiente virtual de participação social.

Pimenta vai combater os gargalos deixados pelo governo petista em Minas

Pimenta da Veiga: “Temos de apoiar fortemente a atividade empresarial, que é geradora de emprego e renda”.

Eleições 2014

Fonte: Pimenta 45

Pimenta: falta de apoio federal afetou atividade econômica e segurança no interior de Minas

Atração de empresas e impulso ao desenvolvimento serão marcas do candidato, que aposta ainda em mais obras, saúde e mais policiamento

O candidato a governador pela Coligação Todos por MinasPimenta da Veiga, afirmou, nesta quinta-feira (18/09), que irá combater os gargalos que a má administração petista no governo federal deixou no Estado. Durante visita às cidades de Ubá e Manhuaçu, na Zona da Mata, e Caratinga, no Rio Doce, Pimenta criticou a falta de atuação federal, nos últimos 12 anos, em diversas questões, como o desenvolvimento econômicoinfraestrutura e a segurança pública em Minas.

“Temos de apoiar fortemente a atividade empresarial, que é geradora de emprego e renda. Ubá é um exemplo: tem um polo moveleiro expressivo, teve já um polo de confecções, que também teve muita força. Então, não vamos deixar que aconteça com o polo moveleiro o que aconteceu com o polo de confecções, porque o governo do PT, com o ministro de Desenvolvimento do PT, que é candidato ao Governo de Minas, não soube apoiar”, ressaltou.

Enquanto ministro do governo federal, o candidato do PT ao Governo de Minas impediu a instalação de grandes empresas em Minas, como a Fiat, que foi levada a Pernambuco por incentivo dos petistas e deixou de gerar mais de 5 mil empregos para os mineiros. Da mesma forma, o Estado perdeu outro grande investimento, o polo acrílico de Ibirité. Milhares de outros postos de trabalho deixaram de ser gerados na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Junto a apoiadores de sua candidatura, em Manhuaçu, o candidato também condenou o descaso do governo do PT para com as fronteiras brasileiras, que permite a entrada de drogas e armas no país, fator que mais gera violência no Brasil. “A questão da criminalidade está muito séria. O país não produz drogas, no entanto, aqui dentro circula muita droga, porque o governo do PT não toma conta das fronteiras”, alertou.

A grave situação econômica pela qual passa o país neste momento foi também destacada pelo candidato a senador Antonio Anastasia, que esteve ao lado de Pimenta da Veiga durante o corpo a corpo com os moradores. O ex-governador de Minas citou a volta alarmante da inflação e o crescimento pífio do país, consequências das políticas econômicas do governo federal.

“Lamentavelmente, o Brasil hoje vive uma crise decorrente de má política econômica do governo federal, e não adianta culpar a crise internacional, porque países vizinhos ao Brasil estão com índices maiores de crescimento. Estamos com um quadro difícil, inflação voltando, passando das metas, indo além do limite, do teto, e um crescimento baixo. Então, é um quadro grave, que o governo federal do PT não está sabendo combater”, disse.

Propostas

Em Ubá, Pimenta da Veiga garantiu conceder insumos para fortalecer a atividade empresarial, geradora de emprego e de renda na região, como o apoio ao crédito, em matéria tributária e no campo político. “Além disso, queremos tratar com absoluta prioridade do contorno da cidade, de modo a dar vazão ao grande trânsito de caminhões e de veículos. Na saúde, vamos criar aqui um Núcleo de Combate ao Câncer, antiga reivindicação da cidade”.

Na caminhada por Manhuaçu, que mobilizou políticos, moradores e lideranças comunitárias, a população também comemorou o anúncio de obras para o contorno viário da cidade e ainda a construção de um hospital que atenda a população de municípios vizinhos. Ações para segurança não ficaram de fora da pauta: “aqui em Minas, vamos aumentar o policiamento ostensivo, para deixar claro que não convivemos com a bandidagem”, declarou.

Pimenta da Veiga reforçou em Caratinga, onde participou com Anastasia de caminhada pela cidade, seu ousado plano para melhorar a educação pública no Estado, que já é considerada a melhor do país no ensino fundamental. Além de aprofundar o ensino profissionalizante, o candidato a governador quer levar a todas as regiões mineiras a escola de tempo integral.

“Este é um projeto do qual tenho grande carinho, porque a criança mais tempo na escola quer dizer duas coisas: primeiro, os pais mais tranquilos, porque sabem que os filhos estão na escola. Depois, as crianças aprendem mais, podem ter um currículo maior e podem ter uma parte dedicada ao esporte, à cultura, de maneira que são atividades muito intensas e muito importantes”, declarou Pimenta da Veiga.

Pimenta: Dilma tentou fazer o mineiro de bobo

Pimenta da Veiga diz que a presidente Dilma tentou transferir ao governo estadual a responsabilidade pela não realização da obra.

Eleições em Minas

Fonte:  Pimenta45

Pimenta da Veiga afirma que Dilma tenta fazer mineiro de bobo

Candidato a governador diz também que descaso do governo federal é o que impede realização da obra do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Ao reafirmar o compromisso de lutar pela expansão do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o candidato ao Governo de Minas Pimenta da Veiga disse, nesta quinta-feira (21/08), na Capital, que a presidente Dilma Rousseff tentou “fazer o mineiro de bobo” quando, novamente, buscou transferir ao governo estadual a responsabilidade pela não realização da obra. “Eu me surpreendo com a presidente da República vir aqui para faltar com a verdade com os mineiros. É grave, porque o metrô sempre foi de responsabilidade do governo federal. Fico sempre muito incomodado quando tentam fazer o mineiro de bobo. Acho que bobo é quem acha que o mineiro é tolo”, lamentou.

Para Pimenta da Veiga, a decisão do governo federal de não construir sequer um metro de metrô em Belo Horizonte no decorrer de longos 12 anos confirma o descaso dos petistas comMinas Gerais. Ele lembrou que depois de inúmeras tentativas frustradas de negociação, o Governo do Estado, ciente da necessidade de acelerar o processo, tomou a frente das negociações.

Mas foi só em abril de 2013 que o Governo de Minas conseguiu assinar convênio, tomando para si a responsabilidade de elaboração do projeto de engenharia. O projeto foi concluído e entregue à União em maio deste ano, rigorosamente no prazo estabelecido pela Caixa Econômica Federal. A instituição solicitou, então, detalhamento de parte dos orçamentos apresentados, o que está sendo feito pelos técnicos do governo mineiro.

“A pergunta é a seguinte: por que nos 12 anos anteriores não foi feito o metrô? Não foi feito o projeto pelo próprio governo federal?”, questiona Pimenta. Ele lembra que a última ampliação do metrô em Belo Horizonte foi feita pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Quando nós (governo federal do PSDB) fizemos o metrô não ficamos pedindo para ninguém fazer o projeto. O governo federal queria fazer, então fez o projeto e fez o metrô. Agora, este governo do PT não quis fazer o metrô e ficou buscando argumentos para não fazer”, defendeu.

 Pimenta disse mais: “A linha 2 do Barreiro tem projeto pronto há muitos anos. Se ela (presidente Dilma) quisesse ter construído, poderia ter construído, pelo menos, essa linha”.Pimenta destacou também a importância da vitória do candidato Aécio Neves nas eleições presidenciais para que, juntos, possam garantir a tão sonhada e necessária ampliação do metrô.

Diminuir distâncias

Pimenta da Veiga fez as declarações depois de reunião com sua equipe de campanha. Na entrevista, ele ressaltou o compromisso de fazer mais investimentos do Estado nas regiões mais pobres, como o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri, com objetivo de reduzir ainda mais as desigualdades sociais em Minas. “O aumento do IDH foi muito expressivo (nos últimos anos) e nós queremos fazer (com) que essa diferença seja cada vez menor”, lembrou.

Pimenta da Veiga destacou que a estratégia de ouvir o cidadão para a elaboração do Plano de Governo está dando bons resultados. “Recentemente, ouvi uma sugestão de um mineiro que já adotamos no nosso programa. Nos primeiros dias de Governo vou enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa determinando que todas as novas escolas construídas estejam preparadas para o ensino em tempo integral. Por isso é que é bom andar pelo Estado, conversar com as pessoas”, destacou.

Presidente da CSN faz duras críticas à política econômica do país

Benjamin Steinbruch admitiu que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas.

Recessão econômica

Fonte: Hoje em Dia

Steinbruch: “só louco investe hoje no Brasil”

Janaína Oliveira

presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)Benjamin Steinbruch, fez nessa terça-feira (12) um duro discurso pedindo mudanças na política econômica brasileira.

Para um auditório lotado, durante a solenidade de abertura do 25° Congresso do Instituto Aço Brasil, em São Paulo, ele disse que o Brasil nunca vivenciou um ano eleitoral em que a expectativa é de recessão econômica. “Só louco investe (hoje) no Brasil”, afirmou.

Segundo ele, há um risco iminente de desemprego pela falta de perspectiva de negócios.

“Os problemas do Brasil e do setor são a mesma coisa. O problema é de todos nós. Estamos chegando no limite. O país pode piorar muito. Aí os negócios pioram e o nível da sociedade piora também. É preciso criatividade para tirar o Brasil dessa situação”, afirmou.

Steinbruch reclamou ainda do Custo Brasil e da dificuldade de diálogo com o governo federal. “Falta comunicação, nossas dificuldades não chegam em Brasília”, disse.

Ele disse que o Brasil precisa fazer algo “muito diferente”, já que o país está chegando a um limite. “Medidas paliativas não adiantam. Eu só acredito em uma solução, se houver algo muito diferente para solucionar nossos problemas. Só algo agressivo para arrumar essas distorções”, afirmou.

presidente da CSN disse também que é difícil encontrar um empresário que esteja otimista com as perspectivas de curto prazo, sendo que há notícias de que grandes empresas já começaram a promover cortes de pessoal e redução no volume de produção.

O executivo disse, por outro lado, que a indústria brasileira é rápida e que responderá assim que forem vistos sinais mais positivos em relação ao andamento da economia.

Defesa

Também presente na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, reconheceu que o país passa por um momento de “maré baixa”.

“O Brasil demorou a sentir os impactos mais fortes da crise internacional. Fomos bem até 2010. Agora estamos atingindo o fundo do poço”, admitiu.

Segundo o ministro, o mundo tem crescido, desde 2008, numa média de 3,5%, mas quando se exclui a China, o resultado é de quase estagnação.

“Não há uma carta na manga, mas o Brasil tem condições de avançar. O país pode resolver seus próprios problemas”, disse.

Mauro Borges destacou investimentos de R$ 193 bilhões do Minha CasaMinha Vida e o programa de concessões que deve injetar R$ 200 bilhões na infraestrutura logística brasileira como propulsores da economia brasileira.

CSN desiste da usina de Congonhas

Benjamin Steinbruch admitiu, nessa terça-feira (12), que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas, com investimento de R$ 6 bilhões. O executivo afirmou, entretanto, que ainda estuda a construção de uma unidade apenas de aços longos na cidade.

Sobre a mineradora Namisa, cuja jazida também está em Congonhas, Steinbruch disse que está otimista em relação às discussões com suas sócias asiáticas (a trader japonesa Itochu, mais as siderúrgicas japonesas JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel).

CSN, que detém 60% da mina, pretende fazer uma fusão dos ativos de mineração e logística. “Está caminhando. É um bom ativo. Se ficar com a fusão, é ótimo. Se ficar sem, também”, disse.

Steinbruch também admitiu estar na disputa para a aquisição da usina norte-americana de Gallatin Steel, da siderúrgica brasileira Gerdau e da indiana ArcelorMittal. A Gallatin Steel, localizada em Kentucky, produz seis milhões de toneladas anuais de bobinas a quente.

Minientrevista

Benjamin Steinbruch

Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

A CSN manteve os investimentos previstos? Há perspectiva de cortes?

A questão não é corte de investimentos porque nós temos condições de continuar a fazer. A questão são as condições para isso. Todo mundo gosta de investir, todo mundo quer fazer. Não só a CSN, mas todas as empresas, todos os empreendedores, se tiverem condições vão investir, vão empreender. Agora precisa ter condições.

O senhor falou sobre a possibilidade de recessão ainda neste ano. As empresas já estão demitindo?

A realidade que nós temos é essa, por enquanto. Estava prevista essa dificuldade, agora a gente tem que combater isso e tentar não deixar que isso aconteça. Tem muita gente na iminência de eventualmente tomar a decisão de mandar empregado embora. Por isso que eu digo que o consumo tem que continuar, independentemente de qualquer coisa. É claro que ninguém quer inflação. E é claro que o governo tem um medo muito grande da inflação porque ela derruba qualquer tipo de perspectiva de reeleição do governo federal.

Mas a recessão é no setor ou no país de forma geral?

O setor reflete a situação no país. A gente não anda separado. Agora a gente tem que saber jogar porque se nós priorizarmos só a inflação, certamente a gente vai ter recessão,desemprego, diminuição da atividade, e que trazem outras complicações. Então a inflação é um problema, mas não é o único.

A CSN vai destinar um pouco mais de volume para o mercado externo no segundo semestre?

Já estamos fazendo isso. Mas aí você tem a dificuldade do dólar, porque o real está muito valorizado. Estamos exportando, mas precisaríamos ter uma moeda mais atualizada. O real está supervalorizado, mas essa é uma opção para não parar. Mesmo que a margem seja menor, a gente tem que usar dela nesse momento para evitar parada de produção.

As exportações incluem aços longos?

Não. Com o produto longo estamos entrando no mercado agora e não há necessidade.

Nesse momento, a situação da mineração é melhor?

A mineração vive mais em função do mercado externo. O comprador é a China, que está se comportando bem e favorecendo o setor. A verdade é que a China está performando melhor do que todo mundo diz.

Na sua avaliação, qual o cenário para os preços do aço de agora para frente?

Espero que seja melhor. Quando você tem um mercado difícil, a primeira coisa que você faz é reduzir preço. Agora isso vai até um limite. Já estamos com uma margem muito apertada.

Uma possível desaceleração da China é um risco a mais para o setor siderúrgico?

Sempre é, mas não é isso que estamos vendo hoje. A China está performando mais do que todo mundo. Continua muito bem e demandando matérias primas. Neste momento, a China está fazendo até melhor do que a gente esperava.

Confins agora será administrada pela BH Airport

Concessionária que vai gerir o Aeroporto de Confins por 30 anos, apresentou o plano de investimento até 2024.

SOB NOVA DIREÇÃO

Fonte: O Tempo

Nova concessionária assume gestão do Aeroporto Tancredo Neves

Segundo o novo grupo gestor, investimento de R$ 1,5 bilhão irá dobrar a capacidade anual de passageiros do terminal em dez anos

QUEILA ARIADNE e ENNIO RODRIGUES

gestão privada do Aeroporto Internacional Tancredo Neves começa a entrar em vigor a partir desta terça-feira (12). A divulgação oficial foi feita nesta segunda-feira (11) e anunciou também o investimento de R$ 1,5 bilhão no terminal na próxima década. Com 51% do controle acionário vindo de três grupos privados (CCR S/A, Zurich Airport International AG e Munich Airport International Beteiligungs GMBH) e 49% pertencente à estatal Infraero, a empresa que gerenciará o aeroporto se chama BH Airport.

A concessão dada pelo governo federal vale por 30 anos e, nesta segunda (11), o grupo apresentou o plano de investimento para os primeiros dez. Entre os compromissos assumidos estão a construção do Terminal 2, ampliação do pátio das aeronaves e 1455 novas vagas de estacionamento para veículos. Em 2024, a capacidade de transporte de passageiros terá saltado de 10 para 20 milhões por ano.

Segundo a BH Airport, uma nova área de embarque e desembarque internacional, mais balcões de check-in e novas esteiras de bagagens também fazem parte dos planos da empresa. Ao final dos 30 anos de concessão, espera-se que o Aeroporto de Belo Horizonte tenha recebido 3,5 bilhões de reais em investimento e que tenha capacidade anual de 43 milhões de passageiros por ano.

De acordo com o ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, que estava presente, além das questões estruturais, o conforto dos usuários e o atendimento às suas reclamações também é importante. O ministro destacou as duas principais queixas demonstradas na última pesquisa de satisfação realizada pela Secretaria de Aviação Civil: o cuidado com os sanitários e também o preço dos alimentos na aeroporto.

“Puxadinho” não será removido

A BH Airport também esclareceu que os investimentos feitos na construção do Terminal 3, apelidado de “puxadinho”, não serão desperdiçados. A estação móvel será mantida na planta pelos novos gestores.

Durante o evento, a Infraero explicou ainda que os empregados da estatal não perderão seus empregos com a mudança.  Nos três primeiros meses, o quadro de funcionários ajudará na transição para o novo modelo e estará à disposição da BH Airport para ocupar novos postos. Caso eles não sejam aproveitados até o final dos noventa dias, que podem ser prorrogados para seis meses, a Infraero garantirá a transferência dos concursados.

Oposição: Aécio Neves diz que Planalto está sem rumo

Oposição: Aécio critica Dilma por tirar foco das questões que afligem brasileiros. “Nós, da oposição, temos que denunciar isso”, comentou.

Aécio: oposição reage

Aécio crítica à Dilma

Aécio propõe a realização de um referendo para a reforma política

Fonte: Correio Braziliense

Aécio e PSB criticam iniciativa do Planalto

Tucano acredita que o governo está desnorteado e condena o modelo de plebiscito proposto por Dilma. Socialistas defendem consulta popular em 2014 para valer só em 2018

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato a presidente da República, reforçou as críticas ao modelo proposto pelo Palácio do Planalto para a reforma política e justificou a decisão dos partidos de oposição de não participar de encontro com a presidente Dilma Rousseff com o intuito de tratar dos protestos no país. Antes de se reunir com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, o parlamentar, que preside o PSDB nacional, disse que não recebeu nenhum convite e que, para ele, uma reunião “nesse instante até perdeu um pouco o sentido”. “Anunciou-se que haveria um convite às oposições, mas ela (Dilma) já conversou com todos aqueles que costumam concordar com seus entendimentos. Talvez até pelas oposições divergirem da presidente, não tenhamos sido convidados.”

Na semana passada, o Palácio do Planalto anunciou a intenção de Dilma de promover um encontro com os partidos da oposição, a exemplo do que fez com as legendas da base aliada, na sexta-feira. A ideia inicial seria reuni-los no mesmo dia do encontro com os aliados, mas o evento acabou não ocorrendo. Ontem, o PPS e o DEM divulgaram nota rejeitando a possibilidade de uma reunião com Dilma.

Segundo Aécio, o Planalto está sem rumo. “Eu vejo, na verdade, um governo pressionado, um governo que um dia lança a proposta de uma Constituinte específica e um dia depois volta atrás. Vejo o governo federal e a presidente da República buscando tirar o foco das questões centrais que afligem os brasileiros. E nós, da oposição, temos que denunciar isso.”

O parlamentar propõe a realização de um referendo para a reforma política, e não um plebiscito como quer a presidente. “Defendemos que o Congresso tenha uma agenda rápida para votar a reforma política, que seria submetida depois a um referendo. Isso me parece o mais razoável. Fazer um plebiscito sobre matérias que não permitem opções somente entre sim ou não, de opções múltiplas, é, na verdade, tentar tirar o foco da questão central. O governo tem de fazer o pacto da reforma do Estado, cortando pela metade os ministérios e cargos públicos, até para justificar investimentos em outras áreas”, disse Aécio.

Adiamento
Apesar de integrar a base aliada, o PSB, presidido nacionalmente pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deve defender, hoje, que o plebiscito proposto pelo Palácio do Planalto seja adiado para 2014 e que as regras só passem a valer em 2018. A decisão foi antecipada, ontem à noite, pelo líder da legenda na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

Segundo o parlamentar, o país não pode realizar um plebiscito dentro de dois meses, em setembro, no “afogadilho”, para debater questões que podem não interessar à população, como financiamento público de campanha e voto em lista fechada. Ele frisou ainda que a reforma política que vai ser proposta pelo governo, com cinco ou seis pontos, é um retrato apenas do que o PT vem discutindo, sem qualquer interlocução com a sociedade. “A reforma não tem que ser só a política eleitoral”, disse Albuquerque.

“O governo tem de fazer o pacto da reforma do Estado, cortando pela metade os ministérios e cargos públicos”

Aécio Neves, presidente do PSDB e senador por Minas Gerais