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Minha Casa, Minha Vida: programa foi abandonado por Governo Dilma em Minas

Enquanto Dilma inaugura hoje 920 casas do Minha Casa, Minha Vida na Bahia, conjuntos que seriam erguidos em Minas com recursos do programa federal estão abandonados.

PT abandona Minas

Minha Casa, Minha Vida: Governo Dilma abandonou programa em Minas

Cenário de abandono em Paineiras: o mato cresce não só nas ruas que separam as unidades habitacionais, mas também dentro das próprias casas. Foto: Estado de Minas

Fonte: Estado de Minas

Governo federal inaugura casas enquanto moradias inacabadas deterioram em Minas

O cabo de guerra entre governo federal, prefeituras, bancos e empreiteiras disputado há quase um ano deixa as casas do programa Minha casa, minha vida inacabadas em duas cidades mineiras. Na pequena Paineiras, cidade de 4,6 mil habitantes na Região Central, a corda arrebenta do lado mais fraco. Contemplada com uma das 37 casas, Adriana Alves da Silva, de 31 anos, esperava ter se mudado em maio do ano passado, quando a placa na entrada do conjunto habitacional previa o prazo para a conclusão das obras. Adriana cria sozinha dois filhos, um de 8 anos, que é autista, e outro de 14, que, segundo ela, ainda não teve um diagnóstico fechado, mas sabe-se que tem atraso mental.

“Meu sonho é minha casa”, afirma a mulher, que poderia pagar, segundo seus cálculos, exames para os filhos com o dinheiro do aluguel (R$ 300). Enquanto as obras das casas de Paineiras estão abandonadas, hoje, em Feira de Santana, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff (PT) entregará 920 moradias do programa. O ato faz parte da estratégia da presidente de criar uma agenda positiva diante das sucessivas denúncias de corrupção na Petrobras. Na segunda-feira, durante cerimônia de posse como presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior anunciou que será lançada uma nova etapa do programa, com a construção de 3 milhões de novas moradias.

“Está demorando demais”, lamenta Adriana, que recebe um salário mínimo mensal relativo à pensão do filho autista e diz que em alguns meses chega a faltar dinheiro para comida. “A sorte é que o pessoal da cidade sempre me ajuda com cesta básica”, destaca. De três em três meses ela procura um advogado para cobrar a pensão alimentícia do marido. “O pai deles é alcoólatra, esteve preso e tem muita dificuldade para conseguir emprego em Belo Horizonte, onde vive”, detalha. Adriana não pode trabalhar, pois os filhos exigem atenção o tempo todo. “O mais novo tem autismo e não conversa, usa fralda e preciso ficar com ele até para levá-lo ao banheiro”, explica.

No conjunto habitacional onde Adriana e seus filhos deveriam estar morando desde maio – caso o prazo estabelecido tivesse sido cumprido –, o que chama a atenção é o mato, que cresce até no piso do que deveria ser um banheiro. Portas foram arrombadas e as esquadrias da janela estão completamente empenadas. Materiais usados na obra, como areia e brita, estão abandonados no matagal. No cenário de desalento, o único som que se ouvia ontem ao meio – dia era de uma porta depredada movimentando-se com o vento.

O prefeito de Paineiras, Osman de Castro (PR), diz que tentou contato com a empreiteira Paralelo SOS e também com o Ministério das Cidades, mas não teve resposta. Castro argumenta que a responsabilidade da prefeitura era preparar o terreno e que isso foi cumprido. “Os futuros moradores me procuram. Alguns dizem que vão invadir e algumas portas já foram estouradas”, explica o prefeito.

Responsável pelas obras do Minha casa, minha vida em cinco municípios mineiros, entre eles Paineiras e Quartel Geral, o empreiteiro Sérgio de Oliveira e Silva, dono da construtora Paralelo SOS, atribui o atraso nas obras à falta de repasses de recursos pelo Ministério das Cidades, por meio do Bicbanco. Segundo Silva, a demora é de quase 50 dias para receber, enquanto o acordo previa, no máximo, 30 dias. “Cheguei a comunicar o problema ao Ministério das Cidades. A gente acaba tendo que dispensar funcionários e fica sem credibilidade junto aos fornecedores”, afirma.

O empreiteiro ressalta que conseguiu concluir somente 26,6% das obras em Paineiras e 18,4% em Quartel Geral. Os trabalhos estão parados desde novembro e outubro, respectivamente. “Para mim, não é interessante atrasar. Tudo aumenta. Somos contratados por um preço baixo (R$ 25 mil a unidade) e ainda tem a morosidade para receber. Mas se avanço a obra e não recebo, fico devendo e tenho que pagar juros”, reclama Silva, que afirma que o próximo repasse estava prometido para depois do carnaval.

Em nota, o Bicbanco respondeu que “não comenta eventuais negócios com clientes ou possíveis clientes”. O Ministério das Cidades informou que a equipe técnica está ocupada com o evento de Feira de Santana, na Bahia, e não poderia esclarecer ontem as razões do atraso nas obras nos municípios mineiros.

Sem telhado

Na pequena Quartel Geral, de 3,3 mil habitantes, na Região Centro-Oeste, a situação é pior. Das 39 casas previstas, apenas oito foram levantadas, sendo que uma está sem telhado. A obra envolve o mesmo banco e construtora de Paineiras. As casas deveriam ter sido entregues em maio do ano passado, quando Jaqueline Rosário da Silva, de 24, ficou grávida de seu segundo filho. No dia 6 deste mês nasceu Whitney e as obras seguem paradas. O mato cresce nos cômodos, algumas paredes foram rabiscadas e as telhas de algumas casas foram removidas por uma ventania.

Jaqueline cuida de sua filha recém-nascida e de seu primeiro filho, Patrick, de 6 anos, sozinha. Paga R$ 200 de aluguel e está em licença-maternidade do emprego em uma fábrica de sapatos na cidade vizinha de Abaeté. “Não sei se vou esperar mais. Pago R$ 200 de aluguel e o dinheiro poderia ajudar muito nas despesas da casa. Já falei com o pessoal da prefeitura que estou pensando em ir para lá com a casa sem acabar”, afirma Jaqueline.

O engenheiro civil Elder Augusto, da Prefeitura de Quartel Geral, explica que o prefeito da cidade já colocou à disposição máquinas para carregarem material, mesmo não sendo essa uma função da prefeitura. “Ele tem medo de o mandato acabar e não terminar as casas e as pessoas colocarem a culpa nele”, afirma o engenheiro.

Presente de grego

Mais de 900 casas de três conjuntos habitacionais, construídas dentro do programa Minha casa, minha vida, estão prontas em Montes Claros (Norte de Minas), mas vão continuar vazias pelos próximos meses. O motivo é a falta de infraestrutura dos conjuntos. O sorteio para a entrega dos imóveis estava marcado para hoje, mas ontem o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), anunciou o adiamento. Segundo ele, entregar agora as unidades seria como “dar um presente de grego para os moradores”.

De acordo com Ruy Muniz, nos conjuntos habitacionais Vitória II, Rio do Cedro e Monte Sião IV faltam escolas, unidades básicas de saúde, postos policiais, praças, quadras poliesportivas cobertas, linhas de transporte coletivo e espaços reservados para o comércio. O chefe do Executivo disse que, além de cancelar o sorteio dos novos conjuntos, a administração municipal decidiu não conceder o “habite-se” (liberação para a ocupação) dos imóveis. A intenção do prefeito é exigir do governo federal a liberação de recursos para escolas, postos de saúde e outras obras estruturais nos conjuntos. Ele anunciou que, no mês de março, terá uma reunião com a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, para cobrar uma solução para o problema.

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Casas do PAC inauguradas por Lula e Dilma em Governador Valadares desmoronam

Casas do PAC desmoronam em Governador Valadares

Fonte: Leonardo Augusto – Maria Clara Prates – Estado de Minas

Um ano depois de inauguradas por Lula e sua então ministra Dilma Rousseff, casas feitas com verbas do PAC caem aos pedaços em Valadares. Moradores são obrigados a abandonar o local

“Era uma casa muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada.” A letra da canção de Vinicius de Moraes soa divertida, mas, em Governador Valadares, Região Leste de Minas Gerais, tomou forma de descaso com a população. Um conjunto habitacional construído, dentro do programa Minha casa, minha vida, pelo governo federal em parceria com a prefeitura, para retirar famílias de uma área de risco, foi erguido em um terreno também condenado. Das 96 moradias, 14 estão sem condições de uso ameaçadas por erosão, conforme relatórios do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da própria prefeitura. Oito famílias foram removidas. Entre as residências interditadas, que já foram parcialmente demolidas para evitar invasões, está a visitada e usada como modelo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do conjunto, em fevereiro de 2010, quando esteve na cidade ao lado da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em uma das primeiras viagens da atual presidente ainda como pré-candidata ao Palácio do Planalto.

O conjunto, construído próximo à encosta de um morro às margens da BR-116, no Bairro Palmeiras, custou, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 18,8 milhões, segundo dados do Ministério das Cidades, e serviria para abrigar moradores do Bairro Altinópolis, do outro lado da rodovia, onde morava a cozinheira Luciene Pereira, de 48 anos, dona da casa visitada pela comitiva presidencial. “O Lula reconheceu que ainda faltavam algumas coisas. Afirmou que mandaria colocar cerâmica no piso e muro. Cumpriu a promessa, mas eu acabei ficando sem ter onde morar”, relata a ex-moradora do conjunto, que foi transferida pela prefeitura para um bairro próximo e entrou em um programa de auxílio-aluguel. “Mas não pagam tudo. O aluguel é R$ 450. Dão apenas R$ 300 e ainda atrasam. Aqui é muito pior porque temos que pagar. Lá, era nosso, reclama a cozinheira”, que mora com a filha, o genro e duas netas.

A família morava no conjunto um mês antes da visita de Lula e Dilma. Menos de um ano depois, em 30 de dezembro, às vésperas do réveillon, foi obrigada a sair. “Falaram que a casa ia cair por causa das chuvas. Chamaram a polícia para a gente”, conta Luciene. “Hoje estamos nesta situação. Temos de deixar de comer um pedaço de carne para pagar parte do aluguel.” O secretário municipal de Assistência Social, Jaime Luiz Rodrigues Júnior, admitiu atraso nos pagamentos, mas afirmou que os repasses estão sendo regularizados.

Risco

O secretário de Obras de Governador Valadares, Cézar Coelho de Oliveira, afirma que a prefeitura vem tentando convencer as seis famílias moradoras das casas condenadas, que relutam em deixar o conjunto habitacional do Bairro Palmeiras. Todas correm risco, assume o secretário, sobretudo nos períodos de chuva. Cézar afirma que a atual administração da cidade, que tem a ex-deputada estadual Elisa Costa (PT) como prefeita, não foi a responsável pelo início das obras do conjunto. “A indicação foi feita no governo anterior”, argumenta. O antecessor de Elisa é o atual deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB). Questionado se a obra não poderia ser paralisada, já que se tratava de um terreno condenado, o secretário afirmou que apenas parte da área está sob risco e que a suspensão não seria possível porque o projeto já estava “80% concluído”.

Uma das moradoras do conjunto que vivem próximas da encosta do morro do Bairro Palmeiras é a dona de casa Olinda Leal Chagra, de 64 anos. “Ninguém me disse que era para sair daqui. Se for para ir embora, quero outra casa, e não entrar para o auxílio aluguel, como tem acontecido com as famílias daqui”, diz. Olinda se mudou para o conjunto em setembro, e mora sozinha com a cadelinha Luana. “Ficamos sozinhas. Meu marido morreu e meus filhos foram para Belo Horizonte.”

Segundo o secretário, o morro onde o conjunto Palmeiras foi construído tem três pontos de erosão. O mais grave está voltado para a BR-116 e, conforme a prefeitura, depende de obras do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) para ser contido. A reportagem tentou contato com o responsável pelo departamento em Governador Valadares, Ricardo Luiz de Freitas, mas não obteve retorno. Segundo o ex-prefeito Bonifácio Mourão, o terreno para a construção do conjunto foi indicado com base em laudos elaborados por engenheiros da prefeitura. O deputado ressaltou que a área foi fiscalizada e aprovada também pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Não havia qualquer risco à época da escolha, que aconteceu no fim de 2007”, diz. Além disso, o deputado atribuiu a obras do Dnit para duplicação da rodovia Rio-Bahia, o surgimento dos problemas na área. “A obra causou um assessoreamento no local que não existia anteriormente. Isso mudou tudo”, afirma Bonifácio Mourão.

Entulho

Mesmo com ruas asfaltadas, linha de ônibus e saneamento, o conjunto habitacional do Bairro Palmeiras perdeu em qualidade de vida para a população. As oito casas que começaram a ser demolidas – as residências têm tamanho padrão de dois quartos, sala, banheiro e cozinha – passaram a ser usadas como depósito de lixo, principalmente em suas áreas externas. Dentro das casas, o acúmulo de entulho, não retirado depois de concluída parte da demolição, favorece o surgimento de insetos, vindos de um lixão da cidade, que funciona próximo ao conjunto. Conforme a prefeitura, o depósito será desativado.

Responsável pelo repasse de recursos do PAC, o Ministério das Cidades foi acionado pela reportagem do Estado de Minas. A assessoria da pasta, no entanto, afirmou que não havia ninguém para falar sobre as obras do programa em Governador Valadares.

Governo Anastasia entregou 632 casas populares

Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG) liberou, do dia 27 de agosto a 18 de setembro, as chaves de 632 novas casas construídas dentro do Programa Lares Geraes – Habitação Popular, do Governo Antonio Anastasia. As moradias foram entregues em doze conjuntos habitacionais e onze municípios de diferentes regiões do Estado.

Em Carmo da Cachoeira, Sul de Minas, o presidente da Cohab/MG e o prefeito Hélcio Chagas entregaram, no dia 27 de agosto, as chaves das 15 casas do Conjunto São Francisco, cujas obras tiveram investimentos de R$ 452 mil. Uma das famílias beneficiadas é chefiada por Beatriz Fátima da Silva, 40 anos.

Ela tem três filhas – Tainá, 15; Tayane, 14; e Taís, 10 – e é viúva há um ano. Antes de receber as chaves de sua casa, a família ficava em uma moradia cedida pelo ex-sogro, a cerca de 100 metros do Conjunto Habitacional São Francisco. “O meu sogro estava só esperando eu me mudar, para vender a casa que me cedeu”, conta, dizendo ainda que não poderia comprá-la, por falta de condições financeiras.

Na mesma região, a Cohab/MG liberou, no dia 3 de setembro, as 30 unidades do Conjunto Dona Olívia Noronha Nogueira, em Olímpio Noronha, que custaram R$ 838 mil; e 30 do CH Lagoinha, em Ijaci, no qual o Governo de Minas aplicou R$ 821 mil. Nos três municípios, foram gerados durante as obras cerca de 220 empregos diretos e indiretos, segundo estimativas da Diretoria de Desenvolvimento e Construção (DDC).

Mulheres

Do total de famílias beneficiadas em Olímpio Noronha e Ijaci, 26 contratos foram firmados por mulheres que, além de titulares do financiamento, são chefes de família. Em Olímpio Noronha, Teresa Cristina Antunes, 43 anos, é uma delas. Mãe de Bruno, 25; Dener, 17; Sandro, 11; e Flávio, 3 anos, ela morava em uma casa alugada com os três filhos mais jovens. “A casa era grande, mas bem velha”, conta a mutuaria, que pagava o aluguel de R$ 100, as contas de água, luz e alimentação. Para ela, receber as chaves da casa própria é uma bênção. “Faz dez anos que eu me separei do meu marido e desde então pago aluguel”, conta Teresa.

Em Ijaci, Clarice Auxiliadora da Silva, 30 anos, recebeu as chaves, representando os moradores do Conjunto Lagoinha. Mãe de Pablo, 13; Paulo, 8; Paula, 7; e Tainá, 4 anos, ela morava com os filhos em um barracão nos fundos da casa do pai, desde que se separou 13 anos atrás. Antes, morava de aluguel. “É uma satisfação muito grande. Quando o funcionário da prefeitura me ligou pedindo que eu levasse os meus documentos, foi um alívio”, conta Clarice. Agora, ela tem um endereço só seu à rua Minas Gerais nº 142, Conjunto Habitacional Lagoinha, que conta com aquecedor solar.

Já em Ubá, Zona da Mata, no dia 28 de agosto, foram entregues a 91 mutuários as casas do CH José Cavaliere (75 unidades) e do CH Bairro Olaria (16).  Um dos beneficiados, o mutuário Amarildo de Aguiar, 45 anos, ao conhecer sua nova casa, totalmente adaptado às suas necessidades de pessoa deficiente, desabafou: “Agradeço a Deus e ao apoio de todos. Estou muito feliz. Eu vou pagar em dia uma coisa que vai ser minha. Parabéns ao pessoal da Cohab/MG pelo que fizeram por mim”.

Ainda no dia 3 de setembro, na região Norte de Minas, o presidente Mauro Brito entregou, em Varzelândia, o Conjunto Professora Deusânia de Oliveira, com 53 casas. Na construção do conjunto, o Governo de Minas aplicou, com recursos do Fundo Estadual de Habitação (FEH), o total de R$ 1 milhão, que gerou durante as obras cerca de 110 empregos diretos e indiretos, segundo estimativas da DDC. Uma das trinta e seis famílias beneficiadas é a de Graziele Luana de Souza, 24 anos. Ela mora com a mãe e uma irmã. Antes de receber as chaves de sua casa, a família vinha morando em uma moradia alugada. “Fiquei feliz demais quando soube que receberia a casa, e já estou comprando os móveis.” A mais nova moradora da casa número 32 do Conjunto Jardim Alvorada, trabalha há 4 meses como auxiliar administrativa, concursada na prefeitura, e recebe R$ 575 ao mês.

No Triângulo Mineiro, o chefe do escritório de Uberaba, Antônio Heitor, entregou, em 10 de setembro, as 50 casas do Conjunto Vitalino Bragato, no município de Conquista. O Governo de Minas investiu R$ 1, 6 milhão, e durante as obras fora criados cerca de 150 postos de trabalho diretos e indiretos.

Uma das beneficiadas foi Úrsula Maria Ramires Costa, 37. Solteira, ela mora com dois filhos, Gabriel, 5, e Isabela, de um ano e meio. Com o recebimento das chaves da sua nova casas, Úrsula deixa de pagar os R$ 250 de aluguel e passa a assumir compromisso com uma prestação de aproximadamente R$ 100. “Dizer que estou feliz é pouco. Eu acompanhei a construção do conjunto mesmo sem saber se iria conseguir a casa”, comentou.

Ainda no Triângulo, 232 famílias de Ituiutaba receberam suas casas, do Conjunto Carlos Dias Leite, entregue no dia 16 de setembro. Na cerimônia oficial, foi entregue, junto com as chaves de cada casa, uma muda de árvore. O Governo de Minas investiu nas obras R$ 6.572.357,14, que propiciaram a geração de 700 empregos diretos e indiretos.

Por fim, na região Centro-Oeste foram entregues novos conjuntos em quatro municípios. No dia 9 de setembro, em São José a Varginha, o vice-presidente Mauro Bomfim inaugurou o Conjunto Jardim Alvorada, com 36 moradias.

No dia 17 de setembro, o presidente da Cohab/MG, Mauro Brito, foi à Vargem Bonita, para entregar o Conjunto Habitacional Jenipapo, que atendeu 40 famílias. A construção das 40 casas do Conjunto Jenipapo, custou ao Governo do Estado R$ 951.815,15, e gerou cerca de 120 empregos diretos e indiretos.

Em 18 de setembro, em São Gonçalo do Pará, foram entregues as chaves do Conjunto Sinésio Ferreira de Lima II, com 25 casas; e do Conjunto João Filgueiras da Costa, com 20 casas, em Pedra do Indaiá.  Nos empreendimentos foram investidos R$ 1.684.021,93 do Fundo Estadual de Habitação (FEH). Em Pedra do Indaiá, dona Maria Inês dos Santos, 63 anos, foi contemplada dentro da cota para idosos. Hoje, ela mora em uma casa alugada por R$ 260 com um filho e dois netos de 16 e 10 anos. Entusiasmada, Maria Inês já pensa nas mudanças que vai fazer na casa. “Lá eu vou pagar o que é meu. Para mudar, preciso construir mais dois quartos e uma varanda na cozinha”, conta.

 

Antonio Anastasia lança Plano de Governo; documento de 72 páginas amplia política de Aécio Neves e destaca a criação das Redes Sociais de Desenvolvimento Integrado

Governador Antonio Anastasia lança Plano de Governo com propostas e metas para os próximos quatro anos

Fonte: Coligação “somos Minas Gerais”

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, apresentou hoje (09/09), em Belo Horizonte, o seu Plano de Governo com propostas e metas para o período de 2011 a 2014.  O documento denominado “Minas de Todos os Mineiros – As Redes Sociais de Desenvolvimento Integrado” inclui 365 compromissos para melhorar a qualidade de vida da população, os indicadores sociais do Estado e aumentar a renda dos mineiros.

O caminho proposto é assegurar o desenvolvimento em todas as regiões do Estado, interiorizando ações e programas de governo nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura dos municípios, geração de empregos, entre outros.

O Plano de Governo foi elaborado por um conjunto de 150 profissionais e especialistas de reconhecida atuação em diversos segmentos da sociedade, sob a coordenação do sociólogo Cláudio Beato. Durante a apresentação do Plano de Governo, Antonio Anastasia destacou que, para a transformação das propostas e metas em resultados concretos, será fundamental a criação redes integradas entre o Estado, sociedade civil organizada e a iniciativa privada.

“Significa cada vez mais um entrosamento entre as instituições dos diversos níveis de governo com a sociedade, com empresários, com as universidades, com as pessoas, com as comunidades e dentro do próprio governo para alcançarmos mais resultados”, disse o governador.

O Plano de Governo foi dividido em sete áreas, denominadas redes. São elas: Rede Gestão Eficiente, Rede de Atendimento em Saúde, Rede de Educação e Desenvolvimento, Rede de Infraestrutura, Rede de Desenvolvimento Social, Proteção e Segurança; Rede Desenvolvimento Sustentável e Cidades; e Rede de Identidade Mineira.

O documento, contendo 72 páginas, está disponível no site oficial de Antonio Anastasia para que a população possa dar novas sugestões.

Conheça a íntegra do documento: http://www.anastasia2010.com.br/plano_governo_anastasia.pdf

Antonio Anastasia vai criar rede de serviços em saúde, educação e habitação nas pequenas e médias cidades

Governador Antonio Anastasia criará rede de serviços de qualidade nos pequenos e médios municípios

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Proposta do governador é aliviar procura por atendimento de saúde, educação, habitação entre outros nas cidades polo e na capital

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, participou, nesta quinta-feira (26/08), da abertura do93º Encontro de Prefeitos das Cidades Polo. No encontro, que contou com presença de prefeitos e representantes das 35 cidades polo mineiras, o governador afirmou que, reeleito, criará uma rede integrada de serviços públicos de qualidade nas cidades polo e também nos pequenos e médios municípios. A proposta, incluída no Plano de Governo, é dotar os municípios de infraestrutura adequada para receber e oferecer serviços nas áreas de saúde, saneamento, educação, ciência e tecnologia e segurança, entre outros, evitando que a população tenha de buscar esses serviços nas cidades polo e na capital.

“As pessoas passarão a ter qualidade de vida também no município pequeno, diminuindo o peso ou a pressão sobre as cidades polo e, por conseqüência, sobre a capital. Temos que criar a ideia de rede, essa é uma palavra mágica, que significa os pontos fortes nas áreas de saúde, educação, segurança, ciência e tecnologia, habitação, saneamento, de modo que um ajude o outro, seja em consórcios mediante convênios, criando programas e projetos específicos para esse crescimento. As cidades polo terão papel fundamental, com a sua rede de serviços cada vez mais incrementada e servirá de suporte para termos de fato esse programa de investimentos estratégicos consolidados”, afirmou o governador Antonio Anastasia.

O governador Antonio Anastasia afirmou que os investimentos já realizados na infraestrutura dos pequenos municípios refletiram diretamente na diminuição da procura por serviços nas cidades polo e médias.

“Desde o início, temos feito investimento muito grande nas pequenas cidades, nos municípios de até 10 mil habitantes, que são mais de 700 municípios em nosso estado, com programas como o ProAcesso , com o de telefonia celular, o Fundomaq (financiamento para compra de maquinários), com o Lares Gerais, com saneamento, principalmente no norte Jequitinhonha, Mucuri e Copanor. Esses  investimentos permitiram que a rede de serviços públicos, principalmente com o programa Travessia, nesses municípios menores, melhorasse muito”.

Mais empregos e desenvolvimento
Para acabar com a desigualdade entre as regiões do Estado, Antonio Anastasia afirmou que ampliará os investimentos na infraestrutura dos municípios criando ambiente favorável para atração de novas empresas. A proposta é levar empresas âncoras capazes de atrair para o seu entorno outras empresas fornecedoras, desenvolvendo a região e gerando mais empregos para a população.

“Temos de ter em Minas uma obsessão com empregos. Porque o emprego de qualidade gera um ciclo virtuoso de ações na família. Ela passa a ter saúde melhor, se alimenta melhor, melhora sua habitação e a segurança, a família fica mais interessada nos estudos. Por isso, emprego é o primeiro passo. Mas para termos emprego e emprego de qualidade é preciso ter empresas, empregador. E, para ter empregador, precisamos ter um ambiente para atrair essas empresas, que venham ou que se expandam. Essa é a missão do governo.”

O governador Antonio Anastasia afirmou, ainda, que o plano de desenvolvimento regional permitirá, ao longo do tempo, equilibrar ainda mais a situação de igualdade regional em nosso Estado.

“E essa infraestrutura, boa parte dela, já está elaborada em um programa de incentivos estratégicos, para identificarmos, em relação a cada vocação regional, uma indústria ou uma empresa que possa ser âncora, que vai receber os benefícios fiscais, creditícios e de estímulo possíveis, para atrair e com o compromisso de trazer empregos de qualidade, uma cadeia de fornecedores”, disse Antonio Anastasia.

Parcerias
Antonio Anastasia destacou as parcerias com os municípios, realizadas ao longo dos oito anos do Governo Aécio Neves/Antonio Anastasia, período em que os 853 municípios mineiros foram beneficiados com obras de infraestrutura e ações sociais sem distinção partidária.

“Realizamos parcerias com todos os prefeitos, todos os municípios, independente da cor partidária e da posição política, de maneira muito rigorosa, quer através das obras do próprio Estado, das nossas empresas estatais, de maneira que, é claro, Minas toda se beneficie. Essa posição republicana acaba sendo uma posição muito correta que nós sempre buscamos e continuaremos a fazê-lo”, garantiu o governador.

Durante o 93º Encontro de Prefeitos das Cidades Polo, promovido pela Frente Mineira de Prefeitos, Antonio Anastasia recebeu um documento com as demandas dos municípios e as sugestões para seu Plano de Governo. Entre elas, a regulamentação da emenda 29, que determina a destinação de recursos para a área de saúde pelo município, Estado e a União. Os prefeitos também pediram apoio do governador para que seja autorizada a participação de prefeitos nas reuniões do Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz.

O prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite (PMDB), prestou homenagem ao governador Antonio Anastasia pela forma eficiência com que vem conduzindo o Governo do Estado e resolvendo as questões que lhe são postas à frente do Executivo mineiro.

“Presto homenagem a vossa excelência, independentemente de quem estamos apoiando – e a minha postura partidária é muito clara, é aberta -, mas Minas Gerais há sempre de reverenciar vossa excelência pela competência, pela eficiência, pela maneira fácil com que se coloca nas questões e resolve as questões à frente do Governo de Minas Gerais”, disse o prefeito de Montes Claros.

Governo de Minas entrega mais 384 casas em três regiões do Estado

O Governo de Minas entrega, entre os dias 24 e 30 de junho, mais 384 casas construídas pela Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG). Elas beneficiam igual número de famílias com renda mensal de 1 a 3 salários mínimos e resulta do investimento de R$ 10,29 milhões feito em sete municípios de três regiões do Estado.

Os maiores conjuntos dessa série de inaugurações são o Conjunto Habitacional Alessandra Vicintin, com 80 unidades, em Bocaiúva, no Norte de Minas, e o Conjunto Habitacional Ouro Fino, com 95 casas, em Riacho dos Machados, também no Norte do Estado. Ainda na região, também serão liberadas as chaves das 30 casas do Conjunto José Pedro da Fonseca, em Fruta de Leite. As 384 famílias beneficiadas moram nas três cidades do Norte de Minas, bem como em Cruzeiro da Fortaleza, no Alto Paranaíba; Lambari, Ilicínea e Divisa Nova, no Sul de Minas.

Em Fruta de Leite, o conjunto será entregue no dia 26 de junho, às 10 horas; em Riacho dos Machados, dia 27, às 11 horas; e em Bocaiúva, o conjunto será entregue no dia 30 de junho, às 15 horas. Em todas essas solenidades comparecerá o presidente da Cohab/MG, Mauro Brito.

Norte

O Governo de Minas já investiu pelo Programa Lares Geraes – Habitação Popular, o total de R$ 53,5 milhões na construção de 2.662 casas, das quais 2.482 já terão sido entregues neste sábado (26) e domingo (27) e no dia 30 de junho.

Durante as obras executadas na região pela Cohab/MG, foram gerados aproximadamente 3.300 empregos diretos e indiretos e um total de aproximadamente R$ 12,6 milhões em salários e renda indireta. Apenas neste ano, a Cohab/MG já entregou no Norte de Minas 150 casas, sendo 50 casas em cada um destes municípios: Porteirinha, Patis e São João do Paraíso.

Esses empreendimentos fazem parte do Lares Geraes – Habitação Popular, que tem um total de 25.049 casas entre entregues, concluídas e em construção. O programa é realizado desde meados de 2005 e já investiu mais de R$ 566 milhões em habitação de interesse social, que atende a famílias com renda de um a três salários mínimos.

A casa

As casas construídas pela Cohab/MG têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço coberta perfazendo um total de 36,27 m² de área construída em um terreno que tem, no mínimo, 200 m². As famílias atendidas são formadas por quatro pessoas e têm, em sua maioria, renda de um salário mínimo. Para as pessoas com deficiência atendidas pelo Lares Geraes, a Cohab/MG constrói casa especial, com 51 m², adaptada ao acesso e locomoção do cadeirante.

Benefícios

Além de pagar por uma casa construída dentro dos padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) metade do custo da construção, o mutuário da Cohab/MG que tem renda de 1 salário mínimo, não gasta na prestação mais que 20% do salário mínimo. A Cohab/MG calcula o valor da prestação levando em consideração fatores socioeconômicos, como a renda e o tamanho da família. Além disso, aquele que paga as suas prestações em dia faz jus ao Bônus de Pontualidade, como uma forma de redistribuir renda e incentivar o pagamento das prestações e contribuir para a continuidade do Programa Lares Geraes – Habitação Popular.

Modelo inovador de Habitação do Governo Aécio Neves será apresentado em seminário

Os incentivos dos governos para diminuição do déficit habitacional, como o Lares Geraes – Habitação Popular, do Governo de Minas, abrem inúmeras possibilidades para construtoras, fornecedores e profissionais do setor da construção civil. Consequentemente, exigem mais conhecimento técnico e de mercado para atender às exigências dos contratos. Estudo realizado pela Fundação João Pinheiro (FJP) em 2006 apontou déficit de 7,9 milhões de moradias no Brasil, sendo que a maioria, 82%, está localizada em áreas urbanas, sendo 89,2% concentrado na população com renda mensal de até três salários mínimos.

Essa realidade aponta para a necessidade de discutir os mecanismos existentes para implantação dos programas e seus desdobramentos. Pensando nisso, a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP/MG) realizam nesta quinta-feira (20),  às 14h, o Seminário Habitação de Interesse Social com objetivo de apresentar ao mercado as inovações tecnológicas disponíveis para aplicação em habitações populares.

Na gestão Aécio Neves, a parceria entre Cohab/MG e ABCP propiciou o desenvolvimento de sistemas construtivos inovadores como a Casa 1.0, modelo de habitação amplamente difundido no país, e que, em Minas, já foi implantado nos municípios de Lavras, Inhaúma, Belo Horizonte, Betim, Nova Lima, Montes Claros, São Francisco  e mais 55 cidades por meio dos Programas Lares Geraes – Habitação Popular e Minas Solidária.

O presidente da Cohab/MG, Mauro Brito, avalia que o seminário será muito útil para a companhia e as construtoras, porque as palestras e debates técnicos apontarão as opções de soluções construtivas com melhor relação custo/benefício.

Na opinião do gerente regional da ABCP/MG, Lincoln Raydan, as ações não se resumem ao seminário. “A ideia é promover a multiplicação de técnicas inovadoras para o mercado de construção ligado à habitação popular, ampliando o conhecimento dos profissionais acerca de sistemas construtivos racionalizados o que trará consequentes benefícios para o mercado”, explica Lincoln.

Em 2009 a ABCP concluiu o projeto da Casa 1.0 com blocos de concreto de 9 cm modulados, o que favorece a execução das moradias nas cidades do interior uma vez que, este tipo de bloco, é mais fácil encontrar  nas fábricas locais.

Lares Geraes

Desde meados de 2005, quando se iniciou a execução do Lares Geraes – Habitação Popular (PLHP), o Governo de Minas, por meio da Cohab/MG, já concluiu ou está construindo 24.739 casas, das quais 22.017 já foram entregues. Esse número é muito superior ao total de casas edificadas durante 20 anos anteriores e beneficia cerca de 100 mil pessoas. O PLHP expressa a prioridade dada pelo Estado à redução do déficit habitacional em Minas e o compromisso de oferecer habitações dignas a um número crescente de famílias mineiras que ganham até três salários mínimos e não têm condições de adquirir a sua moradia própria.

A Cohab/MG tem o município como um dos principais parceiros do Governo de Minas na tarefa de combater o déficit habitacional entre as famílias com renda mensal de um a três salários mínimos. Para estabelecer convênio com a Cohab/MG, a prefeitura deve se comprometer a doar o terreno, regularizado juridicamente, urbanizado e com toda a infraestrutura de redes de água, esgoto e energia elétrica, pavimentação e escoamento de águas pluviais.