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“Poço sem Fundo”, artigo do ITV

Rejeição de um presidente da República nunca foi tão grande na história do país. Clima é de pessimismo porque não há perspectiva de mudança.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”.

Fonte: ITV

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Praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente, segundo instituto de pesquisa MDA. Reprodução.

Dilma, Lula e o PT colhem a reprovação dos brasileiros por escolhas equivocadas, práticas danosas e pela propaganda enganosa que venderam à população nos últimos anos

Nunca antes na história, uma presidente da República foi tão rejeitada pelos brasileiros. Um misto de decepção, desalento e desconfiança ronda o humor da população, diante dos rumos que o PT vem imprimindo ao país. Falta pouco para Dilma Rousseff tornar-se unanimidade, que hoje ampla maioria já preferiria ver pelas costas.

A nova rodada da pesquisa feita pelo instituto MDA sob encomenda da CNT revela que apenas 7,7% aprovam o governo atual. É a mais baixa taxa já aferida pelo instituto, cuja série começa em 1998. Na ponta contrária, nada menos que 71% consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. A desaprovação pessoal à presidente abrange 80% dos brasileiros.

O governo luta para carimbar críticas e o descontentamento com a atual administração como “golpismo” de quem quer se ver livre da presidente antes da hora. Mas basta percorrer as ruas para aferir o sentimento vívido de desaprovação às práticas correntes e de clamor pela responsabilização de quem levou o país para o atual beco em que se encontra.

Segundo o MDA, praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente – em março eram 60%; hoje são 63%. Não se trata de opinião ao léu. A pesquisa mostra que, para 44%, a mistura de corrupção na Petrobras, manipulação das contas públicas e irregularidades nas contas de campanha dariam motivo suficiente para o afastamento de Dilma do cargo.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”. Cada vez mais, os principais temores dos brasileiros são a perda do emprego, o aumento do custo de vida e as dívidas a pagar.

Os novos cortes orçamentários que o governo deve anunciar hoje, segundo os jornais desta quarta-feira, tendem a potencializar o arrocho e aumentar a penúria da população. Além disso, a revisão da meta fiscal reforça a sensação de um governo oscilante, incapaz de alcançar objetivos a que se propõe.

A pesquisa também desnuda a erosão da popularidade do tutor da atual presidente. Assim como Dilma, Lula também é visto como culpado pela corrupção na Petrobras. Numa eventual disputa pela presidência da República, o petista seria derrotado num segundo turno pelos três tucanos que já disputaram o cargo. A vantagem mais larga é obtida pelo senador Aécio Neves.

Dilma, Lula e o PT colhem hoje a reprovação da população por escolhas equivocadas, por práticas danosas e, sobretudo, pela propaganda enganosa que venderam aos brasileiros nos últimos anos, culminando com a sórdida campanha eleitoral que deu mais quatro anos de mandato à presidente. O sentimento presente nas pesquisas de opinião – a da CNT/MDA é apenas mais uma a coadunar a mesma percepção – são a expressão legítima de repúdio da população ao modo petista de governar.

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Em nota, PSDB esclarece sobre investimentos na saúde em Minas Gerais

Em nota, PSDB-MG reiterou seu respeito ao MPF, mas disse que o assunto já foi amplamente divulgado e esclarecido, sem nenhum fato novo.

PSDB-MG: no que diz respeito aos investimentos em saúde, os entendimentos adotados pelo Estado de Minas Gerais sempre foram idênticos aos realizados pelo governo federal e por outros estados da Federação.

Fonte: PSDB-MG

Em nota, o PSDB de Minas esclareceu que sobre os investimentos em saúde realizados pelo Estado de Minas Gerais. O partido reitera seu respeito ao Ministério Público Federal, mas ressalva que trata se de assunto já amplamente divulgado e esclarecido, sem nenhum fato novo, e observa que, como pode ser facilmente constatado, no que diz respeito aos investimentos em saúde, os entendimentos adotados pelo Estado de Minas Gerais sempre foram idênticos aos realizados pelo governo federal e por outros estados da Federação.

Esse entendimento significa que, antes da regulamentação da emenda 29, cabia aos Tribunais de Contas do estados a definição do que poderia ou não ser considerado gasto em saúde.

Esse é o entendimento que prevalece em todo o país.

Como exemplo, registramos que:

Em 2004, mais de 56% do total aplicado pelo governo do presidente Lula em saúde se referiu a “encargos especiais”, ou seja, despesas como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras funções afins.

Em 2005, de acordo com o relatório do TCU, houve aplicação substancial de valores com o Programa Bolsa Família no percentual mínimo no gasto da saúde. De acordo com o mesmo relatório, sem a inclusão dessas despesas, o governo federal não atingiria o mínimo constitucional de gastos estabelecidos para a saúde.

Em 2009, o governo federal lançou como gastos em saúde despesas como assistência às Forças Armadas, conservação e recuperação de biomas brasileiros, agricultura familiar (Pronaf) e gestão da política portuária.

Em 2012, o governo Dilma Rousseff aplicou R$ 1,45 bilhão gastos em saneamento urbano como despesas em saúde.

No Rio Grande do Sul, no governo Tarso Genro, do total de R$ 2,6 bilhões referentes aos gastos em saúde em 2011, R$ 1,1 bilhão foram feitos através da CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento. Outros R$ 160 milhões, destinados ao IPERGS – Instituto de Previdência do Estado, como contrapartida às contribuições à assistência médica aos servidores públicos, foram relacionados como investimentos em saúde.

No Mato Grosso do Sul, o governador Zeca do PT inovou ao propor e promulgar a “Lei do Rateio” (Lei Estadual 2.261, de 01/07/2001) que possibilitava a aplicação de recursos destinados exclusivamente à saúde pública em outras atividades da administração do Estado. No Piauí, governador Wellington Dias, computou como investimentos na área as despesas referentes ao Instituto de Assistência e Previdência do Piauí e gastos com o plano de saúde dos servidores.

Aprovação do TCE – MG

Os investimentos feitos pelo governo de Minas entre 2003 e 2010 foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, atestando a correção e o cumprimento à época dos índices constitucionais dos investimentos realizados.

Atesta o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais: “As Contas de Governo dos exercícios de 2003 a 2010 … tiveram pareceres pela aprovação por unanimidade pelo Tribunal Pleno, sendo cumpridos os índices constitucionais de saúde(inciso II do § 2° do art. 198 da CR/88) e de educação (art. 212, CR/88)”. A íntegra dessa nota pode ser conferida no site do TCE/MG (www.tce.mg.gov.br/).

A ação proposta agora pelo MPF tem o mesmo fundamento de iniciativas anteriores, já amplamente divulgadas e nitidamente renova iguais questionamentos já esclarecidos pelo governo de Minas e pelo PSDB ao longo dos últimos dez anos.

A tabela a seguir, elaborada a partir de relatórios anuais aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, mostra os valores absolutos investidos na saúde desde 2003, com os respectivos percentuais:

Em nota, PSDB esclarece sobre investimentos na saúde em Minas Gerais

 

Em nota, PSDB esclarece sobre investimentos na saúde em Minas Gerais

Aécio critica propaganda enganosa e diz que PT escondeu Dilma

Aécio acusou o PT de “esconder” Dilma e diz que o partido “chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros” quando afirma que o governo combate a corrupção.

População com panelaço protestou contra malfeitos do PT

Fonte: O Estado de S.Paulo

Oposição critica propaganda do PT e comemora panelaço

Em meio às manifestações contra a inserção do partido, presidente do PSDB Aécio Neves não poupou críticas à peça da legenda

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), classificou como “enganosa e fantasiosa” a propaganda do PT veiculada nesta terça-feira, 5, em cadeia nacional de rádio e TV. Já o presidente do DEM, senador Agripino Maia, afirmou que os panelaços mostram que “para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só”.

Em nota, o tucano acusa o PT de “esconder” a presidente Dilma Rousseff e diz que o partido “chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros” quando afirma que o governo combate a corrupção.

“O programa do PT zomba da inteligência e desrespeita milhões de trabalhadores e de famílias que conhecem bem a realidade em que vivem”, diz o texto.

O PSDB também divulgou vídeo em seu perfil oficial no Facebook com duras críticas ao governo petista, confira:

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Aécio também criticou o ajuste fiscal proposto pelo governo. Segundo ele, o PT diz na TV que defende o direito trabalhistas bem no dia que “chegam à Câmara dos Deputados duas Medidas Provisórias assinadas pela presidente em que são claros os cortes de conquistas dos trabalhadores”.

No programa desta terça, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do partido, Rui Falcão. Não houve participação de Dilma – ela aparece brevemente nas imagens, sem identificação. Lula centra sua fala contra terceirização enquanto Falcão anuncia que o partido vai expulsar militantes que forem condenados por “malfeitos”.

A transmissão da peça foi alvos de novas manifestações em diversas partes do Brasil. “Que papelão! Eles não conseguiram escapar do panelaço. Só conseguiram adiar do dia 1º para o dia 5 de maio. As vaias são a prova de que, para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só”, disse Agripino Maia, em referência ao fato de Dilma não ter feito o pronunciamento no Dia do Trabalho por medo de novos protestos.

Feriado de Tiradentes: protestos contra PT, Dilma e Pimentel em BH

Feriado de Tiradentes foi marcado por protestos contra Dilma e Pimentel em BH

Manifestantes proferiram gritos de ordem contra o PT, Dilma, Lula e contrários a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do MST.

Os indícios de corrupção na Petrobras também foram alvo de críticas dos manifestantes.

Fonte: O Tempo 

Feriado de Tiradentes foi marcado por protestos contra Dilma e Pimentel em BH

Integrantes de pelo menos cinco movimentos sociais protestaram no início desta terça-feira (21) na praça Tiradentes. Foto: Fernanda Carvalho / O Tempo

Manifestantes se vestem de preto contra o governo

Manifestantes se vestem de preto contra o governo a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do MST, João Pedro Stédile

Integrantes de pelo menos cinco movimentos sociais protestaram no início desta terça-feira (21) na praça Tiradentes, no bairro Funcionários, região centro-sul de Belo Horizonte. Os cerca de 80 manifestantes, segundo a Polícia Militar, proferiram gritos de ordem contra o PT, a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e contrários a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

Os manifestantes, que estavam vestidos de preto e seguravam balões pretos e velas, ocuparam uma das faixas da avenida Afonso Pena, no sentido centro. Eles ainda levavam cordas no pescoço em sinal de protesto. “Esse ato é contra a medalha que deram ao Stédile e a política do governo que tem enforcado tanto os brasileiros. Estamos nos sentindo cada vez mais oprimidos por um governo que mentiu para a população e continua mentindo, sendo incapaz de cumprir promessas”, disse Syllas Valadão, um dos lideres do movimento Patriotas.

De acordo com o coordenador do movimento Vem Pra Rua, Daniel Dayrell, as homenagens que foram entregues hoje “é um desrespeito a memória de Tiradentes”, criticando também a medalha dada ao líder do MST, João Pedro Stédile. “É um afronta a todos os princípios que achamos correto aqui no país”, completou.

Os indícios de corrupção na Petrobras também foram alvo de críticas dos manifestantes. Segundo Paulo Lopes, do movimento Pró-Brasil, os “escândalos de corrupção no Brasil estão cada vez mais evidentes” e pede que os políticos e as empresas envolvidas sejam punidas. Neste momento de crise, a única solução para o publicitário Adrian Paz é a “intervenção divina”, que levava a imagem de Nossa Senhora Aparecida nos braços.

Aécio venceria até Lula se eleições fossem hoje, diz pesquisa

Decorridos apenas 5 meses desde o 2º turno das eleições e apenas 3 meses desde o início do 2º mandato de Dilma, o desgaste do PT e do governo é evidente.

Fonte: Blog do JOSÉ FUCS

Pesquisa: Se eleições fossem hoje, Aécio venceria até Lula

Aécio venceria Lula se as eleições fossem hoje, diz pesquisa

O levantamento, realizado com exclusividade para ÉPOCA pelo instituto Paraná Pesquisas, revela também que, para 78% da população, Dilma e Lula sabiam do propinoduto da Petrobras

Decorridos apenas cinco meses desde o segundo turno das eleições de 2014 e apenas três meses desde o início do segundo mandato de Dilma, o desgaste do PT e do governo é evidente. Segundo um levantamento exclusivo realizado para ÉPOCA pelo instituto Paraná Pesquisas, criado há 23 anos, o senador Aécio Neves seria eleito presidente da República se as eleições fossem hoje, mesmo que o candidato do PT fosse Lula.

De acordo com os dados da pesquisa, Aécio teria 51,5% dos votos e Lula, 27,2%. Do total de entrevistados, 11,1% disseram que não votariam em nenhum dos dois candidatos e 10,3% afirmaram não saber em quem votariam. Se a eleição incluísse a candidata Marina Silva, Aécio também seria o vencedor. Ele teria 37,1% dos votos e Marina Silva, 24,3%. Lula, com 17,9%, ficaria em terceiro lugar. Se a disputa fosse entre Aécio e Dilma a vitória do candidato da oposição seria ainda maior. Aécio teria 57,2% dos votos e Dilma, apenas 19,4% (confira os gráficos abaixo).

A pesquisa, registrada no Conselho Regional de Estatística da 3º Região sob nº 6288/10, foi realizada entre os dias 26 e 31 de março. Foram entrevistados 2.022 eleitores, em 152 municípios de 26 estados e no Distrito Federal. Segundo o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira a amostra oferece um grau de confiança de 95% e o resultado tem uma margem de erro de 2%, para mais ou para menos.

Além das questões ligadas à eleição de 2018, a Paraná Pesquisas também pediu aos entrevistados para fazer uma avaliação de Dilma e do governo. De acordo com a pesquisa, 74% dos eleitores afirmaram desaprovar a administração de Dilma e 75% disseram que a vida vai piorar ou ficar igual em 2015.

Em relação à corrupção no país, 78,3% afirmaram que Dilma e Lula sabiam do propinoduto da Petrobras e 71,1% consideraram que o crescimento de escândalos nos governos do PT se deve a um efetivo aumento da corrupção e não a uma atuação mais efetiva e livre da Polícia Federal e do Ministério Público, como diz o governo. Sobre a crise econômica, 79% declararam que Dilma mentiu durante a campanha eleitoral.

 

PT em desespero tenta retomar a fraudada Lista de Furnas contra Aécio

Gravações feitas pela Polícia Federal chegaram a flagrar o deputado petista Rogério Correia negociando com o falsário Nilton Monteiro a confecção da Lista Fraudada de Furnas.

Denúncia do MP de Minas já tinha identificado como age o estelionatário que falsificou a Lista de Furnas envolvendo políticos tucanos e mostrou uma série de golpes contra empresários e espólios milionários

Alegação dos parlamentares petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato reforçam indícios de participação de Aécio no desvio de recursos na estatal

Fonte: Jogo do Poder O Estado de Minas

Lista fraudada de Furnas: PT cria factóide e pede investigação contra Aécio

Deputados do PT criam ‘factóide’ contra Aécio Neves em investigação da lista fraudada de Furnas produzida por um estelionatário já conhecido da Justiça. Divulgação

Lista de Furnas: MP comprova falsidade de documentos

Lista fraudada de Furnas: estelionatário Nilton Monteiro tinha apoio de Marco Aurélio Flores Carone, editor do jornal eletrônico “Novo Jornal”.

Com a chegada do ano eleitoral no final de 2014, políticos de diversas colorações partidárias se transformam no alvo preferencial daquele que o Ministério Público de Minas Gerais define como o “Midas da falsificação”. Trata-se de Nilton Antônio Monteiro, um antigo conhecido das delegacias de estelionato que costuma trafegar com enorme desenvoltura no eixo Minas-Rio-Brasília e que nos últimos 13 anos teria, segundo o promotor André Luiz Garcia de Pinho, movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques.

Leia mais http://www.jogodopoder.com/blog/politica/lista-de-furnas-mp-comprova-falsidade-de-documentos/

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

Leia mais: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/pt-em-desespero-lista-de-furnas-pode-respingar-em-lula-partido-tenta-desqualificar-laudo-de-perito-americano/

Mais detalhes

Deputados pedem a Janot investigação contra Aécio por “lista de Furnas

Fonte: Estado de Minas

Os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada “lista de Furnas”.

A alegação dos petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato reforçam indícios de uma suposta participação de Aécio no desvio de recursos em contratos de Furnas. As descobertas tornadas públicas com a Lava Jato, escrevem os deputados, indicam a necessidade de a PGR “aprofundar as investigações” sobre o caso.

“Veja-se, Senhor Procurador-Geral da República, que muito embora Vossa Excelência já tenha feito algum juízo de valor em relação à possibilidade de abertura de inquérito sobre determinadas pessoas mencionadas nas colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, notadamente em relação ao atual Senador Aécio Neves, é imprescindível que novas investigações sejam entabuladas e aprofundadas acerca dos vultosos desvios de recursos públicos em ambas as empresas (Cemig e Furnas) no período de 1994 a 2002″, escrevem os parlamentares.

Ao encaminhar os pedidos de investigação de parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF), no início do mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da citação a Aécio Neves. Janot não viu elementos suficientes para abertura de inquérito contra o senador e presidente nacional do PSDB.

Além de alegar que os fatos eram diversos dos investigados na Lava Jato – que apura esquema de corrupção na Petrobras -, Janot apontou na ocasião que as afirmativas de Youssef são “muito vagas” e fundamentadas no que ouviu por intermédio de terceiros.

Informações complementares sobre a montagem da fraude da Lista de Furnas

Dilma sofre derrota na Câmara. Foi apenas a primeira…

Após ser reeleita, Dilma sofre a primeira grande derrota na Câmara que pode ser o prenúncio do que vai encontrar pela frente.

Decreto 8.243/2014 criaria a Política Nacional de Participação Social

Fonte: O Globo 

Câmara derruba decreto de Dilma que regulamenta os conselhos populares

Governo tentou obstruir votação, mas não conseguiu. Proposta ainda precisa ser aprovada no Senado

A Câmara aprovou na noite desta terça-feira a proposta que susta o decreto da presidente Dilma Rousseff que regulamenta os conselhos populares. Tendo em mãos a promessa da oposição de obstrução das votações da Câmara enquanto não fosse votada a matéria, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou a sessão extraordinária para votá-la, contrariando o governo federal. Tentando evitar o pior, o governo obstruiu o processo de votação para tentar inviabilizar derrubada, mas não conseguiu.

Henrique Alves fez questão de conduzir com mãos de ferro a votação, cobrando pressa nas manifestações e encaminhamentos dos líderes contrários à medida. Agora, a derrubada do conselhos ainda terá que ser votada pelo Senado.

— Essa derrota é educativa. É para mostrar que o discursos do diálogo, de conversa com o Congresso Nacional, não pode ficar só na teoria, tem que acontecer na prática — afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Nos bastidores, líderes aliados atribuíram a atitude do presidente da Câmara à derrota sofrida no último domingo, quando perdeu a eleição para o governo do Rio Grande do Norte com a ajuda dada pelo PT e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu adversário, Robinson Faria (PSD). Uma das expressões mais repetidas no dia em conversas reservadas, para classificar a atitude de Henrique, foi que ele voltou para a Câmara, “com sangue nos olhos” e sem dar espaço para conversas ao líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), que queria evitar a votação do decreto.

Henrique negou que tenha agido em retaliação ao que aconteceu na eleição. Disse que há três meses ele tinha avisado que a votação do decreto era uma de suas prioridades e apenas estava cumprindo a promessa. Ele sustentou que a oposição deixou claro que não votaria nada antes da votação do decreto.

— Se eu aceitar passivo, essa Casa não vota mais nada até o final do ano. Essa questão tem que ser decidida no voto. Quem tiver votos para ganhar, parabéns. Quem não vencer, tem que respeitar o resultado. Como presidente eu já disse, há três meses, que o decreto seria uma pauta prioritária — disse o presidente da Casa antes da votação, negando a retaliação ao PT. — Seria desinformação, que se pensasse assim. Há três meses tenho incluído o decreto como item prioritário na pauta.

Mesmo ciente de que seria derrotado, o governo não quis abrir mão e retirar o decreto do Congresso Nacional, o que evitaria a derrota em plenário. Há três meses, antes do início da campanha eleitoral, Henrique Alves sugeriu que a presidente Dilma Rousseff retirasse o decreto e mandasse a proposta por meio de projeto-lei com a medida. O governo não aceitou. Segundo aliados, o governo não queria mostrar fraqueza. A mesma proposta foi feita por aliados depois da eleição já ganha por Dilma, mas o governo continuou irredutível.

Mais cedo, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS) disse que os que querem derrubar o decreto de Dilma deveriam garantir o quórum na votação. A oposição, com a ajuda de partidos da base aliada, entre eles o PMDB, conseguiu aprovar a urgência do decreto. Na votação desta terça, é necessária a presença de pelo menos 257 deputados em plenário. O decreto é aprovado por maioria simples.

— Se eles (oposição) querem derrubar o decreto, que coloquem o número de votos necessários — disse Fontana.

O decreto 8.243/2014, da presidente Dilma Rousseff, cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e diz que o objetivo é “consolidar a participação social como método de governo” que determina aos órgãos governamentais, inclusive as agências de serviços públicos, promover consultas populares.

Na prática, a proposta obriga órgãos da administração direta e indireta a criarem estruturas departicipação social. O decreto lista nove tipos de estruturas que devem ser utilizadas: conselhos de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública; e ambiente virtual de participação social.