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Agência Pepper Interativa, ligada ao PT e Pimentel, tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão

A Pepper Interativa mantém contrato com o PT e está sendo investigada nas operações Lava Jato e, especialmente, na Acrônimo, que mira Pimentel.

A mulher de Pimentel, Carolina Oliveira, é apontada como uma espécie de sócia oculta da Pepper, que admite ter pago ao menos duas faturas do cartão de crédito de Carolina, em razão da “amizade”.

Fonte: Revista Época

 

Agência Pepper Interativa, ligada ao PT, tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão

A agência de comunicação admite que pagou ao menos duas faturas de cartão de crédito da mulher do governador Fernando Pimentel. 

A agência de comunicação Pepper Interativa cresceu na esteira das duas campanhas da presidente Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Notória por realizar ataques virtuais contra grupos críticos ao PT, a Pepper, da publicitária Danielle Fonteles, caiu nas graças de próceres do partido, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Graças à proximidade com eles, a Pepper mantém contrato com o PT. É o maior cliente da agência – quase 70% do faturamento dela vem do partido. ÉPOCA descobriu que, em 2012, a Pepper montou uma operação intrincada no exterior para receber valores da construtora Queiroz Galvão.

Meses antes, a empreiteira recebera do BNDES para financiar serviços na África. A Pepper criou, em nome de laranjas, a Gilos, uma offshore no Panamá. Criou também uma conta secreta na Suíça para movimentar a dinheirama de um contrato de fachada com a filial da Queiroz Galvão em Angola.

A conta, cuja identificação é CH3008679000005163446, foi aberta por Danielle Fonteles no banco Morgan Stanley. Na ocasião, não foi declarada à Receita ou ao Banco Central.


Agência ligada a Pimentel tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão

Reprodução

ÉPOCA obteve cópia do contrato entre a offshore Gilos Serviços e a empreiteira, devidamente assinado por Danielle. Foi formalizado em setembro de 2012. A Gilos recebeu US$ 237 mil (R$ 830 mil, ao câmbio de hoje) da Queiroz Galvão para fazer marketing digital em Angola.

O contrato, que elenca seis serviços, parece uma peça de ficção. Não há uma linha sequer sobre qual obra ou projeto da Queiroz Galvão deveria ser divulgado na internet pela Pepper. Naquele país, a Queiroz Galvão operou graças a financiamentos do BNDES.

Em março de 2012, a empreiteira recebera US$ 55 milhões do banco. Naqueles tempos, Pimentel era ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho de Administração do BNDES.


Agência ligada a Pimentel tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão

Contrato entre a Gilos, offshore da Pepper, e a Queiroz Galvão. Reprodução

Danielle e a Pepper estão sendo investigados nas operações Lava Jato e, especialmente, Acrônimo. Nesta, que mira Pimentel e operações de lavagem de dinheiro do PT, a PF chegou a fazer buscas na sede da Pepper, num shopping de Brasília. Segundo a Polícia Federal, há evidências de que a Pepper foi usada para intermediar dinheiro do BNDES a Pimentel.

Durante o primeiro mandato de Dilma, Pimentel era, na prática, o chefe do BNDES. A mulher de Pimentel, Carolina Oliveira, é apontada como uma espécie de sócia oculta da Pepper. Funcionou assim: entre 2013 e 2014, a Pepper recebeu R$ 520 mil do BNDES por serviços de publicidade e repassou R$ 236 mil a Carolina Oliveira.

A Polícia Federal descobriu indícios de que Carolina Oliveira era mais que uma simples parceira da agência. A mulher de Pimentel distribuía cartões no mercado como se fosse representante da Pepper.

Na casa de Carolina Oliveira e Pimentel, em Brasília, a PF apreendeu uma tabela com valores. De um lado, aparece o nome Dani – o mesmo apelido da proprietária da Pepper. Os valores de “Dani” somam R$ 242.400. Do outro, há valores de Carol: R$ 143.982,95. Duas anotações chamam a atenção: R$ 11.100 e R$ 20 mil, registrados como “cartões”.

Agência ligada a Pimentel tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão

Relação de despesas de cartão de Carolina Pimentel. Reprodução

Na tabela, a diferença dos valores, incluindo as vírgulas, entre “Dani” e Carolina é contabilizada como “crédito Carol”: R$ 98.417,05. Ou seja, é como se fosse um controle de caixa, de “Dani” para “Carol”, em que despesas de cartões de crédito de Carolina eram pagas pela Pepper e contabilizadas. A Pepper admite ter pago ao menos duas faturas do cartão de crédito da mulher de Pimentel, em razão da “amizade” entre Dani e Carol. A mulher de Pimentel, suspeita a PF, era funcionária do BNDES nesse período.

Após ÉPOCA procurar Danielle, a conta na Suíça foi declarada à Receita. “Carolina nunca recebeu qualquer repasse da Pepper quanto a operações realizadas junto ao BNDES”, diz a Pepper, em nota. A empresa diz que desconhece a tabela apreendida na casa da mulher de Pimentel. Sobre a criação da Gilos em 2012, no Panamá e em nome de laranjas, com conta na Suíça, Danielle afirma que seguiu orientações de advogados.

“A Pepper foi orientada a constituir empresa no exterior e abrir uma conta em instituição bancária idônea. A existência dessa conta, assim como os valores recebidos, são de conhecimento da Receita Federal do Brasil. Todos os impostos oriundos das transações havidas no exterior foram recolhidos.” Danielle não explicou por que declarou a conta somente após ser procurada por ÉPOCA.

A Pepper afirma que não há relação entre os serviços prestados à Queiroz Galvão e financiamentos do BNDES. O advogado de Carolina Oliveira, Igor Tamasauskas, disse que a defesa não poderia se manifestar porque não teve acesso à integra do processo, mas ressaltou que “toda a relação comercial entre nossa cliente e a referida empresa foi legítima”.

A Queiroz Galvão afirma, ainda, que o contrato era para promover a empresa no exterior. “Todos os pagamentos foram efetuados de maneira absolutamente legal e transparente, seguindo os termos previstos em cada contrato. Esses trabalhos nunca estiveram vinculados a qualquer pagamento por parte do BNDES”.

A reportagem pediu à Pepper e à Queiroz Galvão provas de que os serviços da agência de comunicação foram executados. Nenhuma delas respondeu ao pedido da revista.

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PT em desespero tenta retomar a fraudada Lista de Furnas contra Aécio

Gravações feitas pela Polícia Federal chegaram a flagrar o deputado petista Rogério Correia negociando com o falsário Nilton Monteiro a confecção da Lista Fraudada de Furnas.

Denúncia do MP de Minas já tinha identificado como age o estelionatário que falsificou a Lista de Furnas envolvendo políticos tucanos e mostrou uma série de golpes contra empresários e espólios milionários

Alegação dos parlamentares petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato reforçam indícios de participação de Aécio no desvio de recursos na estatal

Fonte: Jogo do Poder O Estado de Minas

Lista fraudada de Furnas: PT cria factóide e pede investigação contra Aécio

Deputados do PT criam ‘factóide’ contra Aécio Neves em investigação da lista fraudada de Furnas produzida por um estelionatário já conhecido da Justiça. Divulgação

Lista de Furnas: MP comprova falsidade de documentos

Lista fraudada de Furnas: estelionatário Nilton Monteiro tinha apoio de Marco Aurélio Flores Carone, editor do jornal eletrônico “Novo Jornal”.

Com a chegada do ano eleitoral no final de 2014, políticos de diversas colorações partidárias se transformam no alvo preferencial daquele que o Ministério Público de Minas Gerais define como o “Midas da falsificação”. Trata-se de Nilton Antônio Monteiro, um antigo conhecido das delegacias de estelionato que costuma trafegar com enorme desenvoltura no eixo Minas-Rio-Brasília e que nos últimos 13 anos teria, segundo o promotor André Luiz Garcia de Pinho, movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques.

Leia mais http://www.jogodopoder.com/blog/politica/lista-de-furnas-mp-comprova-falsidade-de-documentos/

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

Leia mais: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/pt-em-desespero-lista-de-furnas-pode-respingar-em-lula-partido-tenta-desqualificar-laudo-de-perito-americano/

Mais detalhes

Deputados pedem a Janot investigação contra Aécio por “lista de Furnas

Fonte: Estado de Minas

Os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada “lista de Furnas”.

A alegação dos petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato reforçam indícios de uma suposta participação de Aécio no desvio de recursos em contratos de Furnas. As descobertas tornadas públicas com a Lava Jato, escrevem os deputados, indicam a necessidade de a PGR “aprofundar as investigações” sobre o caso.

“Veja-se, Senhor Procurador-Geral da República, que muito embora Vossa Excelência já tenha feito algum juízo de valor em relação à possibilidade de abertura de inquérito sobre determinadas pessoas mencionadas nas colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, notadamente em relação ao atual Senador Aécio Neves, é imprescindível que novas investigações sejam entabuladas e aprofundadas acerca dos vultosos desvios de recursos públicos em ambas as empresas (Cemig e Furnas) no período de 1994 a 2002″, escrevem os parlamentares.

Ao encaminhar os pedidos de investigação de parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF), no início do mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da citação a Aécio Neves. Janot não viu elementos suficientes para abertura de inquérito contra o senador e presidente nacional do PSDB.

Além de alegar que os fatos eram diversos dos investigados na Lava Jato – que apura esquema de corrupção na Petrobras -, Janot apontou na ocasião que as afirmativas de Youssef são “muito vagas” e fundamentadas no que ouviu por intermédio de terceiros.

Informações complementares sobre a montagem da fraude da Lista de Furnas

Aécio faz pronunciamento em defesa de Anastasia

“Até os adversários de V. Exa., na Minas que governamos juntos e onde tive a honra de ser sucedido por V. Exa., até seus adversários respeitam a sua história e o seu comportamento pessoal”, ressaltou Aécio Neves.

Fonte: PSDB 

Pronunciamento do senador Aécio Neves em apoio ao senador e ex-governador de Minas Antonio Anastasia

Brasília – 10-03-15

O que V. Exa. faz hoje, é um desabafo que todos nós, que o conhecemos muito bem, também gostaríamos de fazer. Me permita, V. Exa., bem rapidamente dizer que ao final desse período legislativo estarei completando 32 anos consecutivos de mandato. Conheci, a vida me deu esse privilégio, homens públicos de gerações diferentes e de extraordinária dimensão pessoal e política.

A vida me deu o privilégio, senador Paim, de conviver com homens como Tancredo Neves, de conviver com homens como Ulysses Guimarães, como Teotônio Vilela, dentre tantos outros, que tiveram, sim, uma extraordinária dimensão política no tempo em que atuaram. Mas eu digo aqui, na Tribuna do Senado Federal, que do ponto de vista pessoal, moral, nenhum supera V. Exa.. Talvez alguns igualem V. Exa. no compromisso com a coisa pública, na retidão, na seriedade, no espírito público; mas V. Exa. se iguala aos maiores que o Brasil já teve. Conheço V. Exa., senador Anastasia, há muitos anos.

Tive o privilégio de tê-lo como companheiro de caminhada no momento em que construímos em Minas o mais ousado modelo de gestão pública da nossa contemporaneidade, depois acompanhado por vários outros estados brasileiros.

E em todos os instantes, nas graves crises e nos momentos mais sutis, V. Exa. sempre comparecia com a altivez, com a capacidade de compreender com clareza a dimensão do que significa ser um homem público. E é por isso mesmo que o ataque que V. Exa. hoje recebe atinge todos os que o conhecem.

Até os adversários de V. Exa., na Minas que governamos juntos e onde tive a honra de ser sucedido por V. Exa., até seus adversários respeitam a sua história e o seu comportamento pessoal. De que o acusam, senador Anastasia? E é importante, senador Agripino, senador Tasso, líder Cássio, senador Aloysio, que aqui estão, senador José Serra.

Um policial federal diz que levou durante o processo eleitoral de 2010 um recurso a uma determinada casa e entregou a um cidadão que o recebeu e meses depois, vendo o resultado eleitoral por fotografia e por imagens de televisão, achou que aquela pessoa a quem ele tinha entregue o recurso parecia com, segundo ele, o candidato que havia sido eleito em Minas Gerais.

A barbaridade desta história, a fantasia que a emoldura fica clara logo no primeiro instante porque ao contrário do que diz este policial, talvez enganado, talvez orientado, não sabe temos elementos para dizer qual a razão, ele não teria hipoteticamente entregue o dinheiro ao candidato.

O senador Anastasia hoje era o governador de Minas Gerais naquele período. Era o governador de Minas. O cidadão não se lembraria de chegar em um Estado e se encontrar com o governador do Estado.

Por mais que esta tese fantasiosa, porque não cabe na história, não cabe no perfil de V. Exa., isso mostra a fragilidade das denúncias de V. Exa. Elas não surgem de nenhuma das duas delações premiadas, mas sim desse depoimento que estou absolutamente segura, senador Antonio Anastasia, será cabalmente desmontado proximamente.

Basta que saibamos para onde foi este recurso, quem foi o seu destinatário efetivo, qual responsável pela residência onde teoricamente teriam sido entreguem possivelmente esses recursos.

Faço rapidamente a menção a este trecho desta história para dar tranquilidade a V. Exa. Fique senador Anastasia absolutamente sereno como está, seguro da sua conduta, porque nós, seus companheiros de partido, seus companheiros de parlamento, e os cidadãos mineiros em especial, mas tenho certeza, que muitos brasileiros sabem que V. Exa. é uma das melhores coisas que a vida pública brasileira já produziu. E dentro de pouco tempo V. Exa. estará retornando a esta tribuna para debater os grandes temas nacionais muitos dos quais tem V.Exa. a principal referência.

Portanto, desejo a V.Exa. apenas, é o que posso desejar, serenidade, nesse instante, a firmeza e a coragem que jamais lhe faltou em nenhum instante de sua trajetória. Não estou aqui para lhe prestar solidariedade. Estou para dizer que juntos para dizer que vamos provar que a acusação contra V.Exa. não tem qualquer conexão com a realidade e que V.Exa. sairá deste episódio ainda muito maior do que entrou.

Empregos formais apresentam pior resultado desde novembro 2008

O total de admissões atingiu 1.613.006 e o de desligamentos alcançou 1.604.625. Em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram criados 47.486 postos, houve queda de 82%.

Brasil sem rumo

Fonte: O Globo

Vagas formais crescem em relação a outubro, mas têm o pior novembro desde 2008

No mês foram abertas 8.381 postos de trabalho. Saldo positivo foi puxado pelas contratações do comércio

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que 8.381 novas vagas de emprego foram criadas no país em novembro. Em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram criados 47.486 postos, houve queda de 82%. O resultado é o pior para o mês desde 2008, quando foram registradas 40.821 demissões. No mês passado, o total de admissões atingiu 1.613.006 e o de desligamentos alcançou 1.604.625. O anúncio foi feito em Florianópolis pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

Em relação a outubro, o resultado de novembro foi considerado modesto pelo ministério, já que naquele mês 30.283 vagas formais foram fechadas. A retomada na abertura de vagas foi puxada pelo comércio e pelo Sul do País, que gerou 24,2 mil novos postos de trabalho. No acumulado do ano, o emprego cresceu 2,31%, o que representa o acréscimo de 938.043 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 1,05%.

Para o professor Fernando de Holanda Barbosa, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), o resultado surpreendeu positivamente, mas ainda aponta para uma leitura negativa:

— Óbvio que é melhor crescer o número de vagas do que reduzir, mas olhando em termos históricos, só perde para o mês do ano que foi o auge da crise econômica.

Segundo Barbosa, o resultado mantém a expectativa ruim para os meses de dezembro – quando são registrados os maiores números de dispensas das contratações temporárias para o Natal – e para o começo do próximo ano.

Leonardo Muls, professor de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), pondera que 2014 está sendo um ano atípico, marcado por um ambiente de incertezas na esfera política, semelhante ao ocorrido no fim em 2002, com a eleição de Lula – quando o dólar chegou a bater R$ 4.

— É preciso sempre observar a tendência, além do resultado. Não se cria emprego em ambiente de incerteza. O empresário adia a decisão de contratar, ou até desiste. A questão é se o impulso de geração de emprego vai se recuperar. Em 2015, existe expectativa de um cenário mais sombrio — analisou Muls.

CONSTRUÇÃO CIVIL REPETE RESULTADO NEGATIVO

comércio foi o setor que criou o maior número de empregos, com 105.043 novas vagas. Em seguida, está o setor de serviços que contratou 29,5 mil pessoas. O pior desempenho do mês ficou com a construção civil, que teve queda de 48.894 postos. Em outubro, o setor já havia sido o que mais fechou vagas. A indústria da transformação também registrou redução. No total, foram de 43,7 mil vagas a menos em novembro.

Entre os estados, o Rio de Janeiro teve a melhor geração de vagas, com 14 mil contratações, seguido por Rio Grande do Sul, com 10.912, e Santa Catarina, com 8.460. São Paulo teve o pior desempenho, com 18 mil vagas a menos, puxadas principalmente pela indústria da transformação.

O desempenho do Rio, para especialistas, está ligado aos projetos para a Olimpíadas, que seguraram as vagas formais em construção civil e na indústria, enquanto São Paulo tem sido fortemente afetado pelas demissões em massa nas montadoras.

— O recuo geral na construção civil era um pouco esperado, porque o setor vem crescendo nos últimos anos e atingiu o seu pico. A queda da indústria é um possível reflexo do esgotamento do modelo baseado no consumo, em vez do investimento. É um modelo que tem prazo de validade — disse o professor da UFF.

Fernando de Holanda Barbosa alertou que as investigações de corrupção da Operação Lava-Jato podem ter impacto no setor de construção civil.

— Se forem suspensos os repasses de recursos dos projetos, como consequência isso pode paralisar as obras e prejudicar o nível de emprego do setor.

Petrolão: depoimento amplia participação do PT

O que vazou até o momento sobre os depoimentos já foi suficiente para colocar o mundo político em estado de alerta.

Escândalos vão além das áreas de domínio na Petrobras

Fonte: O Globo

Amplia-se a dimensão do escândalo na Petrobras

Acareação em CPI e testemunhos de que propinas destinadas ao ex-diretor Renato Duque foram para o PT amplificam a importância do caso

Não se esperava muito do comparecimento à CPI mista da Petrobras dos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, personagens do que já é o maior escândalo de corrupção da história do país. O objetivo era uma acareação entre quem confirma a existência de desvios na compra da refinaria de PasadenaPaulo Roberto, e Ceveró,envolvido diretamente naquela operação, quando era diretor Internacional da empresa, e que se mantém firme em negar qualquer anormalidade no negócio.

Paulo Roberto, em prisão domiciliar por ter concordado em ajudar nas investigações por meio de delação premiada, reafirmou tudo o que testemunhou perante o juiz Sérgio Moro, responsável pelo inquérito sobre a lavanderia de dinheiro montada por Alberto Youssef, pela qual teriam passado bilhões subtraídos da estatal por meio do superfaturamento de contratos. O esquema foi operado por Paulo Roberto, outros diretores e alto funcionários.

Não se sabe tudo dos depoimentos, sob sigilo judicial. Mas o que vazou já foi suficiente para colocar o mundo político em estado de alerta e se ter ideia das grandes proporções do escândalo. Na acareação, Paulo Roberto foi incisivo ao dizer que confirmava tudo o que depôs. Portanto, confirmou que recebeu US$ 1,5 milhão para “não atrapalhar” o negócio cuja lisura Cerveró continua a defender. Mesmo que a presidente Dilma tenha afirmado que não o aprovaria, quando estava à frente do Conselho de Administração da Petrobras, caso soubesse de todos os detalhes da compra — sonegados por Cerveró, deu a entender.

Esta última passagem de Paulo Roberto pelo Congresso foi, ainda, marcada por comentários fortes de cunho pessoal. Depois de afirmar que, “desde o governo Sarney”, nenhum diretor da estatal foi nomeado sem apadrinhamento de político, Costa se disse arrependido de ter entrado no esquema, do qual estava “enojado”. Disse, também, ter testemunhado sobre “dezenas” de políticos beneficiados pelo assalto à Petrobras. Privadamente, ao deputado Ênio Bacci (PDT-RS), Costa foi mais preciso: 35 políticos. A reunião da CPI ganhou outra dimensão.

Costa foi muito além ao dizer que o mesmo modelo de assalto aplicado na Petrobras é usado em muitos outros setores (obras em ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas). Faz sentido, mas os agentes públicos que atuam na questão da Petrobras não podem perder o foco. Se forem abertas agora tantas outras frentes, crescerá o risco da impunidade.

E a história cresce mais ainda com a informação de que outros depoimentos sob delação premiada, estes dos empreiteiros Augusto Mendonça e Júlio Camargo, garantem que propinas destinadas ao ex-diretor Renato Duque foram encaminhadas ao PT por meio de doações legais. Mais uma razão para a Justiça e o Ministério Público não dispersarem esforços.

Petrolão: políticos começarão a ser investigados

Procurador-geral da República quer abrir ainda neste ano os primeiros inquéritos para investigar políticos envolvidos  na Lava-Jato.

Operação Lava-Jato

Fonte: Folha de S.Paulo

ESCÂNDALO NA PETROBRAS

Procurador quer começar a investigar políticos neste ano

Janot diz que indícios oferecidos por delatores bastam para abrir inquéritos

Parlamentares citados como beneficiários de esquema só podem ser investigados com autorização do Supremo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, espera abrir ainda neste ano os primeiros inquéritos para investigar políticos apontados como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Com o fim dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, que decidiu colaborar com a Justiça, Janot acha que já tem indícios suficientes para pedir a abertura de inquéritos contra parlamentares e autoridades que só podem ser investigados com aval do STF (Supremo Tribunal Federal).

Não há data certa para a apresentação dos pedidos, uma vez que os depoimentos de Youssef se encerraram na terça-feira (25) e ainda precisam ser homologados pelo relator do processo no STFministro Teori Zavascki. Autoridades que acompanham o caso acreditam que esse processo deve levar cerca de 15 dias.

Segundo a Folha apurou, com os depoimentos do doleiro e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que também colabora com a Justiça, Janot entende que já é possível ter uma visão global dos crimes, principalmente o de corrupção, não sendo necessário aguardar outras delações ainda em curso ou sendo negociadas para dar início aos processos no Supremo.

Costa e Youssef apontaram dezenas de políticos como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras, incluindo deputados, senadores, ministros e governadores, mas a maior parte dos nomes não veio a público ainda, porque os depoimentos são sigilosos.

Políticos ligados ao PT, ao PMDB, ao PP e até ao oposicionista PSDB foram mencionados nas delações, segundo a Folha apurou. Entre os parlamentares que teriam recebido propina, Costa citou o presidente do SenadoRenan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de acordo com a revista “Veja”. Os dois negam a acusação.

A ideia de Janot é abrir vários inquéritos, e não um só. Alguns podem envolver mais de um político, se houver ligação entre sua atuação e a de outros políticos. Pessoas sem foro privilegiado no STF, mas associadas aos mesmos crimes, deverão responder no Supremo também, como ocorreu no caso do mensalão.

Mas o procedimento da Procuradoria será diferente do adotado pelo Ministério Público no mensalão, que juntou todos os acusados numa única denúncia e criou o maior processo da história do Supremo, paralisando a pauta do tribunal durante meses.

Com a dinâmica de Janot, será possível analisar inquéritos e eventuais ações penais isoladamente, o que deve agilizar o julgamento dos casos.

BOA-FÉ

Janot enviou nesta terça-feira ao STF pareceres sobre dois processos em que acusados de participar do esquema de corrupção tentam retirar o caso da Justiça Federal do Paraná, onde estão as investigações sobre doleiros, empreiteiros e outras empresas com negócios na Petrobras.

Como há políticos citados nas delações, a defesa de Murilo Barrios, sócio de um fornecedor da Petrobras, a Sanko Sider, pediu que atos do juiz federal Sergio Moro sejam considerados nulos e revogadas as prisões. Para os advogados, somente o STF poderia atuar no processo.

Pedido semelhante foi feito pela defesa de Waldomiro de Oliveira, um empregado de Youssef. Em seus pareceres, Janot afirma que os depoimentos que citam políticos não foram usados nos processos na Justiça Federal e diz que todos os acusados têm o direito a defesa assegurado.

Para Janot, “desborda da boa-fé objetiva” a intenção de retirar do juiz Moro os processos. Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, decidir se os processos seguirão ou não na primeira instância da Justiça Federal.

Janot também se opôs a um pedido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que pediu ao STF acesso aos depoimentos de Costa e Youssef.

Lava-Jato: sondas de exploração do pré-salforam pagas antes das obras

Novo escândalo afeta agora os setores de sondas para o pré-sal. Empresa montada de dentro da Petrobras teria afilhados ligados a diretores da estatal.

Na época em que a Sete Brasil surgiu, sabia-se que o pacote das sondas não poderia ficar dentro da estatal, que já apresentava alto nível de endividamento.

Fonte: O Globo

Sondas de exploração do pré-sal foram pagas antes das obras iniciadas

Sete Brasil já desembolsou US$ 6,5 bilhões, mas alguns estaleiros nem estão prontos para desenvolver projetos

Sete Brasil já pagou aos cinco estaleiros que construirão as 29 sondas de exploração do pré-sal US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões), aproximadamente 30% dos US$ 22,2 bilhões (R$ 55,5 bilhões) contratados, segundo o balanço financeiro da empresa. Do volume de recursos liberados, disse uma fonte do setor, a empresa já começou a pagar por sondas que sequer tiveram suas obras iniciadas. Só cinco estão em construção. A previsão é que a última seja entregue em 2019.

Sem obter até agora a primeira parcela do financiamento do BNDES, de R$ 10 bilhões, a Sete Brasil deve concluir a primeira sonda no início do segundo semestre de 2015 no estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, ainda em obras.

Sete Brasil nasceu em dezembro de 2010 para viabilizar a construção das sondas do pré-sal no Brasil com estaleiros nacionais. Entre os acionistas, estão a Petrobras, com 9,75% das ações, os bancos BradescoSantanderBTG Pactual e os fundos de pensão PetrosPrevi Funcef. A Sete Brasil será a dona das sondas, que serão afretadas para a Petrobras.

Segundo uma fonte, a Sete Brasil foi desenhada a partir de 2008 na Diretoria de Engenharia da Petrobras, chefiada na época por Renato Duque, preso na Operação Lava-Jato. Duque teria indicado Pedro Barusco para uma diretoria na Sete Brasil. Barusco, ex-gerente da estatal e também investigado na Lava-Jato, admitiu ter enviado para o exterior dinheiro fruto de propina em obras da Petrobras.

Na época em que a Sete Brasil surgiu, sabia-se que o pacote das sondas não poderia ficar dentro da estatal, que já apresentava alto nível de endividamento.

Segundo um documento da Sete Brasil, ao qual O GLOBO teve acesso, a empresa tem contrato com a Petrobras para afretar 28 sondas por até 20 anos a um custo de US$ 87 bilhões (R$ 217 bilhões).

Segundo essa fonte, como a Sete Brasil já gastou um terço do investimento previsto com dois estaleiros em construção (Jurong e o Enseada Indústria Naval, na Bahia) e outros dois em expansão (Atlântico Sul, em Pernambuco, e o Rio Grande, no Sul), há o risco de a companhia precisar de mais recursos antes de entregar as últimas sondas, forçando a uma renegociação dos contratos com a Petrobras. Dos cinco estaleiros contratados, só o Brasfels, de Angra dos Reis, não passa por reformas.

AUDITORIA EM CONTRATOS

Sete Brasil abriu auditoria interna nos seus contratos com os estaleiros, após a notícia de que Barusco está ligado ao esquema de corrupção na Petrobras alvo da Lava-Jato.

— A questão é que a Sete Brasil firmou com os estaleiros um contrato que prevê uma grande antecipação de recursos financeiros em relação às obras físicas. Há risco real de que faltem recursos para concluir as últimas sondas dos estaleiros, o que pode acarretar em aditivos. Ou seja, a Sete Brasil terá de renegociar o contrato de afretamento com aPetrobras — disse uma fonte, frisando que os acionistas da Sete Brasil rechaçam a possibilidade de aportar mais recursos.

O Atlântico Sul, que tem entre os sócios Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, empresas que tiveram executivos presos na Lava-Jato, fechou contrato para construir sete sondas. Apesar de a primeira estar prevista para ser entregue em fevereiro de 2016 e a última em julho de 2019, o estaleiro já recebeu US$ 1,692 bilhão de US$ 4,637 bilhões — 36% do total.

Enseada da Indústria Naval tem entre os sócios OdebrechtOAS e UTC — também investigadas na Lava-Jato. Com a primeira sonda para ser entregue em julho de 2016, o estaleiro já recebeu US$ 1,055 bilhão, 22% dos US$ 4,791 bilhões. O Jurong, também em construção, com seis sondas, recebeu US$ 1,338 bilhão, ou 28,14% dos US$ 4,754 bilhões.

SETE JUSTIFICA ANTECIPAÇÃO

Em relação a esses pagamentos, a Sete Brasil disse que a parcela adicional de antecipação aos estaleiros “foi prevista como forma de atrair novos players, ainda sem estaleiro estruturado (em construção)”. A empresa ressaltou que o “calendário de pagamento em vigor para os contratos de Engenharia, Suprimento e Construção das sondas segue as boas práticas, a nível mundial”.

O coordenador da Graduação e Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Controladoria do Ibmec/RJ, Raimundo Nonato Silva, explicou que o preocupante é que a Sete Brasil ainda não gera caixa e depende do aporte de sócios ou de empréstimos para honrar compromissos.

— O problema é que se pagou adiantado e precisa agora honrar seus contratos. A Sete agora está muito alavancada (endividada). Será difícil um banco privado aportar mais recursos, e ela não oferece mais garantias. E o BNDES, com todas essas questões (o escândalo na Petrobras), tomará mais cuidado para conceder o empréstimo a uma empresa que não apresenta equilíbrio econômico-financeiro — afirmou o professor.

Segundo o professor do Ibmec, a Sete Brasil ainda não é operacional, pois não gera caixa. O excesso de passivos (R$ 10,9 bilhões) em relação aos seus ativos foi citado pela PriceWaterHouseCooper, que auditou o balanço da companhia no terceiro trimestre deste ano. Para o professor, isso faz com que o equilíbrio econômico-financeiro fique em condição muito instável.