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Feriado de Tiradentes: protestos contra PT, Dilma e Pimentel em BH

Feriado de Tiradentes foi marcado por protestos contra Dilma e Pimentel em BH

Manifestantes proferiram gritos de ordem contra o PT, Dilma, Lula e contrários a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do MST.

Os indícios de corrupção na Petrobras também foram alvo de críticas dos manifestantes.

Fonte: O Tempo 

Feriado de Tiradentes foi marcado por protestos contra Dilma e Pimentel em BH

Integrantes de pelo menos cinco movimentos sociais protestaram no início desta terça-feira (21) na praça Tiradentes. Foto: Fernanda Carvalho / O Tempo

Manifestantes se vestem de preto contra o governo

Manifestantes se vestem de preto contra o governo a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do MST, João Pedro Stédile

Integrantes de pelo menos cinco movimentos sociais protestaram no início desta terça-feira (21) na praça Tiradentes, no bairro Funcionários, região centro-sul de Belo Horizonte. Os cerca de 80 manifestantes, segundo a Polícia Militar, proferiram gritos de ordem contra o PT, a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e contrários a indicação da Medalha da Inconfidência ao líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

Os manifestantes, que estavam vestidos de preto e seguravam balões pretos e velas, ocuparam uma das faixas da avenida Afonso Pena, no sentido centro. Eles ainda levavam cordas no pescoço em sinal de protesto. “Esse ato é contra a medalha que deram ao Stédile e a política do governo que tem enforcado tanto os brasileiros. Estamos nos sentindo cada vez mais oprimidos por um governo que mentiu para a população e continua mentindo, sendo incapaz de cumprir promessas”, disse Syllas Valadão, um dos lideres do movimento Patriotas.

De acordo com o coordenador do movimento Vem Pra Rua, Daniel Dayrell, as homenagens que foram entregues hoje “é um desrespeito a memória de Tiradentes”, criticando também a medalha dada ao líder do MST, João Pedro Stédile. “É um afronta a todos os princípios que achamos correto aqui no país”, completou.

Os indícios de corrupção na Petrobras também foram alvo de críticas dos manifestantes. Segundo Paulo Lopes, do movimento Pró-Brasil, os “escândalos de corrupção no Brasil estão cada vez mais evidentes” e pede que os políticos e as empresas envolvidas sejam punidas. Neste momento de crise, a única solução para o publicitário Adrian Paz é a “intervenção divina”, que levava a imagem de Nossa Senhora Aparecida nos braços.

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Manifestações de domingo: as pessoas que tiverem com esse sentimento devem ir às ruas, diz Aécio

Senador repetiu o discurso de que, quanto menor a vinculação com partidos políticos, maior legitimidade terão as ações contra o governo nas ruas.

Aécio afirmou que, embora hoje o impedimento da presidente não seja uma pauta do partido, o desenrolar das investigações sobre a corrupção na Petrobras pode levar o PSDB a “discutir o assunto”.

Fonte: Folha de S.Paulo 

Aécio Neves (PSDB-MG) deixou em aberto a possibilidade de participar dos atos contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Divulgação

Aécio Neves (PSDB-MG) deixou em aberto a possibilidade de participar dos atos contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Divulgação

Aécio diz que pode ir a ato anti-Dilma se tiver ‘rompante’

Partidos de oposição declaram apoio a manifestações de domingo, mas afirmam não apoiar impeachment

Para senador tucano, avanço da investigação sobre a Petrobras pode criar ‘condições’ para ‘discutir’ impedimento

“Sou um cara de rompantes. Quem sabe na hora eu não resisto?” Foi com essa frase, entre risos, que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deixou em aberto a possibilidade de participar dos atos contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) programados para domingo (15).

Rival de Dilma na eleição de 2014 e principal rosto da oposição hoje, o senador tucano tem sido ambíguo quando questionado sobre sua participação nos protestos.

Na tarde desta quarta (11), em entrevista em Brasília, ele disse que não participaria das manifestações. No início da noite, em entrevista à rádio Jovem Pan, o tucano fez questão de lançar uma dúvida sobre o que fará no domingo.

Inicialmente, o senador repetiu o discurso de que, quanto menor a vinculação com partidos políticos, maior legitimidade terão as ações contra o governo nas ruas.

Depois, disse que não queria “colocar a azeitona na empadinha que o PT quer levar ao forno” e estimular a teoria de que vem fragilizando o governo Dilma para forçar um “terceiro turno”. No fim da fala, entretanto, definiu-se como um “cara de rompantes”.

A declaração foi dada no mesmo dia em que os dois principais partidos de oposição, PSDB e DEM, decidiram dar apoio público aos atos contra o governo. Ambos disseram que não apoiam, neste momento, os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, principal bandeira das manifestações.

Na entrevista à rádio, assim como deixou uma brecha sobre a possibilidade de comparecer aos atos, Aécio afirmou que, embora hoje o impedimento da presidente não seja uma pauta do partido, o desenrolar das investigações sobre a corrupção na Petrobras pode levar o PSDB a “discutir o assunto”. “Se essas condições se criarem, temos que, com muita serenidade, discutir essa questão”, disse.

O tucano afirmou que um processo de impeachment depende de dois fatores, um político e outro jurídico. Para ele, o caldo político vem engrossando com gestos de descontentamento com o governo, mas o fator jurídico não existe. “Pode ser até que se configure [com a evolução das investigações]”, disse. “Mas não vamos antecipar.”

Aécio incentivou a população a ir às ruas. “As pessoas que tiverem com esse sentimento, esse nó na garganta, devem, sim, ir às ruas”, afirmou. Ele também rebateu acusações de que os protestos seriam “golpistas”. Para o senador, os petistas acreditam que “o povo só pode se manifestar sobre os temas que ele [PT] considera adequados”.

Ao contrário do DEM e do PSDB, o Solidariedade –partido controlado pelo deputado Paulinho da Força (SP)– vai lançar nesta quinta (12) uma campanha pelo impeachment da presidente. Será a primeira lançada oficialmente por um partido.

Panelaço mobiliza população de Belo Horizonte

Vaias, apitos, buzinas e um grande panelaço foi a resposta dos belo-horizontinos ao pedido de paciência da presidente Dilma à população.

Manifestação atingiu boa parte da capital mineira

Fonte: Jogo do Poder

Panelaço contra Dilma sacode Belo Horizonte

Protesto convocado via redes sociais demonstra insatisfação com política econômica e corrupção no governo do PT

Vaias, apitos, buzinas e um grande panelaço foi a resposta dos belo-horizontinos ao pedido de paciência da presidente Dilma Rousseff à população brasileira proferido em cadeia nacional de rádio e televisão nesse domingo.

Por todos os cantos da cidade, milhares de pessoas saíram às janelas para demonstrar, de forma espontânea, a insatisfação com a condução da política econômica do governo do PT que trouxe de volta a inflação e com ela o aumento da gasolina, da conta de água e luz e dos preços dos alimentos na feira e nos supermercados.

Em vários bairros da capital como Buritis, Serra, Anchieta, Cidade Nova, Lourdes, Santo Antônio, Gutierrez, Cidade Jardim, Floresta, Centro, Funcionários, Santa Inês, São Bento e Sion, entre tantos outros, a população também protestou contra o atoleiro em que se mergulhou o governo do PT e os seus aliados no rombo dos cofres da Petrobras, o maior roubo da história do país.

O protesto, convocado via redes sociais, logo ganhou o mundo com a divulgação de vídeos espalhados pela Web.

Assista aqui alguns trechos dos vídeos:

Buritis

Santo Antônio

São Bento

Serra

Sion

Sion

Sion

Lourdes

Lourdes

Aécio afirma que Dilma desconhece gravidade sobre situação da Petrobras

Aécio: “Podemos estar a passos também do rebaixamento da nota de rattings da própria economia brasileira. Isso é extremamente grave e fruto da irresponsabilidade com a qual a companhia foi conduzida ao longo desses últimos anos.”

Aécio enfatizou que o PSDB permanecerá na luta pelo combate à corrupção na Petrobras

Fonte: PSDB 

Aécio: Dilma desconhece gravidade sobre situação da Petrobras

Aécio: “infelizmente, quem paga o preço por isso não é apenas a Petrobras, não são apenas seus funcionários dedicados, não é apenas o governo do PT. Infelizmente, pagamos o preço todos nós brasileiros”. Divulgação

Aécio Neves: A presidente da República não tem noção da gravidade da situação na Petrobras

O senador Aécio Neves disse, nesta quarta-feira (25/02), em Brasília, que a presidente Dilma Rousseff desconhece o real tamanho dos problemas existentes na Petrobras e o impacto negativo que a situação da estatal causa na economia brasileira.

Aécio criticou a declaração dada hoje pela presidente da República sobre o rebaixamento da nota da Petrobras pela agência de classificação Moody’s. Segundo a presidente, o indicador que reduz o grau de segurança da empresa para aplicações de investidores foi resultado da “falta de conhecimento” por parte da agência.

“A fala da presidente da República hoje é assustadora, pois ela não tem noção da gravidade da situação da Petrobras e das consequências disso para o restante da economia. Podemos estar a passos também do rebaixamento da nota de rattings da própria economia brasileira. Isso é extremamente grave e fruto da irresponsabilidade com a qual a companhia foi conduzida ao longo desses últimos anos. E o impacto da diminuição dessa nota se dá sobre toda a economia em razão da importância da Petrobras para a economia brasileira. Fornecedores estão hoje desempregando e a reação do governo qual é? Achar que está tudo normal”, destacou o senador.

Aécio Neves lembrou que a presidente, na demissão de Graça Foster, teve a chance de sinalizar para o mercado uma correção de rumos na gestão da Petrobras, pondo fim na interferência direta do Palácio do Planalto na empresa. Mas, mais uma vez, Dilma Rousseff errou.

“A presidente teve, a meu ver, uma oportunidade recentemente de conduzir a renovação do comando da Petrobras de forma absolutamente profissional, mas, mais uma vez, preferiu um dirigente, me parece, para protegê-la e proteger o PT de tudo que ocorreu na empresa. A sinalização não foi boa e, infelizmente, quem paga o preço por isso não é apenas a Petrobras, não são apenas seus funcionários dedicados, não é apenas o governo do PT. Infelizmente, pagamos o preço todos nós brasileiros”, disse.

Mais pobres

O senador acrescentou ainda que há a perspectiva de que o cálculo do PIB mostre resultado negativo da economia em 2014, que as expectativas para 2015 não são positivas e que a consequência do quadro ruim tende a ser sentido principalmente pela população mais pobre.

“Não são os petistas que pagarão o preço disso, mas sim aqueles cidadãos a quem o PT dizia defender. Os primeiros a serem punidos pela alta da inflação e pela perda do emprego são os mais pobres”, falou.

Aécio Neves ressaltou a contradição no discurso da presidente : “Isso significa, ao contrário do que dizia a campanha da presidente da República, menos comida na mesa do trabalhador”.

Aécio enfatizou também que o PSDB permanecerá na luta pelo combate à corrupção na Petrobras e em outras áreas do governo federal.

Minha Casa, Minha Vida: programa foi abandonado por Governo Dilma em Minas

Enquanto Dilma inaugura hoje 920 casas do Minha Casa, Minha Vida na Bahia, conjuntos que seriam erguidos em Minas com recursos do programa federal estão abandonados.

PT abandona Minas

Minha Casa, Minha Vida: Governo Dilma abandonou programa em Minas

Cenário de abandono em Paineiras: o mato cresce não só nas ruas que separam as unidades habitacionais, mas também dentro das próprias casas. Foto: Estado de Minas

Fonte: Estado de Minas

Governo federal inaugura casas enquanto moradias inacabadas deterioram em Minas

O cabo de guerra entre governo federal, prefeituras, bancos e empreiteiras disputado há quase um ano deixa as casas do programa Minha casa, minha vida inacabadas em duas cidades mineiras. Na pequena Paineiras, cidade de 4,6 mil habitantes na Região Central, a corda arrebenta do lado mais fraco. Contemplada com uma das 37 casas, Adriana Alves da Silva, de 31 anos, esperava ter se mudado em maio do ano passado, quando a placa na entrada do conjunto habitacional previa o prazo para a conclusão das obras. Adriana cria sozinha dois filhos, um de 8 anos, que é autista, e outro de 14, que, segundo ela, ainda não teve um diagnóstico fechado, mas sabe-se que tem atraso mental.

“Meu sonho é minha casa”, afirma a mulher, que poderia pagar, segundo seus cálculos, exames para os filhos com o dinheiro do aluguel (R$ 300). Enquanto as obras das casas de Paineiras estão abandonadas, hoje, em Feira de Santana, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff (PT) entregará 920 moradias do programa. O ato faz parte da estratégia da presidente de criar uma agenda positiva diante das sucessivas denúncias de corrupção na Petrobras. Na segunda-feira, durante cerimônia de posse como presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior anunciou que será lançada uma nova etapa do programa, com a construção de 3 milhões de novas moradias.

“Está demorando demais”, lamenta Adriana, que recebe um salário mínimo mensal relativo à pensão do filho autista e diz que em alguns meses chega a faltar dinheiro para comida. “A sorte é que o pessoal da cidade sempre me ajuda com cesta básica”, destaca. De três em três meses ela procura um advogado para cobrar a pensão alimentícia do marido. “O pai deles é alcoólatra, esteve preso e tem muita dificuldade para conseguir emprego em Belo Horizonte, onde vive”, detalha. Adriana não pode trabalhar, pois os filhos exigem atenção o tempo todo. “O mais novo tem autismo e não conversa, usa fralda e preciso ficar com ele até para levá-lo ao banheiro”, explica.

No conjunto habitacional onde Adriana e seus filhos deveriam estar morando desde maio – caso o prazo estabelecido tivesse sido cumprido –, o que chama a atenção é o mato, que cresce até no piso do que deveria ser um banheiro. Portas foram arrombadas e as esquadrias da janela estão completamente empenadas. Materiais usados na obra, como areia e brita, estão abandonados no matagal. No cenário de desalento, o único som que se ouvia ontem ao meio – dia era de uma porta depredada movimentando-se com o vento.

O prefeito de Paineiras, Osman de Castro (PR), diz que tentou contato com a empreiteira Paralelo SOS e também com o Ministério das Cidades, mas não teve resposta. Castro argumenta que a responsabilidade da prefeitura era preparar o terreno e que isso foi cumprido. “Os futuros moradores me procuram. Alguns dizem que vão invadir e algumas portas já foram estouradas”, explica o prefeito.

Responsável pelas obras do Minha casa, minha vida em cinco municípios mineiros, entre eles Paineiras e Quartel Geral, o empreiteiro Sérgio de Oliveira e Silva, dono da construtora Paralelo SOS, atribui o atraso nas obras à falta de repasses de recursos pelo Ministério das Cidades, por meio do Bicbanco. Segundo Silva, a demora é de quase 50 dias para receber, enquanto o acordo previa, no máximo, 30 dias. “Cheguei a comunicar o problema ao Ministério das Cidades. A gente acaba tendo que dispensar funcionários e fica sem credibilidade junto aos fornecedores”, afirma.

O empreiteiro ressalta que conseguiu concluir somente 26,6% das obras em Paineiras e 18,4% em Quartel Geral. Os trabalhos estão parados desde novembro e outubro, respectivamente. “Para mim, não é interessante atrasar. Tudo aumenta. Somos contratados por um preço baixo (R$ 25 mil a unidade) e ainda tem a morosidade para receber. Mas se avanço a obra e não recebo, fico devendo e tenho que pagar juros”, reclama Silva, que afirma que o próximo repasse estava prometido para depois do carnaval.

Em nota, o Bicbanco respondeu que “não comenta eventuais negócios com clientes ou possíveis clientes”. O Ministério das Cidades informou que a equipe técnica está ocupada com o evento de Feira de Santana, na Bahia, e não poderia esclarecer ontem as razões do atraso nas obras nos municípios mineiros.

Sem telhado

Na pequena Quartel Geral, de 3,3 mil habitantes, na Região Centro-Oeste, a situação é pior. Das 39 casas previstas, apenas oito foram levantadas, sendo que uma está sem telhado. A obra envolve o mesmo banco e construtora de Paineiras. As casas deveriam ter sido entregues em maio do ano passado, quando Jaqueline Rosário da Silva, de 24, ficou grávida de seu segundo filho. No dia 6 deste mês nasceu Whitney e as obras seguem paradas. O mato cresce nos cômodos, algumas paredes foram rabiscadas e as telhas de algumas casas foram removidas por uma ventania.

Jaqueline cuida de sua filha recém-nascida e de seu primeiro filho, Patrick, de 6 anos, sozinha. Paga R$ 200 de aluguel e está em licença-maternidade do emprego em uma fábrica de sapatos na cidade vizinha de Abaeté. “Não sei se vou esperar mais. Pago R$ 200 de aluguel e o dinheiro poderia ajudar muito nas despesas da casa. Já falei com o pessoal da prefeitura que estou pensando em ir para lá com a casa sem acabar”, afirma Jaqueline.

O engenheiro civil Elder Augusto, da Prefeitura de Quartel Geral, explica que o prefeito da cidade já colocou à disposição máquinas para carregarem material, mesmo não sendo essa uma função da prefeitura. “Ele tem medo de o mandato acabar e não terminar as casas e as pessoas colocarem a culpa nele”, afirma o engenheiro.

Presente de grego

Mais de 900 casas de três conjuntos habitacionais, construídas dentro do programa Minha casa, minha vida, estão prontas em Montes Claros (Norte de Minas), mas vão continuar vazias pelos próximos meses. O motivo é a falta de infraestrutura dos conjuntos. O sorteio para a entrega dos imóveis estava marcado para hoje, mas ontem o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), anunciou o adiamento. Segundo ele, entregar agora as unidades seria como “dar um presente de grego para os moradores”.

De acordo com Ruy Muniz, nos conjuntos habitacionais Vitória II, Rio do Cedro e Monte Sião IV faltam escolas, unidades básicas de saúde, postos policiais, praças, quadras poliesportivas cobertas, linhas de transporte coletivo e espaços reservados para o comércio. O chefe do Executivo disse que, além de cancelar o sorteio dos novos conjuntos, a administração municipal decidiu não conceder o “habite-se” (liberação para a ocupação) dos imóveis. A intenção do prefeito é exigir do governo federal a liberação de recursos para escolas, postos de saúde e outras obras estruturais nos conjuntos. Ele anunciou que, no mês de março, terá uma reunião com a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, para cobrar uma solução para o problema.

Petrobras: Graça diz não saber quando terá o resultado de todas as apurações

Petrolão: Graça Foster disse que Petrobras não terá condições de informar, no próximo balanço, valor desviado pelo esquema de corrupção.

Petrobras sem governança

Fonte: Folha de S.Paulo

Petrobras não tem condição de estimar desvios, diz Graça

Ausência do valor das perdas fez a empresa atrasar a divulgação de balanço

Presidente da estatal afirma não saber quando terá o resultado de todas as apurações sobre fraudes

A presidente da PetrobrasGraça Foster, disse nesta quarta-feira (17) que não terá condições de informar, no próximo balanço da empresa, uma estimativa segura do valor desviado pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Ela sinalizou ainda que as auditorias internas que apuram as fraudes podem levar “dois, três ou quatro anos” para serem concluídas.

“Não há a menor segurança de que em 45 dias, 90 dias, 180 dias, 365 dias, 700 dias, de que virão todas essas informações em sua plenitude, porque pode vir uma informação agora e depois, três ou quatro anos. Não sei como vai ser isso”, disse a executiva, durante café da manhã de fim de ano com jornalistas.

Os valores desviados precisam ser descontados do total do patrimônio da empresa para serem apresentados no balanço contábil. Sem essas reduções, a PwC, auditoria externa, não poderá assiná-lo, como exige a lei para empresas que negociam ações na Bolsa.

Petrobras prometeu apresentar um balanço não auditado no último dia 12, mas não conseguiu. O novo prazo é 30 de janeiro.

Investimentos feitos pela estatal nos últimos anos, como a construção das refinarias Abreu e Lima (PE) e o Comperj (RJ), por exemplo. embutiram pagamento de propinas, segundo investigações da Operação Lava Jato.

A executiva disse estar “ansiosa” à espera das revelações que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco fez em delação premiada para usar as informações como subsídio às estimativas das fraudes.

A impossibilidade de a empresa apresentar um balanço no último dia 12 a levou a conversar “três vezes” com a presidente Dilma Rousseff (PT) sobre a hipótese de uma demissão coletiva da diretoria da empresa.

“A Petrobras é muito mais importante do que meu emprego. Minha motivação é não travar a assinatura do balanço, por conta da investigação. Hoje, estou aqui enquanto contar com a confiança da presidente e’ ela entender que eu deva ficar. Quanto aos diretores, eu não conseguiria trabalhar sem eles”, afirmou.

Graça também comentou a rotina na empresa depois de escritórios externos terem sido contratados para investigar a estatal, obedecendo a uma exigência da PwC.

Segundo ela, o grupo passou a conviver com “invasões” de suas salas para recolhimento de documentos e equipamentos. “Acho ótimo”. “Eu preciso ser investigada. Nós precisamos ser investigados. Isso leva tempo.”

Questionada sobre “como consegue permanecer ainda na empresa”, Graça disse acreditar no projeto.

“Acredito no projeto que tocamos, do jeito que fazemos. Não é fácil para nós”.

De acordo com ela, o ano ficará marcado na história da Petrobras. Ela afirmou ser alvo de olhares incômodos devido à Lava Jato e que “toda a empresa perde”.

“Perde quando você está no avião e olham para você. Quando você vê a fúria e a tristeza [de investidores]. E são sentimentos dignos.”

O episódio, diz, a “entristece e motiva”. “Só tem uma coisa que me motiva mais do que a produção. É a Lava Lato. É acabar com esse descrédito.”

Graça vê a possível saída das empresas denunciadas na Lava Jato do mercado como uma ameaça ao aumento da produção da empresa.

“É urgente que o governo se posicione. Precisamos das empresas, ou de licitações internacionais.”

Segundo ela, em 30 dias uma empresa de seleção de executivos vai apresentar ao comando da estatal uma lista com três nomes do mercado para a nova diretoria de compliance’ (controle interno).

O escolhido será incumbido de analisar se os processos da empresa atendem a normas internas e à lei.

Apesar da queda recente no preço do barril de petróleo, de US$ 110 para US$ 60, os diretores dizem que o pré-sal continua viável.

CVM quer explicação da Petrobras sobre suspeitas contra Graça

Petrolão: na tentativa de encobrir mentiras de Graça, direção da Petrobras e Governo do PT criam farsa para desmentir  Venina Velosa.

Petrobras e a gestão deficiente do PT

Fonte: O Globo

CVM força Petrobras a se posicionar sobre suspeitas contra Graça

Comissão de Valores Mobiliários cobra explicações da presidente da estatal a respeito de denúncias

Quatro dias após a revelação de que a geóloga Venina Velosa da Fonseca enviou “e-mails” alertando a presidente da PetrobrasGraça Foster, e outros integrantes da diretoria da empresa sobre indícios de desvios, só hoje a empresa negou que Graça tenha sido informada sobre as irregularidades antes da Operação Lava-Jato. Segundo a Petrobras, só em 20 de novembro deste ano Graça recebeu de Venina informações sobre as denúncias que a geóloga diz ter feito em “e-mails” enviados entre 2009 e 2011.

O teor dessas mensagem foi revelado na última sexta-feira pelo jornal “Valor Econômico”. A nova versão da Petrobras surgiu devido a um pedido de informações feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A informação foi divulgada à imprensa no início da madrugada de ontem, às 0h18m. No entanto, o sistema de comunicados ao mercado da CVMmostra que o comunicado da estatal foi enviado à autarquia que regula o mercado de capitais ainda na noite de ontem, às 22h08m.

O texto mostra que, provocada pela CVM, a Petrobras foi obrigada a dar mais detalhes sobre as mensagens de Venina para sustentar que Graça não ignorou informações sobre o esquema de corrupção desvendado pela Lava-Jato, deflagrada em março. O comunicado ainda mostra o esforço da empresa para reabilitar a credibilidade de Graça, desgastada com as denúncias de Venina e as complicações do escândalo sobre a estatal, cujo balanço financeiro está atrasado desde novembro porque a empresa de auditoria PwC se recusa a avalizá-lo.

GOVERNO DEFENDE PRESIDENTE DA PETROBRAS

Palácio do Planalto também se mobilizou ontem para tentar preservar Graça. O vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram a público para dizer que não há nada que comprometa a presidente da Petrobras. A demissão de Graça é cogitada em Brasília, mas a presidente Dilma Rousseff resiste em abrir mão dela.

A resposta da Petrobras à CVM é o terceiro comunicado divulgado pela estatal sobre as denúncias de Venina. Na sexta-feira, a empresa afirmara que as informações enviadas pela ex-gerente haviam sido objeto de apurações internas e lembrou que a própria executiva foi responsabilizada numa delas. Venina foi considerada uma das responsáveis pelas irregularidades nos contratos superfaturados da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Por isso, ela foi exonerada da chefia da subsidiária da Petrobras em Cingapura no último dia 19 de novembro. Segundo a Petrobras, Venina ameaçou fazer denúncias de perdesse o cargo.

Entre 2005 e 2009, Venina foi gerente executiva da área corporativa da Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, investigado e preso na Operação Lava-Jato.

É uma prática normal da CVM pedir esclarecimentos a empresas com ações negociadas em bolsa sobre fatos graves divulgadas pela imprensa. As empresas podem fazer esse tipo de esclarecimento voluntariamente ou serem provocadas pela autarquia. Nesse caso, o que causou o pedido da CVM foi a dúvida deixada pelas denúncias de Venina de que os atuais dirigentes da estatal não tomaram medidas para sanar as perdas financeiras, o que seria uma falta grave.

PETROBRAS NÃO NEGA VERACIDADE DE E-MAILS

No novo comunicado, a estatal não questiona a autenticidade dos e-mails que Venina diz ter enviado para Graça, e que tiveram trechos reproduzidos pelo “Valor”, mas sustenta que as mensagens enviadas pela geóloga – em 2 de abril de 2009, 26 de agosto de 2011 e 7 de outubro de 2011 – “não explicitaram” irregularidades que ela diz ter denunciado a Graças sobre os contratos da refinaria, desvios de recursos de contratos da gerência de comunicação da Diretoria de Abastecimento e da área de combustível para navio, o chamado bunker.

Essa versão apresenta contradições em relação ao teor de mensagens que Venina diz ter enviado a Graça, reproduzidos pelo “Valor” na sexta-feira. Num deles, com data de 7 de outubro de 2011, Venina teria escrito a Graça que tinha passado sentir vergonha da Petrobras por ser maltratada por superiores. O texto cita problemas na gerência de comunicação da Diretoria de Abastecimento e também na contração e monitoramento de obras, o que Venina chama de “esquartejamento” de projetos em “licitações sem aparente eficiência”.

Nesse “e-mail”, Venina é genérica: diz que é “tarde demais para entrar em detalhes”. O texto, porém, não deixa dúvidas do que está tratando. Em outro trecho, Venina dá a entender que não é muito específica porque Graças saberia do que ela estava falando. Frisa que teme pela segurança de sua família, mas propõe: “Gostaria de te apresentar parte da documentação que tenho, parte dela eu sei que você já conhece. Gostaria de te ouvir antes de dar o próximo passo. Não quero te passar nada sem receber um sinal da sua parte”. A Petrobras informou que Graças não respondeu à mensagem.

O comunicado da Petrobras também confirma que, em 27 de maio de 2009, o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, recebeu da geóloga o encaminhamento de um “e-mail” que ela teria originalmente enviado a Costa alertando sobre riscos na terraplanagem da Refinaria Abreu e Lima que poderiam elevar custos e prazos. Cosenza já afirmou, porém, que nunca ouvira falar de desvios no projeto da refinaria. Foi o que declarou quando compareceu à CPI mista da Petrobras este ano.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO na Petrobras, Graças ficou irritada com as denúncias de Venina publicadas na sexta-feira, mas minimizou os seus efeitos. Ocupada com o impasse que envolve o balanço da empresa, ela teria demorado a dar uma resposta mais incisiva às denúncias de Venina porque avaliou que o fato de a geóloga ter sido responsabilizada pela comissão interna por irregularidades na refinaria desqualificaria suas denúncias.

Como informou O GLOBO ontem, Graças citou o caso durante a reunião do Conselho de Administração da Petrobras na sexta-feira, quando foi decidido mais uma vez o adiamento da divulgação do balanço. Segundo uma fonte da estatal, Graças disse aos conselheiros que recebeu e-mails de Venina entre 2009 e 2011, mas deu a entender que o conteúdo não era claro.

CARDOZO: NÃO HÁ ATO ILÍCITO DE GRAÇA

Ontem, o vice-presidente Michel Temer disse que não há acusações formais contra Graça. Ele afirmou que a queda das ações e dos investimentos da Petrobras é uma situação transitória. E disse ter “absoluta convicção” de que a empresa voltará ao tamanho que sempre teve.

– Seja qual for a medida a ser tomada não há nada envolvendo os critérios pessoais, a conduta, a lisura da presidenta Graça Foster – disse Temer, durante um evento com peemedebistas no Rio. – O Ministério Público já está tomando todas as providências e a Polícia Federal está fazendo as investigações que deve fazer.

Em Brasília, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a defender Graça. Como havia feito na semana passada, a pedido da presidente Dilma, ele repetiu que não há qualquer ato ilícito que a comprometa. Perguntado sobre a permanência da executiva à frente da estatal, ele afirmou que, assim como qualquer cargo, o dela está sujeito aos critérios do governo.

– Da minha parte é fundamental dizer que qualquer ato ilícito deve ser apurado. Relativamente à presidente da Petrobras (Graça Foster) não há nenhum ato ilícito que possa implicar em qualquer juízo de valor. (Colaborou Evandro Éboli)