• Agenda

    setembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30  
  • Categoria

  • Arquivo

  • Blog Aécio Neves

  • Anúncios

Nordeste 2014: Aécio Neves quer ampliar espaços do PSDB

2014:  presidente do PSDB, Aécio Neves, estará em Salvador. Em Maceió, vai montar o esboço de um programa de governo para a região.

2014: novas alternativas para o Brasil

2014: Aécio Neves visita Bahia e Alagoas neste fim de semana.

Fonte: Correio Braziliense 

Cerco ao Nordeste

Aécio Neves visita Bahia e Alagoas neste fim de semana, de olho nos votos da região que deu a vitória folgada a Dilma em 2010. Enquanto isso, a presidente busca criar uma agenda positiva por todo o país, a fim de prevenir desgastes por conta do mensalão

Coluna Nas Entrelinhas – por Denise Rothenburg

A saída do PSB do governo Dilma Rousseff e o consequente aumento da visibilidade sobre a pré-candidatura do governador Eduardo Campos à Presidência da República antecipam movimentos dos demais concorrentes no Nordeste, região que deu uma vitória folgada à petista na eleição de 2010.

Hoje, por exemplo, o presidente do PSDBAécio Neves, estará em Salvador. Amanhã, promove um encontro do partido em Maceió, para montar o esboço de um programa de governo para a região. Duas cidades, dois movimentos distintos.

No caso de Salvador, a visita vai além de um simples acarajé com o prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto. Trata-se de uma demonstração de apreço e prestígio a um antigo aliado tucano, o Democratas. O DEM até hoje não conheceu um candidato próprio a presidente da Republica. Seu antecessor, o PFL fez uma incursão nesse campo apenas em 1989. (Naquele ano, depois de fracassada a aliança com o então candidato tucano, Mário Covas, com a saída de Roberto Magalhães da chapa, o PFL lançou Aureliano Chaves).

Aécio Neves não quer ver o aliado lhe escorrer pelos dedos. Sabe que existe um movimento do deputado Ronaldo Caiado, de Goiás, no sentido de levar apoios do partido ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Embora Aécio e Eduardo tenham uma relação cordial e respeitosa, ali vale o ditado “amigos, amigos, eleições à parte”. Aécio não ficará quieto vendo o DEM seguir outros caminhos, que não o da aliança com o PSDB. Portanto, essa reaproximação no sentido de minar os gestos de Caiado é o pano de fundo do encontro de hoje entre o senador e ACM Neto. Vale lembrar que, em 2010, ACM Neto queria Aécio como o nome da aliança para concorrer contra a presidente Dilma Rousseff, mas os tucanos escolheram José Serra.

Mais tarde, em Maceió…
Em solo alagoano, Aécio tem outros objetivos. Ali, na cidade administrada por Rui Palmeira, do PSDB, os tucanos querem demonstrar que, assim como Dilma e Eduardo Campos, também têm seus planos para a região, que vão além do Bolsa Família do governo federal. Para isso, o partido começou a mobilizar seus prefeitos, vereadores e também deputados estaduais. “Em 20 anos, reduzimos em 80% os índices de mortalidade infantil, mas não atingimos a média nacional. Se não tivermos uma política diferenciada para oNordeste, não sairemos do lugar”, comenta Rui Palmeira. A ordem deste fim de semana, portanto, será fugir da agenda negativa que tomou conta do noticiário, com a segunda rodada do julgamento do mensalão, e tentar colar no PSDB uma imagem de preocupação com a vida das pessoas, coisa que Dilma também tenta fazer em seu governo.

Enquanto isso, no Palácio do Planalto
A presidente Dilma e assessores traçaram um plano no sentido de tentar mantê-la anos-luz de distância do julgamento do mensalão. Ontem pela manhã, menos de 24 horas depois da decisão do Supremo de acolher os embargos infringentes e que dá mais uma chance de defesa aos réus, Dilma inaugurava um trecho de rodovia em Mato Grosso. Mostrava assim que o país funciona, sem qualquer interrupção e a vida segue o fluxo normalmente. No governo, há um consenso de que quanto mais longe ela ficar desse processo, melhor. Aliás, vale lembrar que Dilma só foi escolhida por Lula porque não havia nada que pudesse vincular a imagem dela ao esquema. Tanto é que as declarações dela sobre o tema sempre ficaram no óbvio, a Justiça é soberana, e por aí vai.

Nos próximos dias, a presidente vai se dedicar à escolha dos cargos vagos pelo PSB. A maior pressão vem do PMDB e do PT do Nordeste. Afinal, assim como Aécio planeja colocar um pé na região, os petistas não querem perder a preponderância em termos de votos para presidente da República. No rol de prováveis nomes para o Ministério da Integração Nacional pelo PT, por exemplo, aparecem Humberto Costa, de Pernambuco, e Walter Pinheiro, da Bahia. Até ontem no início da tarde, a certeza na cabeça da presidente era a de que o escolhido não poderá concorrer nas eleições do ano que vem. Só aí eliminará meia dúzia de interessados. Mas essa é outra história.

Anúncios

Aécio: senador luta pelas cidades da Área Mineira da Sudene

MP 615: em Diamantina, senador disse que reivindica para os mineiros, no Congresso, mesmo benefício dado a produtores do Nordeste.

MP concede a produtores de cana e de etanol pagamento de subvenção econômica da safra 2011/2012 e outros benefícios

Aécio luta pelas cidades da Área Mineira da Sudene

Aécio Neves lutará pela inclusão dos municípios da Área Mineira da Sudene entre os atendidos pela Medida Provisória 615. Foto: George Gianni

Fonte: Jogo do Poder 

Aécio quer produtores de cana de açúcar em Minas atendidos pelos benefícios dados a atingidos pela seca

senador Aécio Neves (PSDB) anunciou que lutará pela inclusão dos municípios da Área Mineira da Sudene entre os atendidos pela Medida Provisória 615 que cria benefícios a produtores de cana de açúcar nos estados do Nordeste. Os municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri foram excluídos da MP por decisão do governo federal, que orientou seus líderes na Câmara dos Deputados durante a votação da MP na segunda-feira.

Em Diamantina, o senador Aécio Neves considerou justo o benefício dado aos produtores do Nordeste, mas cobrou da bancada do governo a exclusão dos produtores mineiros igualmente atingidos pela seca. Ele criticou duramente mais essa violência cometida contra Minas pelo governo federal e por sua base no Congresso.

“É mais uma demonstração do descaso do governo federal para com Minas Gerais. Aprovou-se a Medida Provisória, editada pela presidente da República, que permite uma remuneração a mais e o ressarcimento financeiro aos plantadores de cana da região Nordeste atingidos pela seca. Absolutamente justa a medida, e realmente precisávamos atender os nordestinos, mas é inconcebível, inexplicável e injustificável que a região mineira da Sudene, onde existem cerca de 70 mil pequenos plantadores de cana-de-açúcar, quase plantadores familiares, estejam fora. Apresentei uma emenda para que fosse corrigido esse equívoco e a maioria do governo não permitiu que ela fosse votada”, afirmou Aécio Neves, após a entrega da Medalha JK, em Diamantina, no Vale Jequitinhonha.

A MP concede a produtores de cana e de etanol pagamento de subvenção econômica da safra 2011/2012; redução a zero da alíquota de PIS e Cofins e financiamento com juros subsidiados para renovação e implantação de canaviais.

Promessa de inclusão

exclusão de Minas poderá ser revertida se a bancada do governo no Senado atender ao compromisso firmado ontem pelo relator da MP no Senado, senador Gim Argello. com o senador Aécio Neves. Ele e os líderes dos partidos se comprometeram com Aécio a estender os benefícios aos municípios mineiros da Sudene na próxima MP a ser votada na Casa. Resta agora à bancada do PT e do governo federal cumprir a promessa de inclusão.

“Retirar esse benefício desses produtores significa tirar-lhes a mínima condição de sobrevivência. Quero aqui rogar aos líderes partidários e ao senador Gim Argello para que possamos corrigir esse equívoco e permitir que todos os municípios abrangidos pela Sudene possam ter este benefício para os plantadores de cana-de-açúcar que os municípios do Nordeste, muito correta e justamente, estão tendo”, afirmou Aécio Neves.

Pela terceira vez, governo federal prejudica municípios mineiros da Sudene

É a terceira vez que o governo federal e a bancada do PT excluem os municípios do Norte e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de benefícios dados aos demais integrantes da Sudene. Em 2010, eles foram excluídos da MP 512 que incentivava a instalação de montadoras no Nordeste. A MP permitiu que uma nova unidade da Fiat, planejada para Minas Gerais, fosse transferida para Pernambuco.

Antes, a MP 540 que garantia incentivos fiscais a empresas na região da Sudene, também deixou de fora os municípios mineiros. A inclusão na Sudene dessas cidades fortemente atingidos pela seca foi uma conquista do Estado em 2001, graças ao ato do então deputado federal Aécio Neves ao assumir interinamente a Presidência da República.

Desta vez, a manobra do governo ocorreu na Câmara dos Deputados que retirou os municípios da área a ser beneficiada, mesmo após a Comissão Mista da Medida Provisória 615 ter aprovado a concessão. Como o regimento da Casa não permite que os senadores apresentem novas emendas, Aécio Neves ocupou a tribuna do Senado para denunciar a exclusão dos produtores mineiros.

Senador Aécio Neves diz que Dilma age com truculência

Aécio Neves: senador disse que presidente tem medo de perder em 2014 e criou uma uma agenda que apequena o cargo.

Aécio Neves: eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio acusa presidente de agir com truculência

Senador tucano diz que Dilma teme embate em 2014

BRASÍLIA  Em ato político realizado pelo DEM para fazer um balanço das promessas não cumpridas pelo governo, o pré-candidato do PSDB a presidente, senador Aécio Neves (MG), disse que a presidente Dilma Rousseff quer ganhar por W.O (sem adversários) e está agindo com truculência para abafar outras candidaturas, porque está assustada com o embate em 2014. No ato, batizado de “promessômetro”, os democratas apresentaram levantamento feito pelo economista Carlos Eduardo Freitas, ex-economista do Banco Central, mostrando que o governo não entregou 74% das promessas previstas para 2011 e 2012.

Gráfico “boca de jacaré”

Todos bateram duro no que chamaram de “obsessão” de Dilma com a reeleição. Aécio disse que essa obsessão e o medo do crescimento de outras candidaturas está levando Dilma a uma agenda que apequena o cargo de presidente: correr o Nordeste, reduto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB); e Minas Gerais, entregando retroescavadeiras e tratores a prefeitos, uma atividade antes delegada a secretários.

Aécio disse que o rolo compressor usado pelo governo para aprovar o projeto que impede novos partidos de ter acesso a tempo de TV e Fundo Partidário é outro indicativo do medo de perder em 2014:

– Ninguém pode querer ganhar por W.O. Isso mostra a enorme preocupação do governo com 2014. A presidente Dilma está assustada com o que está por vir e teme o embate. O governo está assustado com o ambiente eleitoral e quer enterrar outras candidaturas de forma truculenta.

O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), explicou o estudo que embasou o
“promessômetro” e disse que o gráfico da “boca do jacaré” – linha da inflação lá no alto e do PIB lá embaixo – vai engolir o governo e levar à derrota na disputa de 2014.

– Em 2014 teremos muito mais chances de vencer que (a oposição) na Venezuela. Ao invés de 1,6% de diferença, vamos ganhar eleição por uma margem de 16% – disse Caiado, que ironizou a paralisia da transposição do Rio São Francisco, chamando as obras de “pista de skate de bodes”.

– O governo é ótimo em inaugurar promessas e não entregar obras – disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Aécio aproveitou o plenário repleto, onde foi realizado o ato, para ressaltar a parceria antiga com o DEM. Disse que o método de cooptação do governo aproxima mais ainda PSDB e DEM.

Sobre a criação do novo partido com a fusão do PPS e PMN, que tende a fechar com Eduardo Campos, o senador tucano disse que apoia qualquer ação que fortaleça o debate e crie alternativas para a disputa de 2014. Aécio também saudou o tom crítico trazido por Eduardo Campos à política econômica.

– O aumento da taxa de juros é lamentável, porque o mundo todo caminha para sua redução. Mas o governo Dilma foi leniente com o controle da inflação e o resultado está aí. O governo flexibilizou os pilares do ajuste fiscal por sua própria responsabilidade – disse Aécio.

Aécio: unidade do PSDB passa por liderança do senador

Aécio Neves 2014: recentes declarações de tucanos mostram que unidade do PSDB passa pelo apoio ao senador para a Presidência.

Aécio Neves: Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

 Aécio: unidade do PSDB passa por liderança do senador

Aécio Neves: PSDB 2014

PSDB iniciou 2013 dando fortes mostras de que a unidade do partido está diretamente ligada ao projeto “Aécio Neves 2014”. Principal força de oposição ao PT, os tucanos começam o ano com a visão clara de que este é o momento para a legenda repaginar seus ideais, conclamar suas bases e incorporar novos nomes ao grupo de lideranças partidárias.

Cada vez mais, os tucanos têm dado mostras públicas de que o projeto “Aécio Neves 2014” será a força motriz para uma arrancada do partido na caminhada de volta à Presidência da República. De todos os cantos do país, vozes do PSDB confirmam que o senador mineiro é hoje a principal liderança do partido e deverá conduzir as articulações internas.

Em artigo nesta sexta-feira (25/01), em seu blog, o jornalista Josias de Souza repercute as declarações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), escolhido pelos colegas de legenda para ser o novo líder do PSDB no Senado Federal.  O parlamentar paraibano dá mostras de desprendimento e lealdade ao seu partido, dizendo que se a escolha de outro nome para ocupar a função de líder for melhor para o projeto “Aécio Neves 2014”, ele estará de acordo.

“Quando terminou o ano, a bancada já havia se manifestado pela minha indicação. Mas vou conversar com Aécio. Se ele julgar que é importante (ceder a liderança ao grupo de Serra), não vou fazer disso cavalo de batalha, não tenho obsessão pela liderança…nosso objetivo é um só: demonstrar que o partido está unido em torno de Aécio. Quem quiser ter um projeto político no PSDB terá que compreender que Aécio hoje tem de fato o comando do partido. Isso se exerce em todos os planos, inclusive na liderança do Senado. A palavra final é dele”, é a declaração de Cássio Cunha Lima no blog do jornalista Josias de Souza.

BLOG DO JOSIAS: DECLARAÇÕES DE CÁSSIO CUNHA LINHA SOBRE O PROJETO “AÉCIO NEVES 2014”

Aécio Neves 2014: São Paulo apaixonou-se pelas prévias

Aécio Neves 2014: rejeitada em 2009 pelo PSDB de SP,  prévias partidárias começam a cair no gosto dos paulistas.

Aécio Neves: eleições 2014 e prévias no PSDB

Fonte: Jogo do Poder

 Aécio Neves 2014: São Paulo apaixonou se pelas prévias

Aécio Neves: eleições 2014 e prévias no PSDB

O indicativo de que em 2014 Aécio Neves será o nome forte do PSDB na disputa pela Presidência da República começa a provocar mexidas no tabuleiro interno dos tucanos. Até mesmo mudanças radicais de posições programáticas já acontecem na direção de concordarem com propostas historicamente defendidas pelo senador mineiro.

Internamente, Aécio Neves é tido no PSDB como o líder natural de um processo de renovação do partido. Não uma renovação de nomes, mas sim o aprimoramento dos ideais que fizeram o partido ser fundado, ter chegado rapidamente à Presidência da República e ter dado ao Brasil a contribuição mais importante da segunda metade do século XX, no que se refere à política econômica: o Plano Real e sua consequente estabilidade monetária.

Pela segunda vez na história do partido, Aécio Neves é pré-candidato – 2014 e 2010 – dentro do PSDB. Na primeira ocasião, deu uma das maiores demonstrações desapego pessoal quando propôs as prévias dentro do partido, ideia rechaçada por uma parcela importante do ninho tucano, principalmente, a maioria dos líderes paulistas.

Mesmo assim e sofrendo um assédio diário de outros partidos – PMDB, PPS, PDT, PV, PSB e até mesmo se falou, na mídia, no PT – para que mudasse de ninho para se lançar candidato em 2010, o senador mineiro mostrou lealdade ao PSDB.

Agora, perto de 2014 e com Aécio Neves novamente alçado pelo partido como sua maior liderança, uma mudança interna de posicionamento chama a atenção.  Na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (24/01), na nota “De volta para o futuro”, as prévias tucanas voltam à pauta. O diretório paulista prepara um congresso para falar das reformas do estatuto do partido, do código de ética e do programa da legenda, tendo o ex-governador José Serra, candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 2002 e 2010, como um dos condutores das discussões.

Muitos avaliam que a mudança repentina de ideologia dos tucanos paulistas – de opositores a defensores das prévias – é uma reação à disputa de comando interno da legenda. É preferível pensar, pelo bem da unidade do partido, que se trata apenas de um amadurecimento que pode levar o PSDB novamente à Presidência da República com a eleição, em 2014, de Aécio Neves.

Eleições 2014: por que o medo de Aécio Neves? – 02

Eleições 2014: prováveis candidaturas de Aécio e Eduardo Campos fazem com que Lula comece a abrir negociações na esfera federal.

Eleições 2014: Aécio Neves

Fonte: Jogo do Poder

As possíveis candidaturas de Eduardo Campos e Aécio Neves nas Eleições 2014  já deixam o bunker do PT em estado de alerta; Lula se apressa

 Eleições 2014: por que o medo de Aécio Neves?   02

Aécio Neves e as eleições 2014

As possíveis candidaturas de Eduardo Campos e Aécio Neves nas Eleições 2014 já deixam o epicentro do PT em estado de alerta. Percebendo o desgaste político e a inoperância gerencial do Governo Dilma Rousseff, o partido se assanha em colocar seus principais soldados nas ruas de forma antecipada. E o líder supremo dos petistas, o ex-presidente Lula, deve começar a entrar no jogo da partidarização do governo federal como forma de dominar a mesa de xadrez.

Leia abaixo íntegra do Editorial do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (23/01) sobre Lula, Eduardo Campos, Dilma Rousseff, Aécio Neves e as Eleições 2014:

Martelo nos números

Cacique Lula

Depois de presidir reunião com secretários de Haddad, o ex-presidente segue na trilha do personalismo e anuncia ofensiva na esfera federal

Nas palavras do ex-ministro Paulo Vannuchi, atual membro da diretoria do Instituto Lula, o ex-presidente, a partir do próximo mês, irá “jogar toda a sua energia” no esforço de consolidar as alianças entre as forças que apoiam o governo Dilma Rousseff. A tarefa do líder petista seria identificar conflitos e procurar superá-los.

Lula não precisará de muito esfoço para cumprir a primeira parte da missão. Os conflitos já são, na maior parte, conhecidos. Os aliados, em especial os peemedebistas, queixam-se da rivalidade do PT e do tratamento dispensado pela presidente Dilma a suas demandas fisiológicas. O Planalto se mostraria mais rude e menos sensível do que desejariam.

Além disso, causam preocupação as ambições do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República. A candidatura do líder do PSB já em 2014 sem dúvida enfraqueceria a campanha pela reeleição de Dilma.

Para consolidar essas fraturas, a famosa lábia do ex-presidente não será suficiente. Ele terá de oferecer cargos, vantagens e até acenar com a longínqua possibilidade de apoiar um candidato não petista na disputa de 2018.

Nesse contexto, não é demais lembrar que Lula não ocupa cargo no governo. Embora nada o proíba de participar de articulações e defender teses e propostas, seria mais adequado que agisse com discrição e desse preferência aos caminhos institucionais, como o debate em âmbito partidário.

Em se tratando de PT, porém, não existe âmbito partidário. Ou, se existe, é integralmente preenchido pela figura de Lula. “Le parti c’est moi” (o partido sou eu) poderia ser seu lema, na pior tradição personalista da política brasileira. Na contramão da mudança de hábitos que o petismo outrora defendia, o ex-presidente comporta-se como um perfeito cacique.

O êxito na eleição da presidente Dilma e, a seguir, do prefeito Fernando Haddad, em São Paulo, parece ter reacendido em Lula a fagulha da onipotência. O revés no julgamento do mensalão, por sua vez, parece ter impulsionado a decisão de sugerir a todos que ainda está no controle.

Foi o que fez recentemente, numa cena constrangedora, ao presidir uma reunião de Haddad com secretários. Sem pudor em tratar seu “poste” como “poste”, assumiu o comando da mesa, apontou diretrizes e deu orientações ao afilhado e seus colaboradores.

Vai-se assistindo ao mesmo na esfera federal, onde agora se anuncia nova investida. Em ambas as circunstâncias, a interferência cria ruídos indesejáveis e apequena a figura dos governantes. A quem cabe a última palavra? Quem o primeiro escalão deve prestigiar em caso de divergências?

A pergunta pareceria absurda em qualquer democracia séria, mas é cabível nesse enredo em que o ex-presidente mostra-se tentado a continuar governando sem ter sido eleito. É um desserviço que Lula presta ao permitir que essas interrogações fiquem no ar.

Aécio: cenário para 2014 é positivo, avalia pesquisa

Aécio: presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, disse que resultado obtido pelo senador estimula construção de “projeto vitorioso”.

Aécio: eleição presidencial de 2014

Fonte: PSDB

Pesquisa com Aécio anima tucanos e especialistas prevêem crescimento

 Aécio 2014: pesquisa anima tucanosBrasília – A pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no último sábado (15) traz o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com 14% das intenções de votos para a eleição presidencial de 2014. O percentual é considerado bastante positivo por integrantes do partido e especialistas, já que o mineiro nunca participou de uma campanha com a exposição nacional que o pleito para a Presidência da República proporciona.

O deputado federal e presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, destaca que há uma diferença fundamental entre quem está – ou já esteve – no comando do Palácio do Planalto e representantes da oposição em termos de visibilidade. “Nesse sentido, o resultado colhido no momento pelo nosso potencial candidato Aécio Neves é extremamente estimulante para a construção de um projeto vitorioso”, diz.

Pestana ressalta, ainda, que a pesquisa não traz o cruzamento de duas informações que mudam qualitativamente de sentido os resultados: o nível de visibilidade e a intenção de voto. “É óbvio que quem tem 95% de nível de visibilidade no país tem uma intenção de voto maior que um político que nunca foi exposto em uma campanha de escala nacional”, complementa.

O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer projeta, ainda, um crescimento natural de Aécio Neves a cada nova pesquisa.

“O senador tem margem de crescimento que também está ligado à aprovação do governo Dilma. O baixo crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) ainda não afetou muito a questão do desemprego. No momento em que isso acontecer, a presidente, naturalmente, cairá nas pesquisas e os adversários tendem a crescer”, pondera Fleischer.

A busca dos eleitores por novas alternativas também é citada pelo historiador Marco Antonio Villa como um dos fatores que devem fazer Aécio subir nas pesquisas. “As pessoas querem encontrar novas possibilidades. Há os insatisfeitos com a gestão petista e que buscam uma nova via, um novo caminho”, completa.

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://www.psdb.org.br/percentual-de-aecio-em-pesquisa-anima-tucanos-e-especialistas-preveem-crescimento/