• Agenda

    março 2020
    S T Q Q S S D
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
  • Categoria

  • Arquivo

  • Blog Aécio Neves

Governo de Minas apresenta à União projetos de enfrentamento aos efeitos das chuvas

BELO HORIZONTE (10/01/12) – Em continuidade às negociações iniciadas em dezembro – quando o governador Antonio Anastasia reuniu-se em Brasília com a Ministra do Planejamento, Míriam Belchior – uma comitiva do Governo de Minas apresentou nesta terça-feira (10) a técnicos do governo federal um conjunto de 318 projetos. Além de ações de recuperação dos danos causados pelas chuvas deste ano, o documento detalha intervenções para a prevenção de inundações, bem como ações estruturantes de saneamento básico em municípios de todas as regiões do Estado.

O volume de recursos demandados da União para a implementação dos projetos é de aproximadamente R$ 3,9 bilhões. DesSe total, cerca de R$ 1,5 bilhão são projetos de competência do Governo do Estado e outros R$ 2,4 bilhões são de responsabilidade dos municípios a serem beneficiados.

“No portifólio que apresentamos estão os projetos prioritários para uma efetiva estratégia de prevenção, enfrentamento e combate a inundações, bem como um rol de intervenções estruturantes na área de saneamento básico”, afirma o governador de Minas, Antonio Anastasia, para quem a resolução definitiva dessa questão envolve necessariamente intervenções estruturantes capazes de minimizar deficiências históricas de infraestrutura e de aumentar a capacidade de planejamento e resposta dos municípios.

Participaram da reunião com técnicos do Ministério do Planejamento o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e o vice-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, além de técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte.

Obras estruturantes

As propostas apresentadas são para pleitear recursos do governo federal para a realização de obras estruturantes nas áreas de prevenção (drenagem, saneamento e dragagem) e recuperação de áreas atingidas nas cidades e regiões que historicamente sofrem com os estragos causados pelas chuvas.

Além dos projetos para realização de obras de prevenção e recuperação, foram apresentadas propostas para elaboração de planos de intervenções em áreas de risco identificadas em municípios de todas as regiões do Estado.

A demanda apresentada pelo Governo de Minas se baseia em levantamentos com informações das necessidades de cada município e também em demandas identificadas por diversos órgãos do Estado.

Dentre as obras prioritárias para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) destacam-se intervenções de grande impacto, como obras de contenção de cheias na bacia do Córrego da Ferrugem, no município de Contagem, e sua expansão para o controle de cheias no Córrego Riacho das Pedras. Há também projeto de Requalificação Urbana e Ambiental do Ribeirão Arrudas e de construção de bacias de contenção para o córrego Cachoeirinha e Onça, além da ampliação dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário nas bacias do Rio das Velhas e Paraopeba.

“Detalhamos ao Ministério do Planejamento projetos de prevenção, com obras de drenagem, de contenção de encostas, de dragagem de rios que, se implementados, irão beneficiar as regiões do Estado que mais sofrem nesse período chuvoso”, afirma o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto.

Levantamento de necessidades dos municípios

Nos últimos dias, técnicos do Governo de Minas realizaram um levantamento das necessidades com as cidades mais afetadas pelas chuvas. As intervenções mais demandadas pelos municípios são as seguintes: drenagem pluvial, intervenções urbanísticas (construção de pontes, calçamento de ruas), desassoreamento de rios, implantação de barragens, adutoras e canais que serão responsáveis pela captação da água das ruas, sarjetas e galerias.

Ao todo, foram apresentadas ao governo federal demandas de mais de 100 municípios mineiros.  O quadro a seguir resume as propostas apresentadas:

 

Fonte: Agência Minas

 

Vozes do Morro chega a todos os 34 municípios da RMBH

O programa Vozes do Morro, concebido para dar espaço e projeção a talentos artísticos de comunidades carentes, está ampliando sua atuação para os 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Iniciativa do governo de Minas, lançada ainda na gestão de Aécio Neves, em parceria com o Servas e emissoras de rádio e TV, o Vozes do Morro divulga o trabalho dos músicos selecionados e, mais que isso, oferece uma oportunidade de crescimento pessoal e também às comunidades, ao mostrar um caminho de sucesso para os moradores. As inscrições para a nova edição estão abertas.

Confira abaixo o videoclipe de “O Amor é Meu”, Dokttor Bhu, e Shabê, com participação de Tom Nascimento.

Supermercados e sacolões da RMBH irão oferecer novas variedades de batatas para o consumidor

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a CeasaMinas e mais de 50 supermercados e sacolões da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) lançarão, na próxima terça-feira (27), uma nova maneira de comercializar batatas para consumidor, oferecendo o produto de acordo com o uso culinário desejado: assar, fritar ou cozinhar. O Projeto de Segmentação do Mercado de Batatas será apresentado aos lojistas em uma reunião na CeasaMinas, em Contagem, às 10h, onde também haverá degustação das diferentes variedades.

Minas Gerais é o maior produtor de batatas no Brasil. Em 2010, o estado colheu 1,2 milhão de toneladas – o equivalente a 48% da safra nacional. Porém, a produção se concentra em apenas uma variedade, a Ágata, adequada somente para assar e cozinhar a vapor. Por isso, a CeasaMinas e Seapa criaram o Projeto de Segmentação do Mercado de Batatas. O projeto já existe atualmente em dois sacolões, mas será ampliado para outros 58 estabelecimentos.

O projeto prevê a introdução, no varejo, de outras variedades produzidas em Minas Gerais: Asterix e Cupido. O consumidor será orientado nas lojas sobre cada uma delas. A Asterix, por exemplo, possui alto teor de material seco, o que favorece a fritura. Assim, ela fica crocante e seca, ao contrário da Ágata, que fica encharcada e murcha quando é frita. “A Ágata é ideal para fazer salada, pois ela tem muita água. Depois de cozida, ela não quebra quando é cortada. Ela continua firme”, explica Joaquim Alvarenga, engenheiro agrônomo da CeasaMinas e coordenador do Setor de Agroqualidade da estatal.

A falta de segmentação, acrescida do fato de que o consumidor está cada vez mais exigente, faz com que a batatain natura venha perdendo espaço na mesa dos mineiros, acarretando redução do volume de produção. “A solução que o consumidor encontrou foi comprar a batata industrializada congelada e pré-frita no supermercado. A indústria já usa a variedade própria para fritar”, conta Joaquim. O objetivo do projeto é reverter essa situação. “Segmentar o mercado é garantir maior competitividade e satisfação dos clientes, oferecendo diversas variedades de batata, de acordo com o uso culinário que o consumidor desejar”, explica.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Batata, em supermercados e sacolões, 96% dos entrevistados gostariam que as informações sobre o uso culinário estivessem disponíveis nos pontos de venda. De acordo com o secretário Elmiro Nascimento, da Seapa, está previsto o treinamento dos lojistas e funcionários pelos técnicos da Seapa e da CeasaMinas. “A comunicação nas lojas também será reforçada com cartazes e banners explicativos sobre cada variedade”, afirma.

Os 58 lojistas receberão material informativo impresso, gratuitamente. A venda segmentada, portanto, representa um grande diferencial de mercado, que gera benefícios para todos os envolvidos. O produtor ganha ao agregar valor ao produto e ao conquistar mercados específicos. Para o comerciante, a profissionalização da venda contribui para aumentar a proximidade com o consumidor, que tem suas necessidades atendidas, e para incrementar as vendas. O consumidor ganha com a possibilidade de diversificação do preparo, além de melhorar o sabor dos pratos utilizando a batata ideal para aquela finalidade. Segundo Elmiro Nascimento, o trabalho conta, ainda, com o apoio do Movimento das Donas de Casa. “Um importante segmento para a divulgação das ações junto ao público consumidor”, finaliza.

Histórico

O projeto teve início com o Programa de Cooperação Técnica Brasil/França, que introduziu 19 variedades de batata importadas da França. Plantios experimentais foram realizados, em 2009, em Iraí de Minas, no Triângulo Mineiro. As que mais se adaptaram às condições naturais do Estdo são Emeraude, Colorado e Opaline. Na França, são cultivadas cerca de 200 variedades. O projeto da CeasaMinas e da Seapa também pretende incentivar o cultivo de novas variedades em Minas Gerais.

Apesar de os plantios experimentais terem sido realizados em 2009, os técnicos da CeasaMinas estudam a comercialização das novas variedades de batatas francesas desde o início da década de 1990. Ao longo do desenvolvimento do projeto, a estatal coordenou, junto com a Seapa, a realização de missões de técnicos e de bataticultores mineiros à França para conhecer a segmentação do mercado francês.

Serviço

Ampliação do Projeto de Segmentação do Mercado de Batatas

Dia: 27/09/11 – terça-feira

Horário: 10h

Local: CeasaMinas (Prédio do Prodal – Banco de Alimentos)

Cemig apresenta o Plano de Atendimento para o Período Chuvoso na RMBH

Com o intuito de minimizar os efeitos provocados pelas chuvas ao sistema elétrico e ao atendimento dos consumidores, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) investiu R$ 118,1 milhões na melhoria e manutenção da rede de transmissão e distribuição da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Os investimentos e as ações previstas foram apresentados nesta quinta-feira (15) pelo superintendente de relacionamento comercial com clientes de distribuição da Cemig, Ricardo César Rocha, e pelo gerente de planejamento energético, Marcelo de Deus Melo.

O objetivo é diminuir o número de interrupções e restabelecer o fornecimento de energia no menor tempo possível, reduzindo os transtornos à população e às empresas, durante o período chuvoso.

De acordo com Ricardo César Rocha, foram investidos, nos últimos 12 meses, R$ 73 milhões em reforma e aumento da capacidade de linhas de transmissão e subestações, R$ 22 milhões em reforma, reforço e automação de redes de distribuição e R$ 20 milhões em manutenção preventiva. Além disso, a Cemig realiza a substituição de redes convencionais por redes protegidas e isoladas, mais compatíveis com a arborização urbana, contribuindo para a redução do número de desligamentos.

Entre as ações do Programa Especial de Manejo de Árvores e Redes – Premiar destacam-se a vistoria e acompanhamento das árvores em contato com a rede elétrica e a substituição contínua de espécies em situação de risco de queda. Vinte obras de adequação de rede foram concluídas com investimento de R$ 2,7 milhões.

Alerta meteorológico

Além de todas as ações e investimentos diretamente relacionados ao sistema elétrico, a Cemig conta com um serviço de meteorologia que prevê a ocorrência de tempestades.

A partir do alerta meteorológico, é redimensionado o número de atendentes do Fale com a Cemig e de equipes prontas para realizar os serviços de restabelecimento de energia, de forma a atender a demanda extraordinária que surge com as chuvas.

As equipes de plantão são também previamente acionadas e posicionadas estrategicamente nas unidades da empresa para atuar com maior agilidade. Neste ano, dependendo da previsão meteorológica e dos efeitos causados por uma tempestade, até 600 empregados e mais de 200 veículos, podem ser acionados na RMBH.

Além disso, a Cemig continua sendo uma das distribuidoras de energia elétrica do Brasil com a maior de central de atendimento a clientes. O Fale com a Cemig – 116 funciona 24 horas por dia, com capacidade para atender cerca de 300 mil ligações/dia, inclusive por meio do atendimento eletrônico.

Radar meteorológico

Com o objetivo de monitorar tempestades severas com antecedência de até 6 horas, a Cemig está investindo R$ 10,5 milhões na implantação de um radar meteorológico no Morro do Elefante, no município de Mateus Leme.

O equipamento, importado da Finlândia, emite ondas eletromagnéticas que, após passarem pelas nuvens, retornam gerando dados. O radar emite informações precisas em um raio de até 200 quilômetros de abrangência e dados com menor grau de detalhamento em até 450 quilômetros. O início da operação está previsto para novembro deste ano.

Números

Na RMBH, a Cemig possui uma rede de distribuição com 33,3 mil quilômetros de extensão, 464,5 mil postes, 66,2 mil transformadores e 48 subestações controladas remotamente.

Cemig informa atendimento e previsão do tempo para o Carnaval

Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informa que, em virtude do Carnaval, as agências e postos de atendimento da Empresa não funcionarão nos dias 7 e 8 de março, segunda e terça-feira, respectivamente. Nesses dias, solicitações de serviços e reclamações poderão ser feitas pelo Fale com a Cemig, no telefone 116. Esse serviço funciona 24 horas, e a ligação é gratuita. A Agência Virtual, disponível no site da Empresa (www.cemig.com.br), também oferece diversos serviços com conforto e segurança.

As agências e postos de atendimento da Cemig voltam a funcionar na quarta-feira (9), a partir do meio-dia.

Previsão do Tempo

Capital e RMBH

Em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH), entre os dias de Carnaval, a previsão é de céu variando entre parcialmente nublado e nublado. As chuvas serão intermitentes ao longo do dia, mas ocorrendo, principalmente, no final de noite e início da manhã. As chuvas mais intensas ocorrerão entre domingo e terça-feira. As temperaturas máximas estarão amenas, em torno dos 28°C.

Interior de Minas

Durante o feriado, ocorrerão chuvas em praticamente todo o Estado. Entretanto, destaca-se pelo volume e frequência as chuvas nas regiões Sul, Oeste, Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Região Central, principalmente nos dias 7 e 8.

A partir da quarta-feira, a intensidade das chuvas diminuirá. Contudo, nas regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Mucuri a frequência e intensidade das chuvas aumentam. As temperaturas permanecerão amenas na maior parte de Minas, ficando abaixo dos 30°C. Em Diamantina, a temperatura mínima fica em 16°C e a máxima atinge os 29°C.

Litoral

Haverá chuvas no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo, em praticamente todos os dias. Mas, o litoral fluminense será atingido por chuvas de maior intensidade, principalmente entre os dias 6 e 8, e as temperaturas variam entre 22°C e 31°C. O litoral do Espírito Santo será atingido por chuvas mais intensas e frequentes apenas na terça-feira de Carnaval. As temperaturas oscilam em torno dos 22°C a 31°C. No litoral Sul da Bahia também há previsão de chuvas, mas com menor intensidade. Em Porto Seguro, a temperatura mínima fica em 19°C e a máxima nos 32°C.

 

Fundação João Pinheiro divulga atualização do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Os pesquisadores Fernando Martins Prates, Maria Luiza de Aguiar Marques e Olinto J.O. Nogueira, do Centro de Estudos de Políticas Públicas da Fundação João Pinheiro (FJP), divulgaram, em artigo publicado nos Cadernos BDMG nº 20 (Abril 2010), os dados mais recentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o Estado de Minas Gerais e o município de Belo Horizonte, além de diversos outros indicadores relacionados a diferentes dimensões.

A análise comparada abrange os períodos de 1991 a 2000 e 2001 a 2008. Considerando a grande desigualdade existente no Estado e na RMBH, a análise inclui, para esse último período, uma comparação entre a situação da camada mais pobre da população (60% mais pobres) e a da mais rica (40% mais ricos).

O IDHM é uma adaptação do IDH, que, criado pela ONU para avaliar o nível de desenvolvimento humano entre os países, sintetiza o nível de sucesso atingido pela sociedade no atendimento a três necessidades básicas universais do ser humano: educação, longevidade e renda. O estudo é embasado em levantamentos estatísticos e análises qualitativas e tem como objetivos democratizar o acesso a informações socioeconômicas relevantes em diversos níveis espaciais, principalmente o municipal.

O estudo divulgado pelos pesquisadores de Fundação João Pinheiro aponta que, mesmo com a constatação de redução nos últimos anos, permanece, em todas as dimensões, uma grande desigualdade. Mesmo que a renda dos mais pobres venha crescendo bem mais que a dos mais ricos, nesta dimensão as disparidades ainda existem. Na dimensão Educação, as diferenças entre os dois grupos surgem quando são considerados níveis mais elevados de escolaridade e a frequência nos ensinos médio e superior. Para o indicador Longevidade, o estudo constatou que a expectativa de vida do grupo mais pobre é aproximadamente três anos menor do que a do grupo mais rico. 

O estudo mostra que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos 60% mais pobres é 15% inferior ao do grupo dos 40% mais ricos no período mais recente (2005-2008). A pesquisa inclui, ainda, para o período 1991-2000, uma análise mais desagregada da Região Metropolitana, a partir de sua divisão em 287 unidades espaciais. 

Panorama 

De acordo com o Relatório publicado pela ONU em 2009, o Brasil ocupa a 75ª posição no IDH entre os 182 países do mundo, com índice de 0,813. Na América Latina, o Brasil detém o 6º lugar. Entre os estados brasileiros, Minas Gerais aparece na 8ª posição, com IDHM de 0,812. 

Terceira metrópole mais populosa do Brasil, a RMBH abriga um de cada quatro habitantes do Estado. Belo Horizonte, que concentra quase metade dessa população, vem perdendo participação, mas vem também melhorando seus índices de desenvolvimento humano ao longo dos dois períodos analisados, especialmente na última década. 

A dimensão Renda é a que menos tem contribuído para a evolução do IDHM. Embora tenha apresentado mais crescimento na década atual, o IDHM-Renda vem evoluindo menos na RMBH do que no Estado. 

A renda per capita na capital mineira e em sua Região Metropolitana está crescendo em ritmo mais acelerado entre as parcelas mais pobres da população, o que repercute em uma significativa queda da pobreza. Mesmo assim, a desigualdade de renda permanece em um patamar elevado. Na comparação entre a renda per capita da RMBH e a do município de Belo Horizonte, a capital está bem à frente. Mas, enquanto na década passada a capital se distanciou do restante da RMBH, na atual o ritmo de crescimento é o mesmo na região e em Belo Horizonte. 

Em 2008, o IDHM-Educação da RMBH (0,962) e do Estado (0,906) indicaram, para ambos, uma boa situação, sendo que a Região Metropolitana, nesta dimensão, vem se aproximando de Belo Horizonte. “Mas, como ressaltado no artigo, as condições educacionais já não se mostram tão favoráveis quando são considerados indicadores mais exigentes, como o percentual da população sem o ensino fundamental e médio completos, e a questão da qualidade do ensino. Em 2008, 40% dos jovens de 18 a 24 anos que viviam na RMBH não tinham ensino médio completo e 12%, nem o fundamental”, observa Fernando Prates.

O crescimento do IDHM-Longevidade responde por cerca de 1/3 do avanço do índice na RMBH, onde a esperança de vida ao nascer atinge 74,8 anos (2008). Na capital, a estimativa para esse indicador é de 74,4 anos.

Para ver mais detalhes dos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, clique aqui (Documento do Word).

Projeto piloto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana , Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais e prefeitura melhora casas em Ribeirão das Neves

Sessenta famílias da Comunidade Bom Jesus, no bairro Florença, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já começaram a receber obras do Melhorias Habitacionais, uma ação do Projeto Estruturador Lares Geraes – Habitação Popular. Em um plano piloto, é executado reboco, pintura interna e externa, pisos e revestimento em moradias de famílias de baixa renda. O projeto é executado pela Prefeitura de Ribeirão das Neves, mas recebe recursos da ordem de R$ 330 mil do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), e tem a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG) como a responsável pelo diagnóstico das melhorias a serem feitas em cada moradia e pela aprovação da obra.

O município de Ribeirão das Neves foi escolhido, em 2008, por apresentar o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A comunidade Bom Jesus, por sua vez, é formada por famílias carentes, reassentadas após uma enchente ocorrida em 1996.

Uma das beneficiadas pelo projeto foi Adete Maria Alves. Ela, que vive com o marido e duas filhas, conta como sua vida mudou. “Agora melhorou muito, ficou mais fácil de limpar a casa. Eu não teria condições de fazer as melhorias”. Depois de 14 anos, Adete finalmente poderá se recuperar de uma asma provocada pela quantidade de poeira que o antigo piso gerava.

Quem também já recebeu as obras do projeto foi Ângela Maria Resende Silva. Aposentada e viúva, ela mora com o irmão, o filho, a nora e o neto. Na casa de Ângela, foram feitos chapisco, reboco e pintura. “Estou muito feliz. Sem essa obra eu não teria condições de fazer nada”, conta.

Segundo as engenheiras da Cohab/MG, Adélia Maia, e da Prefeitura de Ribeirão das Neves, Nice Marçal, a segunda fase do Melhorias Habitacionais seguirá atendendo às mesmas 60 famílias com outras obras. Lavatório e porta serão colocados nos banheiros e pias na cozinha, além da construção de muros.

Para a engenheira da Cohab/MG, o sucesso do projeto piloto é o indicador para que o Governo de Minas avalie a possibilidade de liberação de mais recursos para o restante da comunidade que conta com 400 famílias.