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Noroeste deve manter liderança na safra mineira de grãos

Com uma safra estimada de 2,8 milhões de toneladas de grãos para 2012, volume 8,5% maior que o do ano anterior, a região Noroeste segue liderando a produção em Minas Gerais. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a região responde por 24,7% da safra mineira, com cultivos espalhados por 642,4 mil hectares.

Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Subsecretaria do Agronegócio, esclarece que o aumento do rendimento médio das lavouras do Noroeste, devido à utilização de tecnologia e aplicação de boas práticas de produção em geral, beneficia a produção regional, sobretudo de soja. Os números do IBGE não incluem a produção de feijão terceira safra, girassol e trigo.

“O Noroeste é o maior produtor de soja do Estado, com safra estimada de 1,2 milhão de toneladas, variação positiva de 7% em relação ao período anterior. Neste caso, a região responde por 39% da produção estadual”, explica a assessora.

Para o milho, está prevista uma safra de 1,3 milhão de toneladas na região Noroeste. O volume é 13,1% superior ao registrado em 2011 e equivale a uma participação de 17,3% na safra estadual do grão. À frente do Noroeste, na produção de milho, estão o Alto Paranaíba e o Sul de Minas, que respondem por 24,8% e 18,8% da produção mineira, respectivamente.

“Já a produção de sorgo, apesar da estimativa de uma pequena redução, também contribui para a manutenção do Noroeste como líder da safra mineira de grãos”, observa Maria Aparecida. “A região responde por 42,5% da produção total de sorgo do Estado, pois as colheitas previstas para 2012 devem resultar em 159,5 mil toneladas. O município de Unaí, maior produtor de sorgo de Minas, deve responder por 23,5% da safra estadual.”

Além disso, para manter a posição de destaque na produção estadual de grãos, o Noroeste conta também com o feijão, sendo a safra estimada para 2012 da ordem de 36,6 mil toneladas. O volume equivale a 20,5% da colheita total de feijão de Minas, que deve alcançar 178,5 mil toneladas. A liderança de produção regional, neste caso, é do Alto Paranaíba, responsável por 24,5% da safra mineira de feijão (excluindo a terceira safra).

Segundo e terceiro

O Alto Paranaíba continua no segundo lugar do ranking estadual da produção de grãos. “A safra prevista é de 2,5 milhões de toneladas ou participação de 22,3% do total de Minas. A progressão do volume em relação ao período anterior será de 9,8%, consequência principalmente da melhora do rendimento das lavouras.”, ressalta a assessora técnica.

A terceira posição no ranking dos maiores produtores de grãos de Estado fica com o Triângulo Mineiro, que me 2012 deverá produzir 2,4 milhões de toneladas. Um crescimento de 11,6% em relação a 2010.

Safra mineira de grãos – estimativa 2012

Total do Estado: 11,4 milhões de t (+9,2%)

Safra do Noroeste: 2,8 milhões de toneladas (+8,5%)

Milho no Noroeste: 1,3 milhão de t (+13,1%)

Soja no Noroeste: 1,2 milhão de t (+7,0%)

Participação do Noroeste : 24,7% da produção estadual

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Minas Sem Fome incentiva pecuária leiteira no Assentamento Betinho, no Norte de Minas

Arquivo/Emater-MG
Tanque ajudará a manter a qualidade do leite e valorizará produto
Tanque ajudará a manter a qualidade do leite e valorizará produto

BOCAIÚVA (24/01/12) – A pecuária leiteira do Assentamento Betinho, no município de Bocaiúva, região Norte, ganhou um novo estímulo. Recentemente a Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de Taboquinha recebeu um tanque de resfriamento de leite com capacidade para armazenar mil litros, beneficiando 32 famílias. O equipamento vai ajudar a manter a qualidade do produto e na comercialização.

O tanque foi doado pelo programa Minas Sem Fome, uma iniciativa do Governo de Minas, executada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), por meio da Emater–MG, com apoio das prefeituras. Em contrapartida, a Associação construiu o local para sua instalação.

O objetivo é implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares. O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando a melhoria de suas condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater–MG é responsável pela mobilização dos agricultores, compra e distribuição dos insumos e assistência técnica.

A extensionista da empresa, Maria Fernanda Brandão, acrescenta que o programa estimula a produção de leite e a agregação de valor, adequando o produto ao padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o técnico da Emater–MG, José Alexandre Queiroga, a implantação do tanque também tem como objetivo, despertar o interesse das famílias em trabalhar em grupo. “Essa ação vai gerar renda, promovendo a inclusão das famílias assentadas no processo produtivo, além de fortalecer o associativismo, por meio de atividades coletivas”, explica.

Produção

Jair Copertino é morador do Assentamento Betinho desde 1998. Ele sempre trabalhou com pecuária de leite. Sua propriedade produz 35 litros por dia e o produto é fornecido a um laticínio. Antes, o leite era armazenado e entregue em latões, o que trazia problemas. “Muitas vezes o leite azedava”, diz Copertino.

De acordo com o pecuarista, a utilização de latões  também pode comprometer a qualidade do leite, desvalorizando o produto no mercado. “Isso é prejuízo para a gente”, conta. Com o tanque de resfriamento, ele acredita que tudo vai melhorar. “O tanque vai ajudar a manter a qualidade do leite e, com isso, o nosso produto será mais valorizado”, afirma.

Para Copertino, a aquisição é um estímulo a mais para os pecuaristas do Assentamento Betinho investirem na atividade.

Fonte: Agência Minas

Gestão Antonio Anastasia: Estado cria medidas para tirar agricultores familiares da informalidade

Bel de Oliveira/Consea-MG
Pequeno agricultor mineiro agora poderá sair de vez da informalidade
Pequeno agricultor mineiro agora poderá sair de vez da informalidade

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A partir de agora, os cerca de 45 mil estabelecimentos agroindustriais rurais de pequeno porte cadastrados junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), em todo o Estado, poderão comercializar seus produtos em território mineiro, saindo de vez da informalidade. É o que prevê o decreto 45.821, do Governo de Minas, que dispõe sobre a habilitação sanitária do agricultor familiar e do estabelecimento agroindustrial rural de pequeno porte no Estado.

A habilitação, no entanto, está condicionada à prévia inspeção e fiscalização sanitária dos estabelecimentos e produtos, com reconhecimento por meio de registro ou alvará sanitário. O decreto, segundo o secretário-executivo do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Minas Gerais (Consea-MG), Marcos Jota, é de fundamental importância para viabilizar a participação dos agricultores familiares na produção da alimentação escolar. “Desta forma, será possível disponibilizar aos alunos o fornecimento de produtos agroecológicos e regionais mais saudáveis e adequados à sua alimentação”, comentou. A Lei Federal 11.947 prevê que pelo menos 30% dos gêneros da alimentação escolar sejam provenientes da agricultura familiar.
Adequações
Para a coordenadora de Agregação de Valor e Geração de Renda da Superintendência de Agricultura Familiar, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ana Helena Junqueira Cunha, esses pequenos produtores vão se adequar aos poucos às exigências do novo decreto, já que este processo se dará ao longo de dois anos. Nesse período, haverá acompanhamento e fiscalização permanentes dos órgãos estaduais envolvidos. “Com este decreto, esperamos que todos os estabelecimentos agroindustriais de pequeno porte que comercializam doces, compotas, farinhas, queijos, entre outros produtos, consigam se adequar à legislação. Desta forma, haverá uma maior geração de renda para essas famílias”, explicou. Dos 45 mil estabelecimentos informais existentes em Minas, pelo menos 30 mil são de queijo.

Ainda segundo Ana Helena, a legislação vinha sendo discutida desde abril do ano passado por uma equipe composta de vários órgãos do Governo e da sociedade civil. “É importante lembrar que há regras para a transição desses produtores. Antes do decreto, eles se mantinham no mercado informal e, quando eram fiscalizados, tinham seus estabelecimentos fechados pelo IMA. Hoje, eles podem continuar vendendo seus produtos, desde que cumpram as novas exigências”, informou. Para se cadastrar, o pequeno produtor deve se dirigir a uma unidade do IMA e assinar um termo de compromisso, por meio do qual se comprometerá a se adequar à legislação em até dois anos. “São várias as etapas que devem ser concluídas até o produtor ficar legalizado junto ao IMA”, reforçou.

O conselheiro do Consea-MG Adelmo Leão destacou como positiva, na nova legislação, “a formação de um sistema operacional de inspeção sanitária estadual conveniado aos Sistemas de Inspeção Municipais (SIMs)”. Pela nova regra, até que o sistema esteja construído, o IMA fará cadastros e firmará termos de compromisso com os produtores, sem fixar prazo final. Porém, o registro definitivo só será obtido depois de atendidos os termos do compromisso.
Agricultura familiar
Os estabelecimentos dedicados a este segmento em Minas envolvem, direta e indiretamente, cerca de 720 mil famílias, segundo a Subsecretaria de Estado da Agricultura Familiar. Porém, a maioria dos estabelecimentos de agricultura familiar está em situação irregular. Para o subsecretário da Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, o decreto representa um grande avanço. “Esperamos que com as novas mudanças, aumente também o número de agricultores que produzam o suficiente para abastecer as escolas no Estado”, argumentou. Segundo ele, os estabelecimentos poderão ser mistos, mas devem estar localizados em zonas rurais e pertencerem a agricultores familiares.

Segundo a secretária-executiva do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Consea-MG, Jacqueline Junqueira, “o decreto tornou-se um instrumento de suma importância para viabilizar a compra dos produtos de qualidade para a alimentação escolar”. “Há pesquisas que comprovam que a alimentação escolar tem sido a segunda forma mais importante de acesso a alimentos pelas famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza”, disse ela, destacando, ainda, que o decreto vai ao encontro dos objetivos do Programa Cultivar, Nutrir e Educar – projeto estruturador criado pelo Governo de Minas.

Para a elaboração do decreto, houve inúmeras reuniões entre os representantes da Seapa, Emater e IMA para discutir a resolução que deu base ao documento final. “A resolução veio, ao longo do ano, sendo discutida e ajustada. Não foi um trabalho fácil, pois tinham especialistas de vários segmentos. A subsecretaria vai, de início, realizar as visitas, encontros regionais e a divulgação do decreto e das regras de transição. Temos muito trabalho pela frente”, finalizou Ana Helena Junqueira Cunha.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: exportações de Minas Gerais de frutas frescas e secas batem recorde em 2011

 

BELO HORIZONTE (23/01/12) – As exportações mineiras de frutas frescas e secas somaram US$ 6,2 milhões em 2011. O valor é o maior já registrado por Minas Gerais, com crescimento de 76,3% em relação ao ano anterior. As informações são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base nos dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC).

O volume de frutas embarcado também registrou crescimento expressivo. Foram exportadas 5,1 mil toneladas, um aumento de 71,2% na comparação com os embarques de 2010. O limão se destacou entre as frutas comercializadas. Segundo a assessora técnica da Seapa Márcia Aparecida de Paiva Silva, a comercialização de limão movimentou US$ 4,2 milhões e representou 68,6% da receita de exportação de frutas por Minas Gerais em 2011.

Em relação a 2010, o valor das exportações de limão aumentou 507,3% e atingiu o maior montante histórico. O volume encaminhado ao exterior chegou a 3,7 mil toneladas, expansão de 510% em relação a 2010 e também foi recorde.

 

Minas Gerais é o terceiro maior exportador de limão do Brasil. Em 2011, as vendas externas mineiras da fruta corresponderam a 6,4% do valor exportado nacional, parcela superior à registrada no ano anterior (1,4%).

Mercados

“O principal destino das exportações mineiras de limão foi o mercado europeu, que incrementou as compras e contribuiu para o bom desempenho do comércio internacional da fruta”, explica Márcia Paiva. A Holanda, líder no ranking dos compradores, aumentou as importações em 594,3%, atingindo a cifra de US$ 3,5 milhões.

Em seguida, estão Reino Unido, Dinamarca e Portugal. As importações do Reino Unido aumentaram 963,7% e atingiram US$ 313,1 mil. Dinamarca e Portugal não compraram limão de Minas Gerais em 2010 e, no ano passado, somaram importação de US$ 250,6 mil e US$ 204,1 mil, respectivamente.

Segundo Márcia Silva, um ponto importante a ser trabalhado é a diversificação de mercados. “Embora os problemas econômicos de países da União Europeia não tenham prejudicado as vendas mineiras, a forte dependência diante dos países consumidores do bloco europeu podem gerar transtornos para exportadores brasileiros e mineiros”, analisa.

Principal região produtora

O Norte de Minas Gerais é a principal região produtora de limão, e responde por 58,9% da produção estadual. “A região é beneficiada pelo sistema de produção irrigada, aliada às condições de clima e solo favoráveis à cultura da fruta”, explica.

Na avaliação da assessora da Seapa, a exportação do limão proveniente do Norte de Minas e de outras regiões do Estado é impulsionada pela divulgação dos produtos, ampliada por meio da participação dos produtores em feiras temáticas nacionais e internacionais. O estabelecimento de parceiras entre produtores também pode beneficiar a comercialização, pois contribuiu para a ampliação da escala de vendas.

Fonte: Agência Minas

Governo levará assistência técnica a 4 mil famílias de assentados em 29 municípios

Sessenta e quatro assentamentos da reforma agrária em Minas Gerais receberão assistência técnica da Emater-MG, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG). A Empresa foi uma das vencedoras da Chamada Pública aberta pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e vai atender, ao todo, 4.077 famílias em 29 municípios.

O edital, publicado pelo Incra em setembro, previa a seleção e contratação de empresas para o atendimento de 32 lotes (áreas geográficas para prestação de serviços). A Emater–MG participou do processo de seleção para dez lotes, vencendo todos. A avaliação consistiu na análise de documentação prévia, regularidade jurídica e fiscal e propostas técnicas. O resultado foi divulgado no fim de outubro. O contrato entre Emater–MG e Incra deve ser assinado ainda neste mês e os trabalhos serão iniciados em 2012.

Os assentamentos que receberão atendimento da Emater–MG pertencem às regiões Central, Norte, Triângulo Mineiro, Noroeste e Alto Paranaíba. O trabalho desenvolvido pela empresa inclui diversas ações que seguem as orientações do manual do Incra de Assistência Técnica, Social e Ambiental (Ates). Serão realizadas visitas para o diagnóstico das unidades produtivas, assistências técnicas, reuniões temáticas, encontros de planejamento, elaboração de projetos para crédito do Pronaf e organização de associações.

“A participação das famílias assentadas é um pressuposto da Metodologia Participativa de Extensão Rural para o Desenvolvimento Sustentável (Mexpar), que norteia a ação da Emater–MG. Assim, os projetos a serem desenvolvidos em cada assentamento deverão ser discutidos e definidos pelas famílias assentadas”, explica a coordenadora estadual de Reforma Agrária da Emater–MG, Márcia Campanaro.

A assistência técnica nos assentamentos será dividida em etapas. Primeiro, serão apresentadas as metas para cada assentamento e como será prestado o serviço. Em seguida, uma agenda de atividades que norteará o trabalho vai ser elaborada junto com os assentados. O próximo passo é fazer um diagnóstico do assentamento.

A partir daí, se dará o desenvolvimento das demais ações, que irão permitir a organização do assentamento e o desenvolvimento de atividades produtivas, ambientais e sociais. O replanejamento e a avaliação das ações acontecerão a cada trimestre, até o fim do contrato. Para prestar o serviço, a Emater–MG conta com uma equipe de 50 extensionistas das áreas de agropecuária e bem-estar social.

Para Márcia Campanaro, a experiência acumulada na prestação de serviços a assentamentos de reforma agrária foi um dos fatores que fizeram com que a Emater–MG tivesse todas as propostas aprovadas. Segundo ela, foi decisivo também o fato de a Empresa “contar com profissionais multidisciplinares e que estão sendo constantemente capacitados, possuir infraestrutura física e operacional para o desenvolvimento das atividades e dispor de equipe técnica específica para apoiar a elaboração de Planos de Desenvolvimento de Assentamento”.

Emater na Reforma Agrária

Em 2004, o Ministério do Desenvolvimento Agrário criou o Programa de Assistência Técnica, Social e Ambiental (Ates), que visa promover o desenvolvimento sustentável entre as famílias assentadas da reforma agrária. Desde 2005, a Emater–MG participa do programa Ates.

Para garantir atendimento de qualidade aos assentados, a Empresa criou o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural na Reforma Agrária. Atualmente, a Emater–MG presta assistência a 8.320 famílias. São 150 assentamentos assistidos em 75 municípios.

“Temos implementado processos capazes de promover o acesso dos assentados ao conhecimento e às tecnologias necessárias ao desenvolvimento dos projetos produtivos, adequados às potencialidades locais e especificidades dos grupos e comprometidos com a inclusão social e a sustentabilidade ambiental”, diz Márcia Campanaro.

A coordenadora ressalta ainda o empenho da Empresa para o fortalecimento do associativismo entre os assentados e a inserção dos produtos produzidos por eles em diferentes espaços de comercialização, possibilitando a viabilização econômica dos assentamentos.

Boa florada do café anima produtores mineiros para a próxima safra

Cafeicultores mineiros estão com boa expectativa para a próxima safra. Os sinais para o otimismo estão nas próprias lavouras, que vêm apresentando boa florada. Segundo o assessor especial de café da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Niwton Castro Moraes, a expectativa de boa produção coincide com a safra cheia do próximo ano.

“O café é uma cultura que mantém uma bienalidade, caracterizada pela alternância entre um ano de safra boa e outro de safra reduzida. Como a safra de 2011 foi menor, já se espera para o próximo ano um crescimento na produção”, afirma.

A expectativa é de que a safra nacional ultrapasse os 50 milhões de sacas (60kg). Neste ano, a safra brasileira, segundo levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ficou em 43 milhões de sacas. A produção mineira em 2011 foi de aproximadamente 22 milhões de sacas, representando 50,2% da safra nacional.

Mas o assessor da Seapa esclarece que apenas boas floradas não são garantias de uma supersafra em 2012. A floração precisa encontrar condições climáticas favoráveis para que o ciclo se complete. Segundo ele, “mesmo que a estiagem ocorrida em grande parte das regiões produtoras promova uma redução da produção, ela poderá trazer, em contrapartida, um ganho de qualidade, na medida em que promove uma uniformização da florada, possibilitando grande incidência de grãos maduros no período da colheita”, explica.

Mercado

O café vem apresentando bons preços, sustentados pelo aumento do consumo da bebida e pela redução dos estoques mundiais. Segundo o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, a capacidade de abastecimento dos estoques sofreu redução de 76,4% num período de 11 anos. Na safra 2000/2001, os níveis armazenados eram suficientes para atender a demanda durante 313 dias. Atualmente, os estoques respondem por apenas 74 dias de consumo mundial.

De acordo com levantamentos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o brasileiro consumiu em média 4,81 kg de café no ano passado. Um crescimento de 3,5% em relação a 2009, e o maior nível em 45 anos. Essa quantidade equivale a quase 81 litros da bebida por pessoa. Ao todo, no ano passado, o consumo chegou a 19,1 milhões de sacas.

Os números de 2010 aproximam o Brasil da Alemanha, cujo consumo é de 5,86 kg por habitante ao ano. Por outro lado, o consumo brasileiro já é maior que o da Itália e da França – grandes consumidores de café.  Os maiores consumidores de café do mundo, no entanto, são os países nórdicos – Finlândia, Noruega, Dinamarca –, cujo volume se aproxima dos 13 kg por pessoa ao ano.

Programa da Secretaria de Agricultura incentiva a produção de trigo em Minas

O Programa de Desenvolvimento da Competitividade da Cadeia do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), criado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), terá mais condições de atender aos seus objetivos, porque as entidades estaduais vinculadas ao agronegócio agora podem aumentar a sua participação nas ações.  O novo cenário foi criado pelo Decreto Estadual 45.756 de 7 de outubro de 2011, que oficializa o programa.

De acordo com o coordenador do Comtrigo, Lindomar Antônio Lopes, o fortalecimento da atuação das instituições vinculadas à secretaria – Emater-MGIMA e Epamig – no programa é um avanço de fundamental importância. “Além disso, o decreto amplia também as condições para a realização de parcerias com as entidades do setor privado com o objetivo de desenvolver trabalhos de apoio à cadeia do trigo no Estado”, afirma.

O principal propósito do programa é ajudar os produtores a desenvolver o cultivo do trigo durante a entressafra de outros grãos tradicionais. Segundo Lopes, “o aumento da produção desse cereal de inverno pode ser um excelente reforço à geração de emprego e de renda no campo, especialmente para o agricultor familiar”.

Lopes acrescenta que a Seapa intensificou, nos últimos anos, o trabalho para fortalecimento do setor de trigo no Estado. As ações são realizadas  com a participação da Emater-MG, IMA e Epamig e com a parceria das entidades dos produtores e indústrias. “Esse trabalho foi muito importante para a obtenção de um ajuste nas relações entre os elos da cadeia do trigo. Os agricultores trabalham atualmente com variedades de trigo predefinidas para atender às linhas de produção específicas das indústrias”, ressalta o coordenador.

Lopes diz que a oficialização do Comtrigo coincide com um momento de boas expectativas quanto à geração, em Minas Gerais, de novas tecnologias, com ênfase no desenvolvimento de cultivares de trigo adaptadas às condições de solo e clima do Estado. A Estação Avançada do Trigo da Embrapa deve iniciar atividades no próximo ano, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em parceria com a Epamig e a participação das entidades do setor.

Mais cereal de qualidade

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a dependência do Brasil em relação ao trigo importado, principalmente da Argentina, ainda é muito grande. “Por isso, é importante estimular a produção, pois inclusive no caso de um expressivo aumento da oferta, sempre haverá mercado com preço remunerador, principalmente se os produtores mineiros tiverem a preocupação de melhorar cada vez mais a qualidade do trigo”, explica.

As indústrias de trigo do Estado consomem cerca de 900 mil toneladas do cereal por ano. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção mineira de trigo alcançou 90 mil toneladas em 2011. O volume é 6% superior ao registrado no ano passado, mas ainda atende a apenas cerca 10% da demanda.

Segundo o IBGE, a região do Alto Paranaíba segue liderando a produção de trigo em Minas, com 60,7% da safra total do Estado, sendo os municípios de Perdizes, Rio Paranaíba e Romaria os maiores destaques, com safras de 15,4 mil toneladas, 9,1 mil toneladas e 7,5 mil toneladas, respectivamente.

Cenário do trigo em MG – safra 2011

Produção: 90 mil toneladas (+ 6%)

Maior produtor: Alto Paranaíba: 57,6 mil toneladas

Demanda das indústrias: 900 mil toneladas